Blog do Ônibus



Ônibus autônomo da Mercedes-Benz




Novos ônibus urbanos entram em operação no Maranhão

Seis empresas de São Luís adquiriram 92 chassis OF 1724, entre versões com suspensão pneumática e metálica, 34 unidades do modelo OF 1721 com suspensão pneumática, 19 articulados O 500 MA e três chassis de microônibus LO 916.

Portogente
Portogente
O sistema de transporte coletivo urbano de São Luís, capital do Maranhão, conta com 148 novos ônibus Mercedes-Benz, que entram em operação neste mês de janeiro. A marca obteve mais de 80% de participação no atendimento a uma licitação realizada no final de 2016 para aquisição de 176 unidades para renovação e ampliação da frota, visando à melhoria da qualidade do serviço prestado à população.
Seis empresas de São Luís adquiriram 92 chassis OF 1724, entre versões com suspensão pneumática e metálica, 34 unidades do modelo OF 1721 com suspensão pneumática, 19 articulados O 500 MA e três chassis de microônibus LO 916.
“Essa expressiva venda é resultado de um forte trabalho de demonstração de ônibus em situação real do sistema de transporte e de treinamentos para os motoristas, tanto de condução econômica, quanto de operação dos ônibus articulados”, diz Walter Barbosa, diretor de Vendas e Marketing de Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “Além disso, a imagem de qualidade e a tradição dos nossos produtos no Maranhão e no Nordeste contribuíram para que esse pool de empresas decidisse renovar a frota com os veículos Mercedes-Benz”.
Com informações de Portogente  31/01/2017


Novos ônibus intermunicipais no Ceará,terão ar-condicionado e wi-fi obrigatórios

Ar-condicionado e wi-fi serão obrigatórios nos novos ônibus intermunicipais - A decisão foi publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial do Estado.Conforme o decreto, a instalação dos equipamentos proporciona um ambiente climatizado, minimizando o desconforto causado pelas temperaturas elevadas do clima do Ceará.

Diário do Nordeste
foto - Divulgação/DN
🚌 -Os novos ônibus que serão incorporados à prestação do serviço regular metropolitano convencional de transporte rodoviário intermunicipal do Ceará deverão ser equipados de wi-fi e ar-condicionado. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial do Estado.
A decisão assinada pelo governador Camilo Santana diz respeito à necessidade e conveniência de implantar melhorias nas condições de conforto e comodidade nos coletivos que fazem transporte de passageiros entre municípios cearenses.
Conforme o decreto, a instalação dos equipamentos proporciona um ambiente climatizado, minimizando o desconforto causado pelas temperaturas elevadas do clima do Ceará. Já a rede wi-fi gratuita permitirá que o passageiro tenha à disposição uma ferramenta de comunicação, informação e entretenimento, atenuando possíveis transtornos ocasionados pela duração dos deslocamentos.
Além do reforço na comodidade, o texto do decreto Nº 32.136 publicado nesta quarta obriga que as empresas tirem de circulação ônibus que já atingiram o limite de vida útil.

Regras
De acordo com as metas do Governo, as transportadoras ficam obrigadas, ao incluírem novos ônibus, que estes sejam dotados de equipamento de ar-condicionado e de sistema de wi-fi, na proporção anual mínima de 12,5% da frota cadastrada.
A decisão dita ainda que somente após efetivada a renovação de 12,5% da frota com ar-condicionado e wi-fi no curso do ano, será permitida, durante o restante do mesmo ano, a inclusão de veículos sem esses itens.

Aumento de passagens
De imediato, não há implicação no aumento das passagens. Segundo o decreto do Governo, o impacto no cálculo tarifário referente à instalação dos equipamentos será verificada através de revisão tarifária ordinária ou extraordinária, resguardada a possibilidade de aplicar outro meio de compensação.
Fonte - Diário do Nordeste  26/01/2017


Cidade chinesa coloca 500 ônibus elétricos urbanos em operação

Os ônibus, resultado de uma joint venture entre a Tianjin Bus Group e a montadora chinesa BYD, têm alcance de mais de 200 quilômetros por carga ao operar em sua capacidade completa, o que satisfaz a rota diária de um ônibus, segundo Wang Deqi, funcionário da companhia de transporte urbano.

Da Agência Xinhua
foto - ilustração
Uma frota de 500 ônibus elétricos entrou em serviço nesta quarta-feira (4) em Tianjin, uma importante cidade industrial no norte da China. Os ônibus, resultado de uma joint venture entre a Tianjin Bus Group e a montadora chinesa BYD, têm alcance de mais de 200 quilômetros por carga ao operar em sua capacidade completa, o que satisfaz a rota diária de um ônibus, segundo Wang Deqi, funcionário da companhia de transporte urbano. As informações são da Agência Xinhua.
A empresa também abriu nesta quarta-feira uma estação de recarga, capaz de servir 80 ônibus ao mesmo tempo e 448 ônibus por dia. A estação pode ser a maior do tipo na região Beijing-Tianjin-Hebei. Atualmente, Tianjin conta com 3.220 ônibus de energia limpa, entre eles 1.346 elétricos.
A China espera aproveitar a energia limpa para reduzir sua dependência do carvão, que está relacionado à recente poluição atmosférica no norte do país. O atual smog começou em 31 de dezembro e só se deve dispersar por volta de 6 de janeiro. Tianjin é uma das cidades mais poluídas.
Desde 2010, o município construiu 201 estações e 2.769 pontos de recarga elétrica para encorajar o uso de transporte de energia limpa.
Fonte - Agência Brasil  04/01/2017


Luxemburgo adquire novos ônibus elétricos da Volvo

Com esta nova e eficiente tecnologia desenvolvida pela Volvo, a Sales-Lentz auxilia a cidade de Differdange em sua ambição de criar uma mudança sustentável para o transporte de pessoas e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

Renato Lobo -ViaTrolebus

A operadora Sales-Lentz, da cidade de Luxemburgo, adquiriu quatro ônibus elétricos fabricados pela Volvo, que devem se juntar a outros 24 híbridos e 12 elétricos híbridos produzidos pela empresa. Os veículos serão utilizados na cidade de Differdange, na região Sudoeste de Luxemburgo.
“Com esta nova e eficiente tecnologia desenvolvida pela Volvo, a Sales-Lentz auxilia a cidade de Differdange em sua ambição de criar uma mudança sustentável para o transporte de pessoas e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. A mudança é a mãe do progresso”, diz Wolfgang Schroeder, diretor administrativo da Sales-Lentz.
Os veículos recebem recargas rápidas nos pontos finais e sempre que estiverem ociosos. O sistema prevê contatos automáticos de pantógrafo, comunicação sem fio, placas de contato e equipamentos de infraestrutura que automaticamente colocam os veículos em contato com um pantógrafo. O início das operações está previsto para o segundo trimestre de 2017.
Fonte - ViaTrolebus  20/09/2016


Novo ônibus elétrico agora com tecnologia nacional

Veículo foi desenvolvido numa parceria entre universidade e empresas privadas. O ônibus combina baterias e geração de energia fotovoltaica

Marcos de Sousa - Mobilize Brasil
créditos - Antonio Ferro - RevistaAutobus.com.br
Um ônibus 100% elétrico e assistido por energia solar fotovoltaica foi apresentado pela Universidade Federal de Santa Catarina durante o 12º Salão Latino-americano de Veículos Elétricos, realizado em São Paulo, na primeira semana de setembro.
O protótipo foi desenvolvido por meio do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar, numa parceria entre a universidade e as empresas Eletra (fabricante da tração elétrica), Marcopolo (carroçaria), Mercedes-Benz (chassi) e WEG (motor elétrico). O conceito do projeto catarinense baseia-se na ideia de deslocamento produtivo, que permite a geração de energia elétrica durante a circulação do ônibus. O veículo é tracionado por um motor elétrico da WEG trifásico que permite autonomia de até 200 km, com quatro recargas de seis minutos.

Reduzir custos e poluição
Um ônibus com consumo médio de 670 litros de diesel por mês emite cerca de 3,9 toneladas de CO2. Em um ano, a emissão chega a 46,8 toneladas de CO2, segundo o professor Júlio Dal Bem, membro do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da UFSC. Um estudo do Instituto Totum e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da USP em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica apontou que cada árvore da Mata Atlântica absorve 163,14 kg de gás carbônico (CO2) nos primeiros 20 anos de vida, o que seria uma média de 8,1 kg de CO2 por ano.
“Precisaríamos de quase 5,8 mil árvores para resgatar o CO2 emitido por um ônibus urbano comum em um ano de operação”, complementou o pesquisador. Mas, além de não emitir poluentes, a tecnologia permitirá uma economia de R$ 2 mil mensais em combustíveis, segundo cálculos do professor.
A carroceria Torino, da Marcopolo, tem 12,70 metros de comprimento, entrada com piso baixo, rampa de acesso para pessoas com mobilidade reduzida, 37 poltronas estofadas, sistema de ar-condicionado, Wi-Fi e pontos USB para recargas de aparelhos eletrônicos. “A Marcopolo trabalhou muito e conseguiu desenvolver uma carroçaria que proporcionasse mais espaço, conforto e segurança para os usuários em relação a qualquer outro modelo. Estamos preparados para iniciar a produção em série imediatamente em nossa fábrica em Caxias do Sul”, disse Paulo Corso, diretor de operações comerciais e marketing da Marcopolo.
Fonte - Mobilize  13/09/2016


Brasil começa a produzir ônibus movido a biometano e GNV

Veículo lançado pela Scania tem baixo nível de ruído e emissões de gases conforme o padrão Euro 6, o mais recente adotado na União Europeia.O modelo exposto no Seminário Nacional da NTU é uma versão de 15 metros, com capacidade para até 130 passageiros e dotado de carroceria de piso baixo, seguindo os padrões e exigências adotados na cidade de São Paulo.

Marcos de Sousa - Mobilize Brasil
Divulgação/Scania
Um ônibus "flex", que pode funcionar tanto com gás natural (GNV) como com o gás metano gerado por estações de tratamento de esgotos, aterros sanitários e usinas de álcool é o novo veículo que a Scania está lançando durante o Seminário Nacional da NTU, que começa hoje (23) em Brasília.
O modelo exposto no Seminário Nacional da NTU é uma versão de 15 metros, com capacidade para até 130 passageiros e dotado de carroceria de piso baixo, seguindo os padrões e exigências adotados na cidade de São Paulo. Trata-se, segundo a Scania, do primeiro ônibus movido a biometano e GNV registrado no Brasil. No entanto, a mesma configuração já é amplamente utilizada em cidades como Bogotá, Cidade do México e Lima, explicou Silvio Munhoz, diretor de Vendas de Ônibus da Scania do Brasil.
O veículo funciona com um motor de "ciclo otto", mais silencioso do que os ônibus diesel, condição importante para circulação no meio urbano. Além disso, o novo ônibus tem baixas emissões de poluentes - cerca de 85% menos do que um ônibus similar a diesel - segundo testes e demonstrações realizados em várias cidades brasileiras e verificados pela Netz Engenharia Automotiva. O veículo chegou a percorrer em rodovias cerca de 700 km com sua carga total de gás (300 m3), mas na cidades o desempenho situa-se em torno de 350 km. O custo por quilômetro rodado ficou em R$ 0,89 contra R$ 1,24 dos ônibus diesel.
Embora a primeira versão do chassi tenha sido importada da Suécia, a empresa já pretende iniciar a produção local do novo chassi em sua fábrica brasileira, em São Bernardo, ainda em 2017, dependendo apenas da homologação do Inmetro e Denatran, explicou Munhoz.

Como funciona
A versão apresentada em Brasília é dotada de um motor de 280 cv, que funciona com a queima de gás metano, de GNV ou da mistura de ambos, graças ao sensor lambda semelhante ao utilizado nos carros flex. "O sensor verifica continuamente os gases do escapamento e dosa automaticamente as misturas, de forma a reduzir ao mínimo as emissões de poluentes", explica Silvio Munhoz.
O diretor da Scania explicou que a empresa trabalha de olho em vários projetos de geração de gás metano que estão sendo desenvolvidos no país. "A Sabesp, por exemplo, vai gerar biometano a partir do lodo de sua maior estação de tratamento de esgotos, em Barueri, Região Metropolitana de São Paulo. Em Rio Negrinho (RS), há um grande projeto de geração de metano em um aterro sanitário. E na região Noroeste de São Paulo, os produtores de açúcar também estão iniciando um programa de geração de metano para energia a partir de um dos subprodutos do processo industrial", concluiu Munhoz.
Fonte - Mobilize  23/08/2016


Recife ganha o primeiro ônibus equipado para transportar bicicletas

Inicialmente,o LevaBike vai operar aos domingos.O equipamento foi instalado em um veículo da linha 2410 – Parque Capibaribe/Terminal Integrado do TIP. O coletivo foi adaptado para transportar até seis bikes na parte interna traseira, após a porta de desembarque.

Diário de Pernambuco
foto - Mariana Fabrício/DP
Começa a ser testado no próximo domingo o primeiro ônibus do Recife a contar com um suporte para bicicletas. O equipamento foi instalado em um veículo da linha 2410 – Parque Capibaribe/Terminal Integrado do TIP. O coletivo foi adaptado para transportar até seis bikes na parte interna traseira, após a porta de desembarque. O espaço tem piso emborrachado e suporte para fixar o modal de maneira segura e sem interferir na circulação dos demais passageiros. O veículo também foi sinalizado com adesivos na frente, nas laterais e na parte traseira.
Inicialmente, o LevaBike, como foi batizado, vai operar aos domingos e apenas nesta linha, com meia passagem. Durante a operação, o passageiro entra pela porta traseira do ônibus, coloca a bicicleta em um dos suportes e caminha, por dentro do veículo, para fazer o pagamento da passagem e rodar a catraca.
A novidade foi bem recebida pelos ativistas presentes à apresentação: "Essa é uma iniciativa muito positiva, já que vai ser feita em uma área que tem uma demanda turística. Como ainda está na fase piloto tem espaço para os ciclistas verem o que funciona e o que precisa ainda ser implementado", disse Sabrina Macri, coordenadora geral da Ameciclo.
O protótipo é pioneiro nos ônibus do Recife e Região Metropolitana e deve ser avaliado após a primeira operação. O objetivo da Secretaria das Cidades é ampliar o serviço para outras linhas de ônibus. O projeto pretende iniciar um transporte multimodal nos ônibus, dando mais opções de meios de deslocamentos aos usuários. Por enquanto, será uma opção a mais para os usuários que forem aproveitar o projeto Domingo na Arena, na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata. Os passageiros poderão utilizar a linha que sai do Terminal Integrado TIP e atende as proximidades do estádio, mas agora com a possibilidade de transportar a bicicleta e utilizá-la para realizar trilhas dentro do estádio.
Fonte - Diário de Pernambuco  19/08/2016


O ônibus do Futuro da Mercedes Benz



Empresa russa Volgabus apresenta primeiro ônibus não tripulado


A empresa russa Volgabus fabricou o primeiro ônibus não tripulado da Rússia, que deve surgir nas estradas em 2017.O ônibus de piso rebaixado,que foi testado em exibições fechadas,locais de alojamento de estudantes e em hotéis,tem seis metros de comprimento e é movido por um motor elétrico.O ônibus devera circular nas estradas de Volgogrado (Sul da Rússia) na véspera da Copa do Mundo FIFA 2018,que será realizada na Rússia.O ônibus automático se baseia em plataformas que podem ser adaptadas para outros veículos não tripulados que sirvam locais fechados,anunciou.

Com informações do Sputnik





Curitiba testa novo ônibus elétrico híbrido

O chamado HibriPlug opera com dois motores, um elétrico e outro a combustível, podendo operar em modo 100% elétrico em áreas definidas , ou em modo híbrido.

Renato Lobo - VT
foto - Maurilio Cheli/SMCS
A prefeitura de Curitiba testa um novo ônibus elétrico fabricado pela Volvo, a partir do dia 18 de julho na linha Juvevê – Água Verde. O novo veículo deve reduzir em até 75% o consumo de diesel e emissão de poluentes, e deve ser testado durante seis meses.
O chamado HibriPlug opera com dois motores, um elétrico e outro a combustível, podendo operar em modo 100% elétrico em áreas definidas , ou em modo híbrido. Em determinadas regiões do trajeto, o veículo precisa de recargas em uma estação fixa, localizada em uma praça entre a Rua dos Funcionários com a Menezes Dória, no bairro Juvevê. O maquinário da estação foi desenvolvido pela Siemens.
O ônibus é recarregado em seis minutos e então passa a ter autonomia de oito a dez quilômetros. Quando a autonomia do veículo acaba, o veículo passa a operar em modo híbrido.
A linha em que o veículo será testado transporta 2,2 mil passageiros por dia, em um trajeto de 11,2 quilômetros.
Fonte - ViaTrolebus  30/06/2016


Novos ônibus de Fortaleza com ar-condicionado e wi-fi gratuito começam a circular

Previsão é que 400 veículos refrigerados estejam nas ruas até o fim do ano; 150 ônibus também receberão serviço de internet sem fio até agosto.96 novas unidades reforçam a frota de ônibus com ar-condicionado, que agora chega a 345 veículos.

Diário do Nordeste
foto - Natinho Rodrigues
Um lote de 96 novos ônibus com ar-condicionado foi entregue pela Prefeitura de Fortaleza na manhã desta terça-feira (31). Agora, a Capital conta com 345 veículos com o sistema de climatização,que representam 17% da frota de 2.027 ônibus. A previsão é que 400 deles estejam circulando com refrigeração até o fim do ano.
Hoje, também começa a funcionar o programa de implantação de internet wi-fi em 23 ônibus de duas linhas: a 026 – Antônio Bezerra/Messejana e a 226 – Expresso/Antônio Bezerra/Messejana. O projeto, chamado de Wi-For, fornece conexão gratuita para os usuários do transporte público coletivo. Até o fim de agosto, 150 ônibus de 15 linhas estarão operando com o serviço.
Para utilizar a internet, o usuário precisa cadastrar-se no sistema ao acessá-lo pela primeira vez. A velocidade de acesso foi medida a partir de testes realizados há dois meses e pode variar dependendo do local por onde o veículo esteja trafegando. O acesso será bloqueado para páginas com conteúdo impróprio.
Fonte - Diário do Nordeste 31/05/2016


Ônibus a hidrogênio inicia operação no Corredor São Mateus-Jabaquara

Trata-se de um projeto em conjunto entre o Ministério de Minas e Energia – MME, da Agência Brasileira de Cooperação – ABC e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. – EMTU/SP.

Renato Lobo - ViaTrolebus
foto -Adu Amorim/A2 Fotografia
Na semana passada foram iniciadas a operação de dois ônibus a hidrogênio em linhas intermunicipais da Região Metropolitana de São Paulo. Os veículos estão prestando serviços no Corredor São Mateus-Jabaquara (ABD), inicialmente na linha 287-P [Terminal Santo André Oeste – Terminal Piraporinha], operada pela Metra. Um terceiro ônibus da mesma tecnologia deve iniciar os testes na semana que vem.
Trata-se de um projeto em conjunto entre o Ministério de Minas e Energia – MME, da Agência Brasileira de Cooperação – ABC e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. – EMTU/SP.

foto - Daniel Guimarães/A2
Agência Brasileira de Cooperação – ABC e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. – EMTU/SP.
O hidrogênio é obtido por eletrólise da água em uma estação de produção e abastecimento construída em São Bernardo Campo/SP.O veículo não polui o meio ambiente, e emiti apenas vapor d’água.
Os veículos foram estilizados com características da fauna brasileira, com o objetivo de homenagear a conquista da engenharia nacional.
Fonte - ViaTrolebus  07/03/2016


Maricá mostra que passe livre é possível

Um ano depois de começar a fornecer transporte público gratuito, prefeitura vai ampliar sua frota de ônibus.Atualmente, a Empresa Pública de Transportes (EPT), da prefeitura, opera com 13 coletivos, que interligam regiões que não eram atendidas pelas empresas privadas de ônibus

Por Fania Rodrigues - Brasil de Fato
Frota de vermelhinhos terá um reforço de dez veículos
foto - Fernando Silva 
A partir de março, os vermelhinhos, como ficaram conhecidos os ônibus coletivos da prefeitura de Maricá, vão ganhar um reforço e passarão a funcionar com 23 veículos.
Atualmente, a Empresa Pública de Transportes (EPT), da prefeitura, opera com 13 coletivos, que interligam regiões que não eram atendidas pelas empresas privadas de ônibus. Quatro linhas cortam a cidade, de Ponta Negra ao Recanto de Itaipuaçu, 24 horas por dia.
Em nota, a prefeitura de Maricá afirma que foram comprados dez micro-ônibus. “O itinerário está sendo definido e os veículos serão utilizados para beneficiar os moradores de bairros distantes do Centro, como Santa Paula e Espraiado, e dos condomínios do Minha Casa Minha Vida de Itaipuaçu e Inoã”, informou a assessoria de imprensa.
Maricá é o primeiro município brasileiro com mais de 100 mil habitantes a oferecer ônibus gratuito. Segundo a prefeitura, foram transportadas mais de 2 milhões de pessoas, em um ano de operação.
Além disso, o primeiro concurso público da empresa foi realizado em outubro de 2015 e teve quase 19 mil candidatos às 128 vagas oferecidas. Os motoristas e os demais funcionários aprovados devem ser incorporados à empresa a partir do dia 1º de março.

Queda de braço
Desde o ano passado, a prefeitura de Maricá vem lutando contra as grandes empresas que fazem o transporte coletivo no município. Elas tentaram impedir na Justiça o funcionamento dos ônibus gratuitos. A frota ficou um mês parada, em agosto do ano passado, mas voltou a funcionar depois que a prefeitura de Maricá venceu a queda de braço.
Há 40 anos as empresas Aviação Nossa Senhora do Amparo e Costa Leste monopolizavam o transporte público no município.

Tarifa zero
Especialistas em transporte público, como o engenheiro civil Lúcio Gregori, que foi secretário de Transportes da gestão Luiza Erundina (1989-1993) na prefeitura de São Paulo, garantem que a gratuidade do transporte coletivo é possível no Brasil.
Segundo ele, os subsídios não precisam ser exclusivamente com impostos municipais, mas com a coparticipação de governos estaduais e federal. “Essa pode ser uma solução e não pode ser minimizada só porque o prefeito x ou o governador y diz que não tem dinheiro”, disse.
Lúcio Gregori mostra ainda como a passagem no Brasil é cara se comparada a outros lugares do mundo. “É preciso uma discussão séria a respeito de como um país do porte do Brasil, que é a sétima maior economia do mundo, tem uma tarifa nessas proporções”, critica o engenheiro. Segundo ele, se fosse comparado com sistema de transporte de Paris (França) e Pequim (China), a tarifa de ônibus de São Paulo, que hoje é de RS 3,80, deveria ser de R$ 1,27. Comparando com os subsídios aplicados em Buenos Aires, a tarifa na capital paulista cairia para R$ 0,85. “Política é isso. É construir possibilidades e não gerir impossibilidades”, destaca Lúcio Gregori.
Fonte - Brasil de Fato  02/02/2016


São Paulo ganha 90 novos ônibus com ar-condicionado e Wi-Fi

Os passageiros de ônibus da Zona Sul têm disponíveis seis linhas com a frota totalmente equipada com ar-condicionado, Wi-Fi (sistema 4G) e tomadas USB, tornando as viagens de todos os dias mais confortáveis. Os novos coletivos circulam em linhas que atendem bairros como Santo Amaro, Grajaú e Varginha.

Meu Transporte

Juntas, as seis linhas têm 90 veículos já equipados com as novas tecnologias e incorporados à operação entre 19 e 24 de outubro. A frota é composta por midiônibus, com capacidade para 54 passageiros; e modelos básicos, que transportam até 75 pessoas cada um.
Agora, o passageiro desses ônibus também pode aproveitar sua viagem para recarregar seu celular enquanto está indo para o trabalho ou voltando para casa, ou ainda usar a conexão de internet para estudar no caminho da escola e até mesmo postar as fotos tiradas em um passeio nas suas redes sociais.


Tudo isso em uma temperatura controlada em 22 graus Celsius internamente.
Desde 2014, os equipamentos de ar-condicionado começaram a ser incluídos no sistema municipal de transporte público por meio da renovação da frota de coletivos da cidade. Atualmente, já são 482 veículos com este equipamento e 344 que contam com Wi-Fi, incluindo os 90 que começaram a operar este mês. 
Fonte - Meu Transporte  28/10/2015


Santos recebe micro-ônibus seletivos com piso baixo

Com piso baixo, mini-ônibus seletivos em Santos oferecem mais acessibilidade. Modelos de ônibus de pequeno porte com esta configuração não são comuns no mercado.Veículos possuem rampas e motor traseiro e ainda não são comuns no mercado

Adamo Bazani - BPO

A cidade de Santos, no Litoral Paulista, recebeu nesta semana três mini-ônibus com piso-baixo, motor traseiro, acesso gratuito à internet e ar –condicionado para linhas seletivas municipais.
Operados pela Guaiúba Transportes Ltda, os novos veículos se juntam aos outros 51 micro-ônibus que já prestam serviços seletivos no município. Ainda neste mês, os veículos seletivos devem oferecem TV Digital, com notícias em tempo real, informações de utilidade pública e entretenimento.
A passagem do micro-ônibus seletivo é de R$ 3,90, que pode ser paga com dinheiro ou por cartão específico da Viação Guaiúba. A tarifa dos ônibus comuns, operados pela Viação Piracicabana, é de R$ 3,25.
Os veículos estão escalados nas linhas 201 (Ponta da Praia: Ferry Boat/Centro, via Ana Costa), 202 (Ponta da Praia: Ferry Boat/Centro, via Conselheiro Nébias) e 205 (Zona Noroeste: Jovino de Melo/Centro/Gonzaga, via Ana Costa – Conselheiro Nébias).

PISO BAIXO E MOTOR TRASEIRO AINDA SÃO NOVIDADES PARA ÔNIBUS DE PEQUENO PORTE:

Passagem é de R$ 3,90 paras as linhas seletivas que devem ter TV Digital ainda neste mês.
De acordo com profissionais do setor de transportes, a configuração de piso-baixo oferece maior acessibilidade do que os ônibus com elevadores. Isso porque, o elevador auxilia quem está em cadeira de rodas. Quem não depende deste equipamento, mas tem dificuldades de locomoção, como idosos, pessoas que se recuperam de cirurgias, gestantes e deficientes visuais, ainda precisa enfrentar as escadas dos veículos. É fato que nem sempre é possível usar ônibus de piso baixo em todos os itinerários por causa das condições das vias.
Mas no caso de mini-ônibus ou micro-ônibus, até pouco tempo faltavam opções no mercado com esta configuração.
Os ônibus adquiridos pela Guaiúba Transportes Ltda são modelo Volare Access, com chassi Agrale, de motor traseiro.
Pessoas que precisam de cadeira de rodas têm acesso por rampa e os demais passageiros encontram uma menor altura entre o assoalho do ônibus e a calçada.
A suspensão é 100% pneumática “Full Air” e os veículos possuem sistema de rebaixamento quando param para embarque e desembarque para diminuir ainda mais a distância em relação ao solo.
A capacidade é de 25 passageiros sentados. Os assentos preferenciais para idosos, obesos, gestantes e portadores de deficiência são demarcados, como determinam resoluções federais, há box especial para cadeira de rodas e espaço para cão-guia.
O ar-condicionado possui regulagem eletrônica de temperatura e o desenho dos vidros, que são colados, acompanha a altura dos bancos para facilitar a visualização por parte dos passageiros. Isso ocorre porque a parte traseira do mini-ônibus tem o assoalho mais alto por causa do motor.
Com direção hidráulica, o Volare Access tem motor Cummins ISF 3.8, de 162 cv de potência.
A iluminação interna e dos letreiros é por lâmpadas de LED na cor branca.
Fonte - Blog Ponto de Ônibus  19/08/2015


BYD vai fazer elétrico com padrões para São Paulo nos EUA

Ônibus elétrico com padrão chinês sendo testado em São Paulo.Unidade para a capital paulista está sendo feita na Califórnia.Divulgação.BYD vai fazer elétrico com padrões para São Paulo nos EUA.Um modelo já está circulando na cidade e os testes vão ser monitorados por empresa independente de auditoria

Adamo Bazani - BPO

Quem circula pelas ruas de São Paulo já deve ter cruzado com ele. Trata-se de um ônibus articulado, em tonalidade dourada, com um design diferente dos veículos de transporte coletivo que prestam serviços na Capital Paulista.
O veículo é de fabricação chinesa, da BYD Build Your Dream, e está sendo testado neste mês na cidade.
Movido a energia elétrica, dependendo somente de baterias, o modelo K 11 não emite poluentes e gera pouco ruído. De acordo com a fabricante, a autonomia das baterias é de 260 quilômetros com a carga completa e o veículo, de 18,9 metros de comprimento, pode transportar 120 passageiros, como qualquer outro ônibus articulado.
O ônibus deve inicialmente ser testado sem passageiros. Todo o desempenho será monitorado por uma empresa de auditoria independente credenciada pela SPTrans – São Paulo Transporte.
Com a cobrança da sociedade para as reduções da poluição e com a necessidade de a capital ampliar a frota de ônibus menos poluentes, determinada pela lei 14.933, de 2009, conhecida como Lei de Mudanças Climáticas, a BYD vê na cidade de São Paulo um mercado em crescimento e não quer perder tempo.
A chinesa anunciou que um modelo articulado com os padrões exigidos pela SPTrans já está sendo produzido na unidade dos Estados Unidos:
“A BYD USA já está produzindo um segundo ônibus elétrico articulado, que cumpre todas as especificações técnicas do DENATRAN e da SPTRANS, em sua fábrica em Lancaster, na Califórnia. Esse novo ônibus virá ao Brasil para uma segunda etapa dos testes com a SPTRANS com passageiros normais em linhas comerciais. Técnicos da SPTRANS devem visitar o veículo na Califórnia ainda em setembro de 2015 para vistoriar a nova versão do K11 especialmente desenvolvida para mercado brasileiro. A segunda etapa dos testes deve se dar início em meados de novembro de 2015 em São Paulo.” – informa a fabricante em nota.
A BYD deve inaugurar uma planta em Campinas no mês de setembro para “produzir chassis de ônibus urbanos padron (12m e 12,5m) e futuramente, outros modelos de chassis de ônibus urbanos e rodoviários.”

Na nota, a empresa diz que até 2017 deve investir US$ 400 milhões no Brasil
Com investimento previsto de US$ 400 milhões em três novas fábricas no Brasil entre 2014-2017, a BYD entra com força no mercado Brasileiro. A primeira unidade industrial em Campinas, São Paulo, tem previsão de abertura em Outubro de 2015 e deve abrigar o centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e protótipos, fabricação de chassis de ônibus elétricos urbanos e articulados, bem como montar baterias recarregáveis e painéis solares fotovoltaicos. A segunda e terceira unidades serão iniciadas entre 2016 e 2017 para fabricação local de todos os modelos de chassis de ônibus elétricos, bem como uma unidade para as células de baterias recarregáveis. Outros produtos e equipamentos movidos a energia limpa também devem ser adicionados ao portfólio de fabricação local no futuro próximo como sistemas de armazenamento de energia e empilhadeiras elétricas.
Além da chinesa BYD, a fabricante brasileira de tecnologia para ônibus limpos, Eletra, deve trazer novidades como o ônibus elétrico dual, que em um único veículo reúne as tecnologias do trólebus e dos ônibus a bateria.
“O ônibus elétrico híbrido série, sistema desenvolvido pela Eletra, tem tração apenas pelo motor elétrico e a energia para este motor vem de um grupo motor-gerador e um banco de baterias, onde o gerenciamento faz o balanço energético, utilizando estas duas fontes simultaneamente. No híbrido DUAL é possível desligar o grupo motor-gerador e operar o veículo, com desempenho normal, apenas com as baterias. A Eletra, empresa 100% brasileira, prepara o lançamento de novos ônibus em plataforma dual, os primeiros produzidos no país. Os veículos sairão da companhia nas opções híbrido/trólebus ou híbrido/elétrico puro. A partir de um simples acionamento de uma chave no painel de controle, o condutor poderá definir a configuração do veículo.”
A empresa também produz trólebus com marcha autônoma, sistema que permite o veículo andar por alguns quilômetros sem a necessidade de estar ligado aos fios da rede aérea, e ônibus elétricos híbridos.
Fonte - Blog Ponto do Ônibus


Ministro libera R$ 36,01 milhões para corredor de ônibus em Florianópolis

Serão R$ 36,01 milhões em recursos para a implantação de 19,7 km de corredores exclusivos de ônibus na capital. O projeto prevê integração ao anel viário, além de recapeamento e complementações de calçadas e abrigos de ônibus.

G1 - SC
Primeiro trecho de corredor exclusivo para ônibus em Floripa
créditos - Petra Mafalda/ Prefeitura de Florianópolis
O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, anunciou na manhã desta quinta-feira (23) em Florianópolis a liberação de R$ 36,01 milhões em recursos para a implantação de 19,7 km de corredores exclusivos de ônibus na capital. O projeto prevê integração ao anel viário, além de recapeamento e complementações de calçadas e abrigos de ônibus.
Kassab se encontrou com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, no Centro Integrado de Cultura (CIC). Ainda nesta quinta, os dois terão compromissos em Blumenau, no Vale do Itajaí, e Xanxerê, no Oeste do estado.
No total, o ministro deve autorizar R$ 58,01 milhões para corredores de ônibus, saneamento e pavimentação em Santa Catarina, em parceria com o governo do estado e prefeituras.
Deverão receber investimentos as cidades de Luís Alves e Brusque, no Vale, e São Lourenço do Oeste, Ipumirim, Nova Erechim, Dionísio Cerqueira, São Domingos e Lebon Régis, no Oeste.
Fonte - Mobilize  23/07/2015


Aos 241 anos, Campinas entra na era dos ônibus elétricos

Governo apresenta ônibus elétricos que progressivamente substituirão a frota atual.A incorporação dos veículos elétricos à frota de ônibus local, que soma mais de 1200 unidades,será progressiva dependendo dos contratos entre as empresas de transporte coletivo e a montadora chinesa BYD sediada em Campinas.

Agência Social de Notícias
Autor - José Pedro Martins
créditos - Agência Social de Notícias
Na manhã de ontem (14), dia em que a Campinas completa 241 anos, foram apresentados os ônibus elétricos que devem tornar Campinas como pioneira nacional nessa modalidade de transporte coletivo, com emissão zero de poluentes.
A incorporação dos veículos elétricos à frota de ônibus local, que soma mais de 1200 unidades, foi anunciada em solenidade nas escadarias do Palácio dos Jequitibás, com a presença do prefeito Jonas Donizette, vereadores, secretários municipais e representantes das empresas de ônibus e da BYD, a montadora chinesa sediada em Campinas, que também fabricará painéis fotovoltaicos.
A incorporação dos ônibus elétricos à frota campineira será progressiva, dependendo dos contratos entre as empresas de transporte coletivo e a BYD.
A primeira empresa a contar com os veículos pode ser a Itajaí. Segundo a empresa, estão em curso as negociações pelo contrato de arrendamento. A incorporação dos veículos à frota de ônibus também depende da estruturação das estações de recarga das baterias, o que deve ser feito em cerca de 90 dias pela CPFL.
As baterias permitem uma autonomia de cerca de 260 a 300 km para os ônibus, que podem circular de duas a três horas. Segundo anunciou o prefeito Jonas Donizette, os primeiros ônibus elétricos devem circular na populosa região do Campo Grande.
“Esses ônibus são muito confortáveis, geram quase nenhum ruído e são ótimos para o meio ambiente”, disse o prefeito, para quem a cidade ganha e qualidade de vida com o incentivo ao transporte coletivo.
“Um ônibus circulando significa muitos automóveis na garagem, o que é muito importante para o meio ambiente, para a saúde das pessoas e para o trânsito, em uma cidade como Campinas, cujas ruas centrais são estreitas, tendo sido projetadas em outra realidade”, completou.
O prefeito acentuou que as cidades brasileiras precisam ampliar a discussão sobre a forma de financiamento do transporte coletivo. E observou que a chinesa BYD se instalou em Campinas em função da política adotada pelo governo municipal, de redução do ISS para empresas de base tecnológica, de 5% para 2%.
O diretor de marketing e relações governamentais da BYD Brasil, Adalberto Maluf, destacou que Campinas dá um passo importante, ao passar a integrar o clube de cidades globais que já contam com veiculos elétricos, nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
Para o secretário municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes, a incorporação dos ônibus elétricos à frota tem grande relevância, no momento em que a comunidade internacional se prepara para a Conferência do Clima (COP-21) no final do ano, em Paris, quando dever ser fixado um grande acordo mundial pela redução das emissões de gases que agravam o efeito-estufa.

Projeto amplo
O secretário municipal de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, salientou que a incorporação dos ônibus elétricos à frota representa um aspecto importante como parte de um projeto amplo de remodelação do transporte e do trânsito em Campinas.
Também está prevista, segundo ele, a incorporação de ônibus híbridos, elétricos e a diesel. A instalação do transporte sobre trilhos, inicialmente na região de Viracopos, é outra meta do governo, disse Barreiro. “O objetivo é melhorar a qualidade dos transportes e mobilidade urbana em geral”, resumiu, lembrando que mais de 300 ônibus novos já entraram em circulação nos dois anos e meio da atual administração municipal.
O secretário municipal de Transportes também assinalou os esforços para a implantação do Plano Cicloviário Municipal, divulgado recentemente. Campinas já conta com 11 km de ciclovias e outros nove km de ciclo-rotas.A previsão é estruturação de 180 km de ciclovias em até três anos.
A primeira ciclovia foi implantada na avenida Mackenzie, e a segunda será anunciada nos próximos dias, para a avenida José de Sousa Campos (Norte-Sul). As próximas devem ser na avenida Baden Powell, distrito de Nova Aparecida, avenida Theodureto de Camargo e avenida Washington Luis.
Fonte - Mobilize  15/07/2015


Ônibus em Curitiba








Itatiaiuçu, na Grande BH, adota 'tarifa zero'

Itatiaiuçu, cidade de 9 mil habitantes, é o quarto município mineiro a optar pelo sistema. Quatro linhas vão atender a população de baixa renda a partir de 1º de julho

Bruno Freitas - Estado de Minas
Ônibus comprados pela Prefeitura custaram R$ 196,5 milhões
creditos - Prefeitura de Itatiaiuçu/Divulgação
Em caminho oposto a Belo Horizonte, onde as empresas de ônibus alegam prejuízo acumulado de R$ 268,7 milhões nos últimos cinco anos e pedem revisão da tarifa de R$ 3,10, mais uma cidade mineira adere à tarifa zero. Até então servida apenas por ônibus intermunicipais, Itatiaiuçu, polo minerador na Grande BH, terá transporte coletivo gratuito a partir de 1º de julho. O município de 9.292 habitantes, a 70 quilômetros da capital, é o quarto de Minas Gerais a conceder o benefício que dispensa o pagamento da passagem, depois de Monte Carmelo (Triângulo Mineiro), Muzambinho (Sul de Minas) e Abaeté (Centro-Oeste) – todas cidades de pequeno porte.
Em Itatiaiuçu serão quatro linhas que percorrerão o perímetro urbano e interligarão distritos ao Centro, em três horários (manhã, almoço, tarde), a partir de um período inicial de testes de seis meses. A intenção do serviço, afirma o secretário de Transportes e Vias Públicas de Itatiaiuçu, Valmir Barbosa dos Santos, é atender a população de baixa renda, que trabalha e depende do transporte. Para a operação foram adquiridos quatro micro-ônibus novos de 22 lugares, equipados com câmera e elevador para portadores de necessidades especiais. Cada veículo custou aos cofres públicos R$ 196,5 mil. Os motoristas contratados finalizam a fase de treinamento e assimilação do itinerário, enquanto são demarcados os pontos de ônibus nas ruas. “Muita gente que anda de ônibus ganha salário mínimo. O planejamento é atender 100% das áreas urbana e rural”, afirma Santos. Três das quatro linhas atenderão distritos de Itatiaiuçu: Pedras, Alfredo Campos, Povoado de Chaves, Ponta da Serra, Santa Terezinha, Vieiras e Pinheiros.
Apesar da crise econômica e a necessidade de corte de custos nas prefeituras, Santos sustenta que a tarifa zero é necessária e já constava no planejamento de mandato do prefeito Matarazo José da Silva (PV), o Dr. Matarazo, que assumiu Itatiaiuçu em janeiro. O custo estimado da tarifa zero na cidade é de R$ 52 mil mensais (1,5% da arrecadação anual do município), mesmo valor gasto pela Prefeitura de Muzambinho.“Houve esse planejamento desde o início do mandato e ele segue as obras e ações nas áreas de saúde e educação. O município tem um know-how de obras muito grande e todas com dinheiro próprio”, sustenta o secretário.
Nas outras três cidades mineiras onde há tarifa zero, a experiência, ao menos em tese, tem funcionado. Em Monte Carmelo, com cerca de 45 mil habitantes, a frota de cinco ônibus foi renovada com veículos seminovos há cerca de dois anos. A diminuição do custo de manutenção (cerca de 3% do orçamento) possibilitou a criação de uma quinta linha para atendimento ao câmpus da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Os ônibus circulam em quatro faixas de horário (das 6h às 8h30, das 11h às 14h, das 17h às 19h30 e das 22h à 00h30), enquanto a linha de estudantes da UFU funciona durante todo o dia (das 6h às 18h30). “Como os ônibus mais novos gastam menos, o custo de manutenção diminuiu. Conseguimos colocar outra linha com orçamento próximo”, conta o secretário de Obras e Transportes, Divino Batista Ramos.

DEMANDA NECESSÁRIA
Embora afirme estar com o caixa no vermelho, o prefeito de Muzambinho, Ivan de Freitas (PSDC), diz manter a tarifa zero por “transportar pessoas que realmente precisam”. No município de pouco mais de 20 mil habitantes, dois ônibus da prefeitura percorrem duas linhas com quatro horários diários cada. “Continuamos com o serviço enquanto aguentarmos. Todas as prefeituras estão quebradas. Por menor que fosse a tarifa, o ônus seria grande. Entendo que esse deveria ser um custo do usuário, mas, em Muzambinho, o usuário não pode pagar”, sustenta Freitas.
A gratuidade também se mantém em Abaeté, com cerca de 22 mil habitantes. A cidade conta com apenas uma linha entre os bairros São João e São Pedro, que opera de segunda a sábado, das 5h45 às 19h, com dois coletivos.
Além das cidades mineiras, também há gratuidades no transporte de Agudos e Potirendaba, no interior de São Paulo, Porto Real e Maricá (RJ), e Ivaporã (PR).

LINHAS DISPONIBILIZADAS
• Pedras (zona rural) x Alfredo Campos x Rio São João x Povoado de Chaves x Ponta da Serra x Centro
• Santa Terezinha (zona rural) x Pio XII x Centro
• São Francisco x Robert Kennedy x Centro x São Francisco
• Vieiras (zona rural) x Pinheiros x Centro
Fonte - Mobilize  25/06/2015


BRT Move tem prejuízo e menos passageiros, dizem empresas

As empresas de ônibus que operam as linhas do BRT Move, em Belo Horizonte, afirmam que o sistema registrou queda no número de passageiros além de prejuízos, na contramão de outros sistemas similares com vias exclusivas para ônibus.

Renato lobo
Via Trolebus

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte, os Setra, as viações querem um novo reajuste na tarifa, sendo o segundo em seis meses, ainda que o contrato assinado entre as empresas e o poder público prevê aumento anual. A tarifa ficaria entre R$ 3,40 e R$ 3,50, ou seja, contra a que é cobrada hoje, de R$ 3,10.
O Setra afirma que após a implantação do BRT o número de passageiros caiu da média mensal em 2014 de 34,62 milhões para 33,22 milhões de passageiros mensais nos quatro primeiros meses deste ano. As viações dizem ainda que não houve retorno dos investimentos feito na implantação do sistema.
A defensoria pública quer ter acesso ao estudo dos empresários. O prefeito Márcio Lacerda deve se reunir com os donos das empresas para tratar do assunto.
Fonte - Meu Transporte  21/06/2015


SP apresenta ônibus com novo padrão visual e tomadas para celular

A prefeitura de São Paulo apresentou novos ônibus com padrão visual diferenciado, e que circularão em corredores exclusivos a partir do mês de julho.

Renato Lobo
Imagem: Secom
Os veículos possuem cor cinza e são do modelo Superarticulado, de carroceria Caio, com capacidade de 171 passageiros. “O objetivo dos BRTs é andar em linhas retas. Como nós vamos criar linhas circulares nos bairros, não tem sentido um ônibus desse entrar em um bairro. O ônibus circular irá descarregar o passageiro no corredor. Os ônibus vão trafegar nos corredores e faixas exclusivas, serão aproximadamente 100 por mês entrando em operação a partir de julho, agosto deste ano até atingirmos a meta de 2 mil, 2,5 mil veículos dentro de dois anos”, afirmou o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto.

“Assim você tem uma rede quase que rígida em São Paulo com esses ônibus. Essa é a base do transporte na cidade. A partir daí você atende a necessidade do usuário que é o transporte entre bairros, circular dentro do bairro e fazer com que ele chegue até o corredor”, completou Tatto.
Os novos ônibus seguem o padrão de outros veículos já em circulação, como a existência de uma segunda catraca para acelerar o embarque, ar-condicionado, wi-fi, computador de bordo e câmeras. Serão instalados carregadores de celulares para uso dos passageiros. Possuem ainda um sistema de “ajoelhamento” para facilitar o embarque dos usuários com mobilidade reduzida.
Segundo a prefeitura, os novos ônibus já foram adquiridos por algumas empresas, como Campo Belo, Sambaíba, Ambiental, Via Sul e Cidade Dutra, entre outras, e entram em operação, gradativamente, nos próximos meses.
“Nós temos que compreender que o transporte sobre pneus tem um futuro longo ainda, tem muitas décadas pela frente. O transporte coletivo sobre superfície está sendo cada vez mais a regra do que a exceção no mundo”, disse o prefeito Fernando Haddad.
Fonte - Via Trólebus  16/06/2015


Zona Norte do Rio ganha novo corredor de BRS

A mudança nos locais de pontos de ônibus já deram polêmica na fase experimental. Um deles, em frente à agência de Correios, por exemplo, causa problemas aos pedestres.

O Dia

Começou a valer o novo corredor BRS, que já estava funcionando em ‘teste’ na Rua Teodoro da Silva, em Vila Isabel. Trata-se da implantação da 12ª faixa exclusiva para ônibus e táxis com passageiros. O trecho fica entre as ruas Barão do Bom Retiro e Pereira Nunes
A mudança nos locais de pontos de ônibus já deram polêmica na fase experimental. Um deles, em frente à agência de Correios, por exemplo, causa problemas aos pedestres. É que os carros dos Correios, que têm direito de estacionar em qualquer lugar, param na calçada, atrapalhando a visibilidade dos pedestres que aguardam os ônibus no novo ponto. O pedestre tem que ficar no asfalto para enxergar se o seu ônibus está chegando, fazer sinal e correr para não ser atropelado.
A Secretaria Municipal de Transportes informou que a operação ainda será educativa, ou seja, veículos particulares que entrarem no corredor não serão multados. Há novidade no sistema de sinalização do trecho. Além da tinta azul usada para demarcar a faixa, segmentos em alto-relevo farão os volantes trepidarem quando os carros ultrapassarem o limite.
As faixas tem 2,1 quilômetros de extensão com 11 pontos de ônibus divididos em dois grupos. O primeiro vai reunir as linhas dos BRS 2, 6 e 7; enquanto o segundo terá os coletivos dos BRS 4, 5 e intermunicipais. Ao todo, 37 linhas vão trafegar pelo corredor. Duas linhas municipais tem alteração de itinerário: as linhas 627 e 630 deixam de circular pela pista da esquerda do Boulevard 28 de Setembro e passam a trafegar pela direita, passando pela Praça Barão de Drumond e pelas ruas Barão de São Francisco, Teodoro da Silva e Pereira Nunes.
Radares para fiscalização e totens informativos serão colocados nos novos pontos. Motoristas serão orientados. Nos dias úteis, das 6h às 21h, e, aos sábados, das 6h às 14h, apenas ônibus ou micro-ônibus regulamentados poderão circular na faixa à direita. Veículos identificados para transporte escolar e de portador de necessidades especiais podem trafegar com autorização.
Fonte - Blog Meu Transporte  01/06/2015


BRT/Move melhora a vida dos usuários mas não reduz engarrafamentos

De acordo com dados do sistema de mapeamento on-line do site Maplink feito a pedido do Estado de Minas, a média de engarrafamentos nos horários de pico, entre 7h e 9h e entre 17h e 19h, caiu apenas 3,4% no período de funcionamento do BRT/Move, baixando de uma média de 89 quilômetros para 86.

Estado de Minas
Por Mateus Parreiras

Prometida como um dos benefícios da implantação do BRT/Move, a melhora do trânsito de Belo Horizonte foi tímida depois de um ano de funcionamento do sistema na comparação com os 12 meses anteriores. De acordo com dados do sistema de mapeamento on-line do site Maplink feito a pedido do Estado de Minas, a média de engarrafamentos nos horários de pico, entre 7h e 9h e entre 17h e 19h, caiu apenas 3,4% no período de funcionamento do BRT/Move, baixando de uma média de 89 quilômetros para 86. Um resultado modesto frente ao volume investido, da ordem de R$ 1 bilhão. Mais ainda, se for considerado que antes do Move muitas vias de BH estavam em obras para implantação do sistema e os poucos corredores exclusivos de ônibus tinham sido ocupados pelos canteiros, direcionando os ônibus para as vias de circulação comum.
Várias vezes a empresa de transporte e trânsito de BH indicou que a simples implantação do Move melhoraria o tráfego. No site da BHTrans sobre o BRT/Move, está destacada a informação de que a “retirada dos ônibus metropolitanos e municipais das pistas mistas” fará com que “a circulação de veículos melhore bastante e possibilite mais fluidez ao tráfego”. A empresa chegou a declarar que “na área central houve uma concentração dos ônibus na região da Paraná e Santos Dumont, aliviando, por exemplo, outras áreas do Centro que recebiam um grande volume de linhas”.
A redução de fato ocorreu, mas sem o desafogo previsto. De acordo com a BHTrans, no trecho entre a Avenida Portugal e o Anel Rodoviário, por exemplo, o número de ônibus que circulam durante o horário de pico pela manhã antes do Move caiu de 290 para 14. Entre o Anel Rodoviário e a Lagoinha, de 354 para 78. Já nas pistas mistas da Avenida Cristiano Machado o volume de ônibus municipais era de 293 e agora é de 135.
Na Avenida Antônio Carlos, por exemplo, a redução de ônibus por hora nos momentos de pico chegou a mais de 90%, e, na Cristiano Machado, a mais de 50%. A organização em corredores exclusivos e a alimentação das estações teria feito cair o tempo das viagens na Avenida Antônio Carlos de 75 minutos para 40 (– 46,7%) e, na Avenida Cristiano Machado, de 35 minutos para 20 (– 42,9%). O Move transporta cerca de 500 mil usuários por dia e conta hoje com uma frota de 450 veículos, entre ônibus articulados e os do tipo padron.
Para o doutor em Engenharia de Transportes e diretor da consultoria Imtraff, Frederico Rodrigues, o pequeno impacto na redução do tráfego era esperado. “O Move não necessariamente melhoraria o trânsito, pois sua implantação não pressupõe que os usuários de carros vão migrar para os ônibus. Isso leva tempo e amadurecimento de uma cultura. Além disso, o sistema não é tão capilar. Não leva a toda cidade”, afirma.
Segundo Rodrigues, acabar com engarrafamentos é uma tarefa dificílima. Para fazer um comparativo, ele cita Belo Horizonte, onde 55% das pessoas utilizam o transporte coletivo, e Nova York, onde o índice é de 91%. “Nas duas cidades o que vemos nas vias durante o horário de pico? Engarrafamentos. A diferença, então, é que em Nova York você tem opções públicas de chegar mais rápido aos seus destinos, seja pelo metrô ou outros sistemas”, exemplifica. Esse fenômeno se explica pelo equilíbrio dinâmico da oferta e demanda, de acordo com o especialista. “Se você migra em grande quantidade para o sistema público, as ruas ficam mais vazias e se torna mais interessante usar o carro do que um metrô lotado. Com isso, em pouco tempo as vias urbanas voltam a ficar congestionadas. A tendência é sempre ter um equilíbrio”.

A BHTrans informou, por meio de nota, que não comentaria o estudo da Maplink por não ter conhecimento dos detalhes do levantamento, mas também não apresentou informações sobre o impacto do Move na fluidez do tráfego desde a sua implantação. A nota diz ainda que a principal missão do Move é “incentivar o uso do transporte coletivo. O objetivo é garantir um serviço de maior qualidade e aumentar a atratividade do sistema para o usuário do veículo privado e assim melhorar a mobilidade urbana na capital, priorizando o transporte coletivo e garantindo uma cidade melhor e mais sustentável”.
Fonte - Blog Meu Transporte  19/05/2015



No Rio, BRT Transoeste cheio de remendos aumentam risco de acidentes

Lombadas, rampas, quebra-molas, limitadores de velocidade ou operações tapa-buracos mal feitas? Motoristas do BRT Transoeste observaram uma multiplicação de calombos no corredor nas últimas semanas e alertam que o desconforto das viagens é o de menos. Para eles, mais grave é o risco de acidentes.

C/Informações - O Dia

Na Alvorada,na descida paralela à Avenida das Américas, um remendo executado pela Secretaria Municipal de Conservação criou lombadas onde o BRT precisa frear para entrar no terminal. Segundo os condutores, além de provocar avarias nos ônibus, os desníveis no asfalto prejudicam a frenagem.
“Quando o ônibus salta na lombada, perde a aderência para parar e, ao aterrissar com todo aquele peso, sua velocidade aumenta em vez de diminuir”, explicou um motorista, que preferiu não se identificar.
Os condutores dizem que o pior trecho, de três quilômetros, fica entre as estações Magarça e Mato Alto, no sentido Alvorada. “Entre as duas pontes dos rios Piraquê e Valão das Cinzas, até chegar ao Mato Alto, temos que andar a menos de 40 km/h. Quem corre coloca em risco as peças do BRT”, relata um deles.

O motorista contou que dois bolsões de ar (tipo de suspensão) de um ônibus estouraram quando o veículo bateu com força em uma uma lombada feita na semana passada no Túnel da Grota Funda.
“Na terça feira, a equipe da Secretaria de Conservação voltou lá e ainda colocou mais uma camada de asfalto.” Há ainda lombadas nas proximidades do Américas Shopping e das estações Embrapa e Mato Alto.
“A pista tem que ser o mais livre possível para que a segurança seja máxima”, diz Luis Antônio Lindau, especialista em BRT da Embarq Brasil.
A Secretaria de Conservação afirmou que vai solicitar vistorias aos técnicos e, caso fiquem comprovados problemas, serão programados serviços pontuais. Afirmou ainda que duas mil toneladas de massa asfáltica devem ser utilizadas até setembro para pavimentar trechos inteiros entre as estações Pingo D’Água e Magarça.
O Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento recomenda pavimentação em concreto (o Transoeste foi feito em asfalto) para reduzir desgaste dos veículos. A secretraria explica que a pista foi feita com um pavimento resistente e adequado para cargas pesadas.
O produto tem muitos benefícios, como por exemplo permitir a rápida liberação da via — fundamental no sistema de BRT para que os ônibus possam continuar operando na pista exclusiva. “Foi uma opção técnica”, diz em nota.
Fonte - Blog Meu Transporte  07/05/2015


Empresas “boicotam” licitação na Área 5 da EMTU

A última audiência para apresentação de proposta, não teve presente nenhum representante de empresas de ônibus.153 linhas da área 5, que servem ao ABC, são operadas por permissões precárias

Renato Lobo
Do Blog Ponto de Ônibus

A EMTU não conseguiu pela sexta vez licitar serviços de ônibus na Região do ABC paulista. A última audiência para apresentação de proposta, não teve presente nenhum representante de empresas de ônibus.
153 linhas da área 5, que servem ao ABC, são operadas por permissões precárias, de acordo com informações do Blog Ponto de Ônibus, do jornalista Adamo Bazani.
Segundo a publicação, o modelo dificulta o cumprimento de exigências rígidas no que referem a qualidade dos serviços. Além disse, a frota que presta serviço na região é a mais velha do estado, com média de 9 anos de idade. Em decorrência deste impasse são registrados atrasos, quebras constantes e linhas que não atendem às necessidades dos passageiros.
O presidente da EMTU, Joaquim Lopes, disse ao jornalista que a próxima licitação que deve englobar toda a região metropolitana de São Paulo, deve ser finalizada em maio do ano que vem, e que o governo estuda incorporar os serviços do ABC a operadores de transportes de outras regiões.
Existe ainda a intenção da criação de SPEs – Sociedades de Propósito Específico em vez dos atuais consórcios. Segundo o Governo do Estado, do aspecto jurídico, é mais fácil o relacionamento com as sociedades do que com os consórcios.
Por mês a área 5 atende a quase oito milhões de passageiros.
Fonte - Mobilize  30/04/2015


Teresina terá ônibus com ar condicionado

Teresina terá, sim, ônibus com ar condicionado. A informação foi confirmada pelo prefeito de Teresina, Firmino Filho, em entrevista do Jornal do Piauí desta terça-feira (28). O gestor municipal também disse apoiar leis mais rígidas para evitar problemas com enchentes na capital.

Cidade Verde

Os ônibus com ar condicionados serão aqueles que vão circular nos corredores exclusivos, que serão construídos dentro do projeto de integração. "Algumas mudanças previstas na integração já estão acontecendo, após a assinatura dos contratos, mas a grande mudança vai haver após a reformatação do sistema. O primeiro terminal já está sendo construído no bairro Bela Vista e teremos outro, em breve, no Parque Piauí. A partir da construção desses terminais, as linhas serão segmentadas", explicou o prefeito.
Firmino acrescentou que as faixas exclusivas para ônibus já existentes serão substituídas por corredores exclusivos, que serão construídos na pista do meio das avenidas e farão uma segmentação para que os demais veículos não utilizem o espaço. "A lógica do sistema é fazer com que os ônibus possam fazer viagens mais rápida. Esses ônibus que utilizarão os corredores terão ar condicionado", completou.
Fonte - Blog Meu Transporte  29/04/2015


Florianópolis estuda construir BRT de 87km em 5 anos

A principal proposta apresentada é reestruturar o transporte público coletivo com implantação do BRT em 87 quilômetros na região metropolitana em até cinco anos. O investimento previsto é de R$ 1,4 bilhão.

Caio Lobo
foto - ilustração
Medidas para melhorar a mobilidade urbana de Florianópolis foram discutidas nesta quinta-feira, 23, s pela equipe da Superintendência da Região Metropolitana da Grande Florianópolis no Seminário de Integração do Plano de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis (Plamus).
A principal proposta apresentada é reestruturar o transporte público coletivo com implantação do BRT em 87 quilômetros na região metropolitana em até cinco anos. O investimento previsto é de R$ 1,4 bilhão. Outras medidas vão oferecer maior mobilidade para pedestres com implantação de 30 quilômetros de Zonas 30 e 146 quilômetros de ruas completas (pedestres, ciclistas, transporte coletivo e automóveis), além de criar 14 quilômetros de ciclovias para ligar as existentes, formando uma rede coesa.
Fonte - Via Trolebus  24/04/2015


Câmara aprova vida útil de até 10 anos para ônibus interestaduais

O objetivo do projeto é obrigar as empresas a renovar suas frotas de veículos periodicamente. Muitas empresas, segundo o autor, não adquirem novos veículos, em razão da fiscalização ineficiente e de contratos de concessão sem regras claras sobre o assunto.

Mariana Czerwonka
Com informações da Agência Câmara

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7057/10, do deputado Hugo Leal (Pros-RJ), que limita em dez anos a vida útil de ônibus interestaduais de passageiros. O tempo será contado a partir do primeiro emplacamento dos veículos.
O objetivo do projeto é obrigar as empresas a renovar suas frotas de veículos periodicamente. Muitas empresas, segundo o autor, não adquirem novos veículos, em razão da fiscalização ineficiente e de contratos de concessão sem regras claras sobre o assunto.
O relator na comissão, deputado Aureo (SD-RJ), chegou a apresentar um substitutivo reduzindo pela metade o limite para circulação de ônibus interestaduais e internacionais, mas mudou de ideia e votou pela aprovação do projeto original. “Sou favorável ao projeto original de dez anos. Chegamos a esse acordo através do debate, até para tornar o Parlamento forte, através de todas as falas aqui”, afirmou Aureo.

Renovação da frota
O autor do projeto ressaltou que, após dez anos, os ônibus devem ser substituídos para que as frotas das empresas incorporem novas tecnologias nas áreas mecânica, hidráulica, elétrica e mesmo de fonte de energia, design e acabamento, desenvolvidas pela indústria.
“Estou estabelecendo apenas um parâmetro, e só posso fazer isso para o transporte interestadual porque é nossa competência. Não podemos extrapolar para o transporte municipal”, disse Hugo Leal.
A proposta altera a Lei 10.233/01, que criou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte - Portal do Trânsito  12/04/2015


BRT  Transoeste superlotação e passageiro desmaiando

No BRT Transoeste,O DIA flagra superlotação e passageiro desmaiando - Dos cerca de 180 mil passageiros transportados diariamente, 80% viajam nos horários de pico, segundo consórcio

O Dia
Marcelo Victor e Gustavo Ribeiro
foto -  Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Rio - Concebido pela prefeitura como o projeto dos sonhos para garantir conforto e rapidez aos milhares de cariocas que se deslocam nos ônibus da Zona Oeste, o BRT Transoeste tem sido um pesadelo para quem depende dele todos os dias. Segundo o consórcio que opera o serviço, dos cerca de 180 mil passageiros transportados diariamente, 80% viajam nos horários de pico. As estações não dão conta de tanta gente.
A Secretaria Municipal de Transportes admite: os problemas existem e só foram identificados depois que o sistema, contemplado com R$ 1 bilhão em investimentos, ficou pronto. O órgão agora promete corrigir as falhas com um pacote de melhorias, que prevê construção e ampliação de estações e terminais e a aquisição de mais veículos articulados e não articulados (padrons).
Enquanto as medidas, sem custos informados, têm prazos desconhecidos para sair do papel, O DIA acompanhou, por dois dias seguidos, o sufoco dos passageiros que utilizam o Transoeste, de Santa Cruz e Campo Grande, rumo à Barra da Tijuca pela manhã. Nas estações Recreio Shopping, Gláucio Gil e Salvador Allende, a rotina é de empurrões, discussões e até desmaios devido à superlotação. A principal reclamação é o número insuficiente de ônibus para atender à demanda.
Nas primeiras horas da manhã, multidão lota estação no Recreio dos Bandeirantes à espera do embarque no BRT. Superlotação e demora são a s principais queixas dos usuários
Nesta quinta-feira, a doméstica Renata Rodrigues, de 41 anos, chegou às 6h40 na estação Santa Cruz para embarcar em um ônibus direto com destino ao Terminal Alvorada. Só para entrar em um ônibus foram 28 minutos de espera. O primeiro veículo saiu tão cheio que ela não conseguiu embarcar. No segundo, se espremeu e entrou para uma viagem em pé de mais 50 minutos. “Quando dá, a gente se segura nas barras, mas, às vezes, a gente acaba viajando escorada nos outros”, reclamou.
Na manhã da última terça-feira, Antonio Carlos de Oliveira Filho, 21 anos, em um veículo da linha expressa Mato Alto - Alvorada, desmaiou após embarcar na Estação Recreio Shopping. “Estava muito cheio. Comecei a me sentir tonto. Fui me encostar e acabei caindo no chão. Depois me disseram que eu tinha desmaiado”, contou o passageiro, socorrido por bombeiros e levado à UPA da Barra.
O auxiliar de manutenção Jean da Silva Cavalcanti, 36, precisou esperar cinco coletivos lotados passarem para entrar numa linha expressa na estação Gláucio Gil com destino à Alvorada. “Há poucos expressos do Recreio para o Alvorada. Todo dia tem empurra-empurra, discussão, briga” protestou Jean.

LUTA NA MADRUGADA
Para ir ao trabalho, Antonio Carlos chega às 5h30 na estação Curral Falso, em Santa Cruz, onde disputa um BRT até a estação Recreio Shopping, operação que leva uma hora. De lá, luta por um lugar em um veículo da linha expressa até a Barra. “Os intervalos dos ônibus que vêm do Mato Alto para a Alvorada tinham que ser de cinco minutos, mas são irregulares e chegam a até 20 minutos. Assim, fica sempre muito cheio”, explicou.
Em um seminário sobre BRT realizado no Rio para jornalistas segunda-feira, o diretor-presidente da ONG Embarq Brasil, Luis Antonio Lindau, analisou que o Transoeste precisa de mais serviços expressos entre os terminais para resolver parte dos problemas de superlotação. “Se a pessoa tem interesse em se deslocar diretamente de Santa Cruz até Alvorada, uma linha expressa vai ser muito mais útil do que linhas paradoras”, comentou.
Segundo o Consórcio BRT, operador do sistema, “desde o início da operação, em junho de 2012, a frota de ônibus articulados cresceu 50% ao ano, justamente para atender a demanda crescente nos corredores”. Ainda de acordo com a companhia, o tamanho da frota atende as determinações da Secretaria Municipal de Transportes.

Estudo recomenda reformulação dos terminais
Em setembro, o ITDP Brasil (Instituto de Política de Transporte e Desenvolvimento) realizou um estudo sobre o BRT Transoeste e identificou aspectos que contribuem para a superlotação e que poderiam ser melhorados.
Entre as medidas recomendadas à SMTR, constavam a revisão do tamanho da frota reserva de ônibus; garantia e fiscalização dos níveis de serviço, com indicadores amplamente divulgados, determinando para cada serviço do corredor a frequência adequada; reformulações completas do terminal de Santa Cruz e da estação Curral Falso; expansão do Terminal Alvorada e das estações de Mato Alto e Pingo d’Água. Outra sugestão foi a adaptação do novo terminal de Curral Falso para receber os serviços de ligação com Campo Grande.
Com a estação lotada, alguns passageiros esperam a chegada do coletivo na beira da plataforma de embarque, apesar do risco de acidentes
A Secretaria reconheceu, em nota, que “algumas estações apresentam capacidade operacional menor do que a demanda” e informou que os projetos de infraestrutura prometidos já foram encaminhados à Secretaria Municipal de Obras. Para aumentar a frota do Transoeste, anunciou a compra de 18 veículos articulados, com capacidade para 180 e 200 passageiros, para substituir os de 140 lugares, além de 15 não articulados (atualmente rodam 132 articulados e 29 padrons nos períodos de pico).
Fonte - O Dia  09/04/2015


Empresa chinesa BYD vai montar ônibus elétricos no Brasil

Trólebus

Brasil terá ônibus elétricos com "DNA" chinês - Empresa chinesa BYD vai montar ônibus elétricos a bateria em Campinas (SP). Diferenciais: durabilidade, capacidade da bateria e performance dos motores no meio urbano

Mobilize Brasil
Autor - Marcos de Sousa
Ônibus elétrico da BYD em Los Angeles, EUA
créditos - Los Angeles Times
Gigante do setor de baterias elétricas, celulares e veículos elétricos, a empresa chinesa BYD ensaia seus primeiros passos aqui na América Latina. No segundo semestre, a empresa passará a montar ônibus com tração elétrica em Campinas (SP).
Segundo Adalberto Maluf, Diretor de Relações Governamentais da empresa, serão veículos com chassis e demais componentes inicialmente importados da China, com o objetivo de uma gradativa nacionalização.
Na semana passada, uma equipe da BYD esteve em Bogotá e Medellín, na Colômbia, para apresentar seus veículos (e planos) às autoridades locais. A meta é a substituição dos ônibus diesel em uso nas duas cidades por veículos elétricos, sem emissão de poluentes e com baixa emissão de ruído.
Outros diferenciais dos ônibus são a alta capacidade dos motores, "capazes de vencer extensas ladeiras", e a durabilidade das cargas das baterias. Maluf afirma que os ônibus podem percorrer até 300 km sem a necessidade de recarga.
Adalberto Maluf conta que em Medellín, os testes incluíram uma longa via em subida, com cerca de 60 km de extensão. No retorno, em descida, o sistema funciona como um gerador, que realimenta a bateria. "Assim, ao voltar ao centro de Medellín, a bateria estava com 100% da carga", conta Maluf.
A BYD espera investir US$ 400 milhões até 2017 em três unidades fabris, a primeira delas em Campinas. O objetivo é produzir baterias, placas fotovoltáicas e os ônibus elétricos, já presentes em 110 cidades de 35 países, segundo dados da empresa.
Fonte - Mobilize  08/04/2015


Frota de São Paulo tem 80% de ônibus acessíveis e licitação aumentará para 100%, diz SPTrans

SPTrans diz que 80% da frota de ônibus na cidade são acessíveis. Com licitação, número deve subir para 100%, garante gerenciadora.Frota de São Paulo tem 80% de ônibus acessíveis e licitação aumentará para 100%, diz SPTrans.De acordo com gerenciadora dos transportes, licitação vai exigir troca imediata de ônibus sem elevadores ou piso baixo

Adamo Bazani – CBN

A SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema da Capital Paulista, divulgou nesta quarta-feira, dia 1º de abril de 2015, balanço sobre a acessibilidade nos ônibus municipais.
Segundo a prefeitura, dos 14.739 ônibus que circulam na cidade atualmente, 11.760 possuem elevadores, rampas, piso baixo ou outras configurações que permitem acesso de pessoas com mobilidade reduzida. São Paulo tem 1 mil 393 linhas municipais de ônibus.
Ainda de acordo com a SPTrans, desde 2013, todos os 2.517 novos coletivos são acessíveis. Vale lembrar que desde 2008, por exigência de lei federal, nenhum ônibus sai de fábrica sem equipamentos de acessibilidade. A SPTrans não informou o número de veículos novos colocados em circulação antes da gestão de Fernando Haddad.
A prefeitura promete que após a conclusão da licitação, cujo edital deve ser lançado até maio, nenhum ônibus na cidade deixará de ter acessibilidade.
“Atualmente, a frota se torna acessível gradativamente, na medida em que a vida útil permitida para os ônibus em operação termina e eles vão sendo substituídos por modelos novos. Na nova licitação para operação do sistema de ônibus na capital, porém, cujo edital será lançado em breve, será prevista, de imediato, a acessibilidade em toda a frota operacional da cidade.”
Na nota, a SPTrans ainda faz um balanço sobre o Bilhete Único Especial:
O Bilhete Único do Idoso conta com um milhão de cadastrados, já o Bilhete Único de Pessoas com Deficiência tem 209.414 pessoas cadastradas que utilizam o beneficio para se locomover. Em janeiro, foram realizados 1.945.267 embarques através do Bilhete Único gratuito, que inclui essas duas modalidades. Desde setembro de 2014, os idosos não precisam comparecer aos postos da SPTrans para solicitar ou renovar o Bilhete Único. Os documentos podem ser enviados três meses antes de completar 60 anos, para solicitar o Bilhete Único. A renovação é feita cruzando os dados do Sistema Nacional de Óbitos com as pessoas que têm o benefício. Já para solicitar o Bilhete Único de Pessoas com Deficiência é necessário efetuar o cadastro em sptrans.com.br/Deficiente,gerar o Relatório Médico que será preenchido pelo médico de sua escolha, e que também deve estar cadastrado. Para efetivar a solicitação, basta comparecer a um dos 17 Postos de Atendimento, de 2ª a 6ª, das 8h às 16h. O passo a passo de ambas solicitações pode ser conferido no site bilheteunico.sptrans.com.br/especial.aspx.”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Fonte - Blog Ponto de Ônibus 01/04/2015


Vinte cidades latino-americanas se comprometem a ter ônibus urbanos não poluentes

Vinte cidades latino-americanas se comprometem a ter ônibus urbanos não poluentes.Dentre os modelos estão elétricos-híbridos e trólebus. Podem deixar de ser emitidas 1 milhão 780 mil toneladas de gás carbônico no ar por ano, com renovação.Assinatura de intenções ocorreu nesta sexta-feira, na Argentina. Nove municípios fazem parte do C 40, Grupo de Grandes Cidades para a Liderança Climática

Adamo Bazani – CBN
foto - Adamo Bazani
Um importante passo para a mobilidade limpa foi tomado nesta sexta-feira, dia 27 de março de 2015, em Buenos Aires, na Argentina.
Durante o Fórum Latino Americano de Prefeitos do C 40, grupo que reúne quarenta grandes cidades com ações em prol do meio ambiente, vinte municípios da América Latina se comprometeram até 2020 a adotar frotas de ônibus urbanos não poluentes. Entre as alternativas estão veículos movidos por combustíveis alternativos ao petróleo, trólebus, ônibus elétricos e ônibus elétrico-híbridos.
De acordo com o C 40, as frotas destas vinte cidades somam até 2020, 114 mil 655 ônibus. Se todos estes veículos de transporte coletivo forem trocados por modelos que não emitem nenhum poluente, como ônibus elétricos a baterias e trólebus, deixariam de ser lançadas no ar, 1 milhão 780 mil toneladas de gás carbônico no ar por ano.
As cidades brasileiras que aderiram o compromisso são Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Belo Horizonte. As demais cidades são Bogotá, Buenos Aires, Caracas, Lima, Cidade do México, Quito, Assunção, Cali, Córdoba, La Paz, Panamá, Salvador, Santiago, São Domingo, Tegucigalpa e Valparaíso.
Outros municípios que não fazem parte da América Latina também apoiaram declaração pedindo incentivos públicos para que os ônibus não poluentes se tornem mais baratos são: Addis Ababa, Cape Town, Johanesburgo e Tshwane, no Continente Africano, Copenhagen, Londres, Madrid, Oslo e Varsóvia, na Europa, São Francisco, nos Estados Unidos, Seul e Jakarta, na Ásia.
O documento assinado pelos representantes das cidades pode orientar montadoras de veículos e operadores de transportes, bancos de desenvolvimento e financiamento para que a aquisição e manutenção destes ônibus tenham custos iniciais reduzidos, estimulando a renovação da frota. Os ônibus, obedecendo as condições operacionais de cada cidade, devem também ter um padrão mundial para facilitar exportações e importações
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Fonte - Blog Ponto de Ônibus


Cinto de segurança continua sem chance de ser aplicado em ônibus urbanos

Lei caduca: não obrigatório nos coletivos, cinto reduz em 70% risco de lesões.Equipamento de proteção permanece sem perspectiva de ser aplicado em coletivos urbanos e a entidade do setor defende aplicação de alça de apoio para passageiro que viaja em pé

Bruno Freitas - Estado de Minas

Cinto de segurança em ônibus reduz em até 70% as chances de lesão durante um acidente e o risco de morte é 40% menor. Os números já seriam convincentes para acoplar o equipamento de segurança, obrigatório em viagens intermunicipais e interestaduais desde janeiro do ano passado. Na prática, porém, não é isso o que se vê nas rodoviárias Brasil afora: apenas 2% dos passageiros o utilizam, segundo levantamento da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A perspectiva é pior nos veículos em que seja permitido viajar em pé, principalmente nos ônibus urbanos.
Dispensados da Resolução 14/98 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), válida apenas para ônibus de viagem produzidos a partir de 1º de janeiro de 1999 – portanto, 15 anos antes que começasse a vigorar –, coletivos como os que circulam nas ruas da Região Metropolitana de Belo Horizonte seguem sem a exigência da instalação do cinto nos assentos.
Na contramão de campanhas de incentivo ao uso e a consequente redução no número de óbitos em carro de passeio, o Denatran e os principais envolvidos numa potencial aprovação desconsideram qualquer uso futuro, tornando o item ainda longe dos ônibus diariamente usados por milhões de brasileiros. A obrigatoriedade, tomando por base um único acidente, poderia ter amenizado as perdas de um coletivo desgovernado da antiga linha 1505 (Alto dos Pinheiros/Tupi), que caiu 15 metros abaixo no leito do Ribeirão Arrudas e matou nove passageiros ao ser atingido por um Tempra e uma motocicleta. Era julho de 1999, exatos seis meses depois do início da exigência da fabricação.
Quase 13 anos depois, em novembro de 2012, a ausência do cinto de segurança em ônibus urbanos motivou o Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais a ajuizar ação civil pública forçando o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão vinculado ao Denatran, a modificar a legislação, obrigando todas as empresas de transporte coletivo a disponibilizar o cinto, independentemente do ano de fabricação do veículo. Na época, o procurador da República e autor do processo, Fernando de Almeida Martins, alegou que a resolução extrapola os limites da lei por atender a “interesse econômico das empresas em detrimento da incolumidade física e da segurança dos passageiros” e estabelecer tratamento desigual, desobrigando outras empresas de utilizá-lo em razão do ano de fabricação dos veículos. Na sentença da ação, proferida em 2013, o juiz concordou em anular o artigo 2º da resolução, mas desde 4 de fevereiro do ano passado não houve movimentação no processo no Tribunal Regional Federal (TRF).
Departamento federal que fiscaliza e faz cumprir a legislação de trânsito, o Denatran alega apenas que a legislação segue o que está previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), uma lei da Presidência da República. O órgão sustenta que uma alteração na lei só poderia ocorrer por meio de projeto votado, aprovado e sancionado pelo Congresso Nacional. “De acordo com o artigo 105 do CTB: São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo Contran: I - cinto de segurança, conforme regulamentação específica do Contran, com exceção dos veículos destinados ao transporte de passageiros em percursos em que seja permitido viajar em pé”, declara em nota.
Presidente do conselho diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), principal entidade do setor, Eurico Galhardi afirma não há viabilidade técnica para o uso do cinto de segurança em ônibus urbanos. Segundo ele, o setor já se mobilizou em busca de uma alternativa segura por meio da Norma 15.570 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Discutimos muito isso. A presença do cinto, por fatores como o tempo em que o passageiro fica no ônibus e o levantamento do número de acidentes, foi preterida pela proteção da coluna cervical. Todos os ônibus urbanos são obrigados a vir com encosto de cabeça desde 2009. Além disso, não teríamos a garantia da mesma segurança para o passageiro em pé. No ônibus rodoviário, o cinto de segurança existe porque não há passageiro em pé, são viagens de longa distância e, na capotagem, o passageiro estaria mais garantido”, argumenta. Para Galhardi, que também é empresário do setor (é dono de uma empresa de ônibus na região Norte do Rio de Janeiro), o pedido do MPF mineiro não tem embasamento físico, químico ou matemático. A chupeta, alça de apoio para as mãos instalada nos corrimões no interior dos coletivos e que deve ser acrescida à norma da ABNT, em 2016, seria, segundo ele, a melhor alternativa. “Com a chupeta, além de o passageiro estar fixo com o pé no chão, o equipamento tem uma faixa de segurança. Diminui o momento de flexão ou a força gerada na oscilação de eixo e coordenadas. Trem não tem cinto de segurança, metrô não tem cinto de segurança”, sustenta o diretor da NTU, acrescentando que a aplicação de cinto de três pontos demandaria um novo projeto de ancoragem para os bancos dos ônibus urbanos nacionais.

CUSTO INDEFINIDO
Um projeto com o conjunto, segundo a Marcopolo – um dos principais encarroçadores de ônibus do Brasil, com atuação em cinco continentes –, aumentaria o custo significativamente, “podendo impactar também no custo da tarifa”, por envolver vários modelos de poltronas e ancoragens. Tanto a marca quanto Galhardi, porém, não souberam falar em estimativas de custos caso o cinto fosse aprovado. “A instalação do cinto não onera em nada. Não fizemos levantamento porque ele (o custo) é ínfimo. Trata-se de um conceito técnico de impossibilidade de atendimento do passageiro em pé”, pontua Galhardi. “Os ônibus urbanos são construídos de forma a atender aos requisitos de segurança estabelecidos pela legislação brasileira, que praticamente são idênticos aos de vários países europeus. Em geral, veículos não foram feitos para se acidentar. Sempre que ocorrer um acidente os passageiros podem ficar expostos.
É uma questão muito complexa e controversa, pois depende do órgão regulador, que, caso exigisse, seria necessário proibir o transporte de passageiros em pé, fato que impactaria na tarifa como consequência”, acrescenta a assessoria da Marcopolo.
Questionada se pretende realizar estudo econômico para avaliar a aplicação do cinto no transporte coletivo de Belo Horizonte, a BHTrans se limitou a dizer que além da orientação do Denatran atende ao que está previsto no CTB.
Fonte - Diário de Pernambuco  17/03/2015


Corredor de trólebus tem aumento no índice de satisfação dos passageiros

A pesquisa aponta que 75% dos entrevistados consideram como excelente e bom a operação dos ônibus operados pela concessionária Metra

Renato Lobo

Pesquisa recente da Associação Nacional de Transporte Público – ANTP, revela que aumentou a satisfação por parte dos usuários do corredor metropolitano São Mateus-Jabaquara e Diadema-Brooklin. A avaliação do corredor de trólebus destoa dos índices registrados pelo Metrô, CPTM, Expresso Tiradentes, e micro-ônibus da capital paulista, estes que tiveram queda na avaliação, segundo informou o Blog Ponto de Ônibus.
A pesquisa aponta que 75% dos entrevistados consideram como excelente e bom a operação dos ônibus operados pela concessionária Metra. Em 2012, esse número era de 67%.
No entanto, na comparação com índices da década passada, a exemplo de 2002, a boa satisfação era em 90% dos entrevistados, quando o sistema registrou sua melhor nota na série histórica. Obviamente o aumento no índice representa uma boa noticia para o passageiro que usa os trólebus entre os bairros de São Mateus e Jabaquara na capital Paulista, e corta o ABC, nas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema.
De acordo ainda com a publicação do jornalista Adamo Bazani, 39% dos entrevistados estão satisfeitos com o aumento da quantidade de ônibus que passa pelo Corredor. 33% elogiaram as condições dos ônibus, considerando-os novos ou bem conservados. 21% acham que os ônibus estão mais confortáveis e espaçosos. E que as viagens estão mais rápidas, para 17%.
Fonte - Via Trolebus 17/03/2015


Câmara mantém obrigatoriedade de ar-condicionado em ônibus de Porto Alegre

Ônibus em Porto Alegre. Vereadores mantém projeto de lei que obriga ar-condicionado na frota municipal.Câmara de Porto Alegre mantém obrigatoriedade de ar-condicionado em ônibus.Presidência da casa deve criar lei exigindo o equipamento

Adamo Bazani – CBN

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre derrubou veto do prefeito José Fortunati e manteve assim o projeto de lei que obriga a presença de equipamento de ar-condicionado nos ônibus novos do município.
A proposta, do vereador Paulinho Motorista, também obriga a manutenção do aparelho ligado durante toda a viagem nos ônibus mais antigos que possuem refrigeração.
Fortunati vetou a proposta alegando que a matéria não é competência do executivo e por isso a aprovação seria inconstitucional.
A obrigatoriedade do ar-condicionado foi mantida por 21 votos a nove.
Agora, basta a promulgação do presidente da casa, vereador Mauro Pinheiro, para que a exigência passe a ser lei.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Fonte - Blog Ponto de Ônibus  17/03/2015


Zona Norte de São Paulo recebe mais 100 faixa para ônibus

Rua Conselheiro Saraiva recebe 100 metros deste espaço para o transporte.Pelo espaço circulam diariamente 120 mil passageiros

Adamo Bazani – CBN
Ônibus que atende a zona Norte de São Paulo
Foto: Adamo Bazani
A cidade de São Paulo recebe nesta segunda-feira, dia 16 de março de 2015, mais 100 metros de faixa compartilhada entre táxis e ônibus.
O espaço é à direita do fluxo na Rua Conselheiro Saraiva, entre a Avenida Cruzeiro do Sul e a Rua Voluntários da Pátria, na zona Norte de São Paulo.
O funcionamento é no sentido bairro, de segunda a sexta-feira das 17h00 às 20h00. De acordo com a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego, pelo trecho onde será implantada a faixa são atendidos por dia 120 mil passageiros por dia em 18 linhas de ônibus municipais.
A CET não soube informar quantas pessoas são transportadas por táxis neste trecho.
A partir desta segunda-feira, São Paulo passa a ter 470 quilômetros e 100 metros de faixas.
A multa para quem invadir as faixas de ônibus à direita é de R$ 53,20, configurando infração leve, com três pontos na Carteira Nacional de Habilitação.
A invasão a corredores que ficam do lado esquerdo pode gerar multa de R$ 85,13, infração média, com cinco pontos na CNH.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Fonte - Blog Ponto de Ônibus  15/03/2015


Santos tem mais de 50% da frota de ônibus com ar condicionado

Liderando a lista brasileira de cidades com o benefício nos coletivos,com 52,4% da frota de 286 veículos com ar condicionado,a Prefeitura de Santos entregou na manhã desta quinta-feira (5) o seu 150º ônibus de transporte coletivo com ar condicionado.

A Tribuna

A Prefeitura de Santos entregou na manhã desta quinta-feira (5) o seu 150º ônibus de transporte coletivo com ar condicionado. Com isso, atinge 52,4% da frota de 286 veículos com o equipamento, liderando a lista brasileira de cidades com o benefício nos coletivos.
Segundo a Administração Municipal, a melhora no sitema motivou o crescimento do número de passageiros. De 2013 para 2014, aumentou em mais de 1 milhão a quantidade de embarques, o que equivale a 2,8 mil pessoas a mais nos ônibus, todos os dias.
E alem do ar condicinado, Santos tem 100% dos ônibus com o sistema de wi-fi grátis. No entanto, grande parte dos usuários do sistema reclamam tanto do que já exista, quanto do que foi melhorado.
A dez dias de saber a próxima empresa a assumir a licitação e prosseguir o serviço, o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, relembra que o importante no anúncio é ressaltar que a cada melhoria, se firma a obrigatoriedade de um sistema de qualidade cada vez superior.
“Acho que é um marco, porque somos a primeira e única Cidade do Brasil a ter mais de 50% de toda a sua frota com ar-condicionado. Qualquer que seja a próxima concessionária, todas essas conquistas serão obrigatoriamente mantidas, porque estão previstas não mais como possibilidade, mas como obrigação no edital. E a partir disso nossa possibilidade de avanço será maior”.
Além disso, Santos ampliou o valor e a quantidade de multas à concessionária. Em 2012 não foram aplicada sanções, mas de 2013 para 2014, as foram 483 autuações. Todas, por descumprimento do contrato. O valor da multa que era de até R$ 14,5 mil passou para até R$ 87 mil. ''Multamos muito. Acho que foram muitas as conquistas. É motivo de satisfação, mas também de responsabilidade. Não adianta manter. Tem que avançar. Esse é o objetivo”, diz o prefeito.
Fonte - Meu Transporte  06/03/2015


Conheça o projeto do Superbus em Londrina

Projeto que começou como BRT conta com o apoio da ONG Embarq Brasil para ter financiamento aprovado junto ao Ministério das Cidades. Confira abaixo mais detalhes

Bonde News
Autor - Guilherme Batista
Projeto começou como BRT créditos: Reprodução 
A Prefeitura de Londrina segue remodelando o projeto do chamado Superbus, sistema inovador de transporte coletivo que deve ser implantado na cidade no decorrer dos próximos anos. O modelo iniciou-se como Bus Rapid Transit (BRT)* em 2013, mas acabou virando Bus with High Level of Service (BHLS) no final do ano passado. O município ficou com receio de implementar uma iniciativa cara e com baixa demanda e optou por simplificá-la. O novo projeto está sendo discutido com a ONG Embarq Brasil, especializada justamente em iniciativas de mobilidade urbana, e foi apresentado ao Ministério das Cidades pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD) na última quinta-feira (26).
A prefeitura precisa de dinheiro federal para tirar o Superbus do papel. Financiamento já obtido pelo Executivo prevê investimento de R$ 124.705.100,00, com contrapartida de R$ 19 milhões. Ou seja, o novo sistema vai custar mais de R$ 140 milhões aos cofres públicos. "Apresentamos a nossa ideia e os representantes do ministério ficaram bastante animados. Agora temos que terminar os estudos para começar a licitar as obras", destacou o responsável pelos projetos estratégicos da prefeitura, Carlos Alberto Geirinhas, em entrevista ao Bonde nesta segunda-feira (2).
Pelo projeto remodelado, o Superbus passará por 37 ruas e avenidas de Londrina, que receberão faixas exclusivas para ônibus e pontos personalizados, com coberturas e assentos. Ainda conforme o novo projeto, 24 das 37 vias serão contempladas com ciclovias, sem contar as quatro que já possuem as canaletas aos ciclistas. "Tiramos o foco da avenida Dez de Dezembro para dar atenção às duas artérias mais carregadas da cidade de acordo com os nossos estudos", explicou Geirinhas, citando as avenidas Winston Churchill e Duque de Caxias. "Descobrimos que são as duas vias que mais têm tráfego de ônibus depois de avaliarmos as origens e os destinos dos passageiros", completou.
O município dividiu o novo sistema em duas fases. Na primeira serão construídos 26,9 quilômetros de vias com faixas exclusivas (45,82 km de corredor por sentido) e 82 paradas para embarque e desembarque. Já na segunda etapa vão ser implantados 42,6 quilômetros de vias com as canaletas para os ônibus (79,79 km de corredor por sentido) e 143 novos pontos.
Confira as ruas e avenidas que devem receber o Superbus na primeira fase:


Confira as ruas e avenidas que devem receber o Superbus na segunda fase:

O projeto remodelado prevê, ainda, a construção de 3 viadutos em locais a serem definidos, a reforma e ampliação de quatro terminais de integração, localizados nos conjuntos Acapulco, Ouro Verde, Milton Gavetti e Vivi Xavier, e a construção de um terminal totalmente novo em local não divulgado pelo município.


A licitação do novo sistema deve ser entregue pelo município até o final do primeiro semestre deste ano. "Como conseguimos simplificar as obras, temos a intenção de iniciá-las já neste ano", disse Geirinhas.
Clique aqui para conferir, na íntegra, o projeto remodelado do Superbus.
Veja Aqui -  Bus Rapid Transit (BRT)*
Fonte - Mobilize  03/03/2015


PRIMOVE apresenta: E-Bus O Desafio




Move não é adequado para ruas estreitas




“Garagem pública pode diminuir subsídio” - Haddad

Segundo Haddad garagens de ônibus nas mãos da prefeitura podem reduzir custos do sistema,inclusive, segundo ele, reduzindo o total de subsídios hoje pagos às viações.

Adamo Bazani
Foto Agestado
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira, 06 de fevereiro de 2015, que a encampação das garagens de ônibus hoje pertencentes às empresas pode trazer impactos positivos nos custos do sistema, inclusive, segundo ele, reduzindo o total de subsídios hoje pagos às viações. Até o fim de março mais oito garagens e 22 pátios de manobras devem passar das empresas para o poder público.
De acordo com o prefeito, isso aumentaria a concorrência na licitação dos transportes municipais cujo edital deve ser lançado até março.
Esta concorrência faria, ainda nas palavras de Haddad, que novos competidores,além dos grupos que já atuamem São Paulo, se interessassem em participar e oferecessem prpostas de remuneração mais baixas.
Além disso, como serão escolhidas empresas agregadas em SPEs – Sociedades de Propósito Específico, mais de uma viação poderá usar o mesmo pátio.
Nesta semana, a prefeitura já declarou 12 garagens como áreas de utilidade pública para fins de desapropriação.
A prefeitura não informa o custo total da medida.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Fonte - Blog Ponto de Ônibus  06/02/2015


Maricá, a cidade do passe livre

Administração do município carioca enfrenta empresários de transportes e implanta ônibus com tarifa zero.É assim desde 18 de dezembro do ano passado em Maricá, município fluminense na Região dos Lagos. Há pouco mais de um mês, a prefeitura local fundou a Empresa Pública de Transportes (EPT) e instituiu o passe livre para todos.

Renan Truffi - Carta Capital
Renan Truffi
De Maricá (RJ) - A catraca, símbolo maior da cobrança de tarifa no transporte público brasileiro, continua lá para registrar o número de passageiros. Mas a cadeira do cobrador agora está vazia. Ninguém precisa pagar mais. É assim desde 18 de dezembro do ano passado em Maricá, município fluminense na Região dos Lagos. Há pouco mais de um mês, a prefeitura local fundou a Empresa Pública de Transportes (EPT) e instituiu o passe livre para todos. O objetivo, o prefeito Washington Quaquá (PT-RJ) admite, é “quebrar o monopólio” das empresas que detêm o serviço há pelo menos 25 anos na cidade.
Primeiro município brasileiro com mais de 100 mil habitantes a oferecer ônibus gratuito, Maricá é palco de uma verdadeira queda de braço entre o poder público e os empresários de transporte. Isso porque a implantação da tarifa zero se deu ao mesmo tempo em que as duas empresas privadas de transportes da cidade continuam tendo concessão para operar com cobrança de passagem. Por isso, desde o fim do ano passado, os usuários têm à disposição tanto os ônibus que cobram tarifa, com valor mínimo de 2,70 reais, quanto os gratuitos, da Prefeitura de Maricá, sendo que ambos fazem trajetos semelhantes.
“Nós estamos quebrando um monopólio de uma família sobre um setor econômico da cidade”, afirma o prefeito ao citar a maior empresa da região, a Viação Nossa Senhora do Amparo, que há mais de 40 anos controla tanto o transporte municipal quanto o intermunicipal. A outra empresa é a Costa Leste que, apesar de menor, já possui concessão há 25 anos. Quaquá não esconde que a sua briga é mesmo com a Viação Amparo. “Eles eram os donos da cidade. Quando eu saí de uma favela de Niterói com nove anos de idade e vim morar aqui, eles eram os coronéis. Mandavam, desmandavam, matavam, só não faziam viver”, acusa o petista. “Eles financiaram meus adversários. Então, a primeira vez que um prefeito rompeu com o monopólio deles foi quando ganhei a eleição. (...) Já era para eles”, diz sem hesitar.
No cargo desde 2008, Quaquá é um dos fundadores do PT na cidade e o atual presidente estadual do partido no Rio de Janeiro. Conhecido por ser de uma corrente mais à esquerda, Quaquá fez parte da sua campanha eleitoral focando na disputa com os empresários do transporte. “Maricá é bonita demais para ser controlada por uma empresa de ônibus”, dizia o slogan político. “Essa Constituição estabelece que transporte é serviço público que pode, pode [repete] ser concedido. A lógica de Maricá é a seguinte: o serviço será público e gratuito”, garante.
Após conquistar a reeleição, Quaquá colocou a proposta em prática. Impossibilitado de romper os contratos de concessão com as duas empresas de transporte da cidade, já que ambos foram renovados em 2005, com duração até 2020, o prefeito começou os estudos para criar uma empresa com tarifa popular. O objetivo era iniciar a operação com passagem em torno de dois reais para, progressivamente, reduzir até a tarifa zero. Mas a ideia esbarrou em entraves jurídicos. A solução foi fundar uma autarquia municipal e implantar a tarifa zero desde o início.

De onde vem o dinheiro?
Depois da criação da autarquia, a prefeitura investiu aproximadamente 5 milhões de reais, comprou dez ônibus e contratou 29 motoristas por meio de concurso público, em caráter temporário, por 12 meses. No total, a EPT já tem 90 funcionários, que trabalham exclusivamente para o funcionamento das quatro linhas de ônibus. Os veículos atendem do bairro Recanto à Ponta Negra, nas extremidades do município, 24 horas por dia e nos finais de semana. Todos os veículos comprados pela cidade têm ar condicionado e elevador para deficientes físicos nas portas.
“Nós vamos comprar mais 20 ônibus, provavelmente ônibus elétricos, sem emissão de carbono, que funcione a energia solar”, explica Quaquá. Os recursos para manter todo esse sistema são provenientes da verba que o município tem direito em função dos royalties do petróleo. No ano passado, por exemplo, Maricá recebeu repasses que totalizaram 220 milhões de reais, segundo o Portal da Transparência da cidade.
Em um mês de funcionamento, com os dez ônibus, a operação custou aproximadamente 700 mil reais, mas a ideia é que o gasto suba para 1,5 milhão de reais por mês, quando a empresa tiver capacidade de concorrer com as empresas privadas. Isso porque o objetivo é que Maricá tenha autonomia para garantir o transporte dos moradores independentemente de concessão.
O plano de Quaquá provocou uma reação imediata dos empresários. Menos de dez dias depois de os ônibus começarem a circular pelas ruas de Maricá, as empresas deram entrada em uma liminar na 5ª Vara Civil da Comarca de São Gonçalo para impedir o funcionamento da Empresa Pública de Transportes (EPT). O pedido não foi aceito pela Justiça.
Os empresários reclamam pois a prefeitura não paga o subsídio previsto em contrato desde que Quaquá assumiu o cargo, há sete anos. Pelo documento, as empresas Costa Leste e Viação Amparo devem receber da Prefeitura de Maricá o valor da passagem de cada usuário com direito à gratuidade (estimado em 120 mil pela Costa Leste), como idosos e estudantes de escola pública. “Não pago nada”, diz o petista. “Esses dias eu vi que eles estão cobrando na Justiça 13 milhões de reais. Você imagina: com esse dinheiro eu garanto dois anos de empresa gratuita para todos. Eles estão acostumados com poder público que não controla, não fiscaliza. Agora nós temos a planilha e estamos abrindo a planilha”, enfatiza.
Além da guerra judicial, o prefeito ainda aprovou no ano passado uma lei que mudava o nome da rodoviária da cidade. Até então, o local era conhecido como Terminal Rodoviário Jacintho Luiz Caetano, em referência justamente ao nome do fundador da Viação Amparo. Quaquá renomeou o local para “Terminal Rodoviário do Povo de Maricá". O busto de Caetano que ficava na entrada do terminal ainda foi removido e devolvido para a família.A opinião da populaçãoApesar de ter anunciado ônibus de 20 em 20 minutos, os dez veículos da Prefeitura de Maricá que estão em circulação ainda não conseguem cumprir a mesma pontualidade das empresas privadas, todos os dias. Quando alguns motoristas estão de folga, o tempo de espera pode levar de 40 minutos a uma hora.“Gratuito é bom para o povo, né. Acho que tinha que ter mais [ônibus]. Por um lado é gratuito, mas, por outro, a gente tem que ficar esperando meia hora, 40 minutos”, alerta o segurança Diego Silva, de 27 anos.A explicação, segundo o presidente da EPT, Luiz Carlos dos Santos, é o tamanho da cidade. Apesar de ter aproximadamente 127 mil habitantes, Maricá tem uma extensão de 363 quilômetros quadrados. O município é maior, por exemplo, do que cidades como Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, com uma população de mais de 1,2 milhão de pessoas. E o dobro do tamanho da vizinha Niterói (RJ), que tem quase 500 mil habitantes. Por conta disso, os ônibus gastam aproximadamente 1h30 para fazer todo o percurso e voltar para a rodoviária da cidade. Segundo Santos, a tendência é que a circulação se normalize com a chegada dos novos ônibus.Mas, mesmo com a demora em alguns dias da semana, os usuários fazem fila para esperar o “Vermelhinho”, como já ficou conhecido o ônibus gratuito em função de sua cor (os ônibus da Costa Leste e da Viação Amparo são pintados em tons de azul). Na última terça-feira 27, por exemplo, a reportagem contou 27 pessoas à espera de uma linha sentido Ponta Negra, a área turística da cidade, e outras 21 pessoas na fila para embarcar para o bairro de Itaipuaçu, por volta das 15h, na rodoviária. No mesmo horário, o ônibus da Costa Leste que faz trajeto parecido e cobra 2,70 reais aguardava vazio o embarque de passageiros. A Costa Leste admitiu que a medida vem tendo “grande impacto” no número de usuários do sistema, mas não deu mais informações. A Viação Amparo não retornou os pedidos de entrevista da reportagem.
“Para a gente foi muito útil, as passagens aqui em Maricá são muito caras. Para um trecho curtinho, você já paga três reais para ir e três reais para voltar. Por exemplo, um casal e duas crianças, você já vai pagar um preço absurdo. Tem família aqui que não conseguia ir à praia porque não tinha condições de pagar um ônibus. Com esse dinheiro já dá para comprar um pão, ou um leite para as crianças”, conta a dona de casa Marilza Marques, de 63 anos, durante uma das viagens.Desde que começou a operar, em pouco mais de um mês, os ônibus gratuitos já transportaram mais de 200 mil passageiros. A Prefeitura de Maricá estima que já esteja atendendo 70% da população. A gratuidade fez até com que moradores de cidades vizinhas pudessem começar a frequentar as praias de Maricá. “Onde a gente mora é supertranquilo. Agora começou a vir um povo de São Gonçalo para as praias. Eles não consomem nada. O pessoal do quiosque reclama também”, critica uma professora que não quis se identificar, enquanto espera o ônibus gratuito.A Prefeitura espera ainda que o dinheiro, antes aplicado na passagem, comece a ser injetado no comércio da região. Como o ônibus funciona também de madrugada, as lojas próximas à rodoviária passaram a estender o horário de atendimento. “É um retorno que a prefeitura vem dando para o povo. O povo não ganha nunca nada. Agora tem ar condicionado, serviço de qualidade”, conta o empresário Luiz Carlos Souza. “Eu estou economizando esse dinheiro para fazer um sacolão”.
Fonte - Mobilize 06/02/2015


Biometano como combustível é regulamentado pela ANP e abre caminho para ônibus com esta tecnologia

Ônibus da Scania movido a biometano no complexo da Braskem, no Sul do País. De acordo com fabricante e órgãos acadêmicos,resultados dos testes foram positivos quanto à redução da poluição, consumo e nível de ruído.Uso de biometano como combustível é regulamentado pela ANP.Medida abre caminho para diversas aplicações, inclusive nos transportes coletivos

Adamo Bazani – CBN

O uso do biometano, combustível obtido através do processamento do biogás gerado em processos de decomposições de resíduos, foi regulamentado pela ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis.
A medida permite a venda e distribuição do combustível, possibilitando que de fato seja usado em diversas aplicações, como no transporte coletivo de passageiros.
A resolução da ANP foi publicada no Diário Oficial de 02 de fevereiro de 2015 e especifica itens como a concentração de gás carbônico no combustível, regras de transporte e comercialização, além das fontes de resíduos. O biometano, por ser de características semelhantes, obedece a várias determinações previstas para o gás natural.
Na semana passada, foram apresentados os resultados dos testes no parque fabril da Braskem, no Rio Grande do Sul, de um ônibus da Scania abastecido com biometano.
De acordo com a Univates – Universidade do Vale do Taquari de Educação e Desenvolvimento Social, que acompanhou o desempenho do ônibus, a redução da poluição é de 70% em comparação aos motores a diesel mais modernos e, com autonomia que pode chegar a 400 quilômetros, o consumo do veículo foi de 2,13 l/m3 no transporte de funcionários da Branskem, considerado bom pela equipe que participou dos estudos.
O ônibus a biometano da Scania chegou a circular também no Parque Tecnológico da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Nos próximos dias, segundo a Scania, o veículo deve circular na cidade de São Paulo. Ainda não foram definidas as rotas e as datas para o início dos testes.
O desenvolvimento da produção de biometano ocorre em diversas regiões do país, mas ainda com potencial para crescimento. A regulamentação deve estimular novos projetos.
Quanto ao transporte coletivo, vem ser mais uma alternativa para que os ônibus fiquem ainda menos poluentes.
Além do diesel S-10, para a motorização com base nas normas internacionais Euro V, que já concentra menos enxofre e emite uma quantidade menor de materiais particulados, gás carbônico e óxidos de nitrogênio, há diversas alternativas para que as operações de ônibus contribuam para a melhoria do meio-ambiente. Uma das mais antigas, a elétrica, se desenvolveu com trólebus mais modernos e ônibus que dependem apenas de baterias para se movimentar. Os veículos elétricos-híbridos também já são realidade, mesmo que em pequeno número, nos serviços de transporte coletivo. Operam também algumas unidades a etanol, diesel de cana de açúcar (que é diferente do álcool), gás natural e, ainda em estudos, mas com um novo modelo no ABC Paulista, ônibus a hidrogênio.
Não é possível afirmar qual é a melhor solução entre todas as alternativas ao petróleo. O mais correto é entender que todo o estudo em prol da criação de escala de produção de modelos de ônibus com diversas fontes energéticas deve receber estímulos para o bem do meio ambiente e da economia, já que reduzem a dependência do petróleo. Talvez, o correto é dizer que todas as soluções são interessantes, de acordo com cada região servida, dos custos e realidades locais de operação e disponibilidade das matérias-primas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportesFonte - Blog Ponto de Ônibus  04/02/2015


Modelo no país, transporte coletivo de Curitiba é colocado em xeque

Conhecido mundialmente e considerado um modelo para o país, o sistema do transporte coletivo de Curitiba vive uma crise financeira que coloca sua sobrevivência em risco.

Informações: FolhaPress

No último mês, já houve paralisações parciais de ônibus ao menos quatro vezes, incluindo esta semana, quando todos os veículos chegaram a sair totalmente de circulação nesta segunda e terça-feira (27). Nesta quinta, a greve segue parcialmente.
Em xeque está a estrutura financeira do sistema, que transporta 2 milhões de pessoas por dia e integra a cidade com outros 13 municípios. "É uma bomba-relógio", costuma dizer o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT).
Por muito tempo, os ônibus se pagaram com a própria tarifa. Desde 2004, porém, a conta deixou de fechar --uma consequência não só do aumento de custos, mas também da queda no número de passageiros, que migraram para o transporte individual. Desde 2010, a média de passageiros por mês caiu de 26,5 milhões para 25 milhões.
"É algo comum em todas as grandes cidades. Ficou mais fácil comprar carro. E aí, com menos passageiros, diminui a receita", afirma o engenheiro Eduardo Ratton, professor de transportes da UFPR (Universidade Federal do Paraná).
Com recursos em queda, prefeitura e Estado começaram a fazer aportes do próprio orçamento para sustentar a operação. Agora em lados opostos politicamente, porém, passaram a discordar dos cálculos e travam uma queda de braço para definir o valor devido por cada um.
O Estado, em crise financeira, já deve R$ 16 milhões aos ônibus. A prefeitura também atrasou alguns repasses. E as empresas, que dizem estar sem dinheiro por desequilíbrio econômico dos contratos, começaram a atrasar salários no fim do ano passado.
"O sistema tem que ser revisto. Hoje, nós operamos na ponta do lápis. É um estica e puxa", diz o presidente do Setransp (sindicato das empresas de ônibus), Maurício Gulin. Auditorias do Tribunal de Contas já acusaram as empresas de superestimarem receitas. Sem sucesso, a prefeitura tenta rever a modelagem dos contratos há pelo menos dois anos.

PALHAÇO
Sem receber, motoristas e cobradores têm usado nariz de palhaço para irem trabalhar. Dizem que passaram "um fim de ano infeliz", com atrasos no 13º salário e férias, e acusam o poder público de "transformar um sistema modelo num caos".
"É uma palhaçada. E não tem segurança nenhuma. Estamos a ponto de um caos total", diz o presidente do sindicato da categoria, Anderson Teixeira.
O convênio entre Estado e município que subsidiava parte do sistema venceu em dezembro. Sem um novo acordo, que ainda está sendo costurado, ninguém sabe como serão pagos os ônibus daqui para frente. O próprio sindicato das empresas admite a possibilidade de ficar sem dinheiro para pagar os salários no próximo dia 6.
A prefeitura acusa o Estado de "não assumir responsabilidades" e de "desinteresse". Já o Estado fala que o município age de forma "forçada e simplificada". Mas nenhum afirma que a briga seja política. No máximo, "ideológica", como diz o presidente da Comec (órgão do governo estadual), Omar Akel.
"É político, claro que é. Se fossem aliados, já teriam resolvido faz tempo", comenta Ratton, da UFPR.
A greve desta semana forçou governo e prefeitura a se reunirem para tentar resolver a situação. O aumento de tarifa, hoje em R$ 2,85, deve ser anunciado até o final da semana, para diminuir o rombo financeiro.
Também está em risco a integração do sistema com a região metropolitana: é grande a possibilidade de esses passageiros começarem a pagar mais pelos ônibus. Seria o fim da rede integrada.
"É um momento difícil. Mas a conta tem que ser clara", declarou Fruet. "A prefeitura não tem condições de arcar sozinha com isso."
Fonte - Blog Meu Transporte  30/01/2015


Conheça o ônibus no Brasil movido a esterco de galinha

A Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, utiliza um ônibus que é movido literalmente com titica de galinha, os dejetos da galinha são utilizados para fazer combustível que movimenta o veículo

Catraca Livre
foto - reprodução
A natureza dá cada vez mais sinais de que já não suporta o excesso de desmatamento e as toneladas de gás poluentes e desperdícios. Por isso, a criatividade é essencial para que sejam criadas soluções inteligentes para o desenvolvimento do homem e também para a preservação do meio ambiente.
Exemplo sustentável a ser seguido, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, utiliza um ônibus que é movido literalmente com titica de galinha, os dejetos do animal.
A usina colhe todos os dejetos de uma granja com mais de 84 mil galinhas, além dos resíduos de 750 bovinos, e os transformam em biometano, combustível do veículo.

Reprodução / Usina Hidrelétrica de Itaipu
O biometano é derivado da transformação de dejetos da produção agropecuária

Além do ônibus, há mais 6 veículos abastecidos com biometano que rodam dentro da usina para uso corporativo.
Com o tanque cheio, cada veículo tem capacidade suficiente para rodar até 150 km. O biometano emite 70% menos poluentes que um veículo a diesel.
Essa nova solução fez com que a hidrelétrica reduzisse em mais de 3% as emissões de combustíveis fósseis neste ano.
Fonte - Mobilize  30/01/2015


Transporte urbano de Porto Alegre recebe 50 ônibus novos da Volvo

Chassi de ônibus articulado da Volvo. Carris compra por licitação 50 veículos novos que já começaram a ser entregue, segundo a montadora. Foto: Divulgação.Transporte urbano de Porto Alegre recebe 50 chassis de ônibus da Volvo Veículos foram adquiridos pela empresa pública Carris. Da frota, 15 unidades são de articulados.

Adamo Bazani – CBN

A Volvo Bus Latin America informou que já começou a entrega de parte dos 50 ônibus novos adquiridos da marca pela empresa pública de Porto Alegre, Carris.
Os veículos foram comprados por licitação.
Em nota, o diretor comercial da representante da Volvo, Dipesul, Joel Beckenkamp, explica que a transportadora conta com pacote de manutenção exclusivo.
“Temos profissionais especializados que atendem exclusivamente a Carris dentro da sua garagem, e uma infraestrutura móvel que garante a qualidade e agilidade no atendimento”
Os ônibus possuem um sistema de gerenciamento de frota que vai permitir o acompanhamento da operação em tempo real com dados como média de consumo, tempo de marcha lenta, quantidade e tempo de paradas, e velocidade por veículo e por motorista. “São informações que vão permitir ao operador corrigir falhas, adequar e melhorar o desempenho do veículo para cada trajeto, para que operem com a máxima eficiência”, explica Euclides Castro, gerente de ônibus urbanos da Volvo Bus Latin America, em nota à imprensa especializada.
Este sistema de gerenciamento também possui um código de falhaS com ao menos 40 sensores que emitem alertas quando detecta desgaste de alguma peça.
Todos os chassis adquiridos pela Carris são equipados com caixa de câmbio automática e freio à disco e EBS. Do total, 35 são do modelo B290R Urbano e 15 são unidades do B 340 M Articulado.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Fonte - Blog Ponto de Ônibus  23/01/2015


Novos ônibus com ar condicionado começam a circular no Rio

G1

Rio - O Rio terá até o fim de janeiro pelo menos 83 novos ônibus com ar condicionado circulando na cidade, conforme divulgou a RioÔnibus nesta sexta-feira (16). A prefeitura recebeu os primeiros coletivos, após decreto no dia 6 deste mês que determina a incorporação de novos 2.233 unidades com refrigeração à frota do Rio. A cidade ainda poderá receber outra leva de ônibus antes de fevereiro.
Os novos veículos atendem a seis linhas que circulam no Rio: 111 (Rodiviária – Jardim de Alah), 178 (Rodoviária – São Conrado), 463 (Copacabana – São Cristóvão) e 181 (Rodoviária – São Conrado), do consórcio Intersul; e 821 (Campo Grande – Corcundinha, via Estrada das Capoeiras) e 822 (Campo Grande – Corcundinha, via Vila Nova), do consórcio Santa Cruz.
Dos novos ônibus, apenas as 10 unidades da linha 111 (Rodoviária – Jardim de Alah) já começaram a circular. Os outros 43 ônibus da Intersul, que vão atender as outras três linhas citadas, estão em processo de regularização.
Os 30 coletivos do consórcio Santa Cruz começam a circular já nesta sábado (17). Serão 15 micro-ônibus na linha 821 e 15 na 822.
De acordo com a RioÔnibus, o Rio poderá receber ainda em janeiro outra leva de coletivos equipados com ar condicionado, além dos 83 já divulgados. Caso a determinação de colocar mais 2.233 coletivos refrigerados em circulação nas ruas seja cumprida, a cidade chegaria a 3.993 unidades climatizadas - quase 50% de toda a frota da cidade, de pouco mais de 8 mil ônibus.

Aumento da tarifa
O decreto para aumentar o número de coletivos refrigerados no Rio foi publicado logo após o aumento no valor das passagens, de R$ 3 para R$ 3,40, considerado abusivo pelo Ministério Público. O contrato de concessão da prefeitura prevê o cálculo do reajuste com base na inflação e nos custos das empresas de ônibus. Desta maneira, o preço da passagem deveria ter subido para R$ 3,20.
Em entrevista ao Bom Dia Rio, no dia do decreto, o secretário municipal de transportes, Rafael Picciani, afirmou que o reajuste R$ 0,20 acima do previsto serve para acelerar o processo de refrigeração dos ônibus. Segundo ele, o objetivo é que 100% da frota seja climatizada até o fim de 2016.
"Não há uma necessidade em 2016 de dobrar o número de ônibus com ar condicionado. Nós esperamos diminuir o número da frota já com o sistema de BRTs com sua implantação total em funcionamento", explicou.
O secretário disse ainda que a implatação de BRTs vai gerar um custo para a população. Mas que a tarifa poderá até ser reduzida em 2016, dependendo do custo de instalação.
"Eu não acredito nisso (em novo aumento). A revisão tarifária de 2016 pode, inclusive, reduzir o preço da tarifa. Se a comprovação dos itens que compõem essa tarifa estiverem equilibradas com esse custo de implantação", disse.
Fonte - Blog Meu Transporte  19/01/2015


Nova tarifa de ônibus será de R$ 3,10 em Cuiabá

Tarifa de ônibus

Por Beatriz Saturnino
Informações: Circuito MT

Cuiabá - O Conselho Municipal de Transporte de Cuiabá aprovou, na manhã desta sexta-feira (16), o valor de R$ 3,10 na tarifa do transporte coletivo, o que significa um aumento de R$ 0,30 no bolso dos 4,2 milhões de usuários. Agora, cabe ao prefeito de Cuiabá, ou o Rogerio Galo, em exercício, ou Mauro Mendes (PSB), que deve retornar da licença de férias na próxima segunda-feira (19), assinar a decisão do reajuste, ou não.
A planilha do cálculo tarifário, que configurou o valor de R$ 3,10, foi definida pela comissão técnica da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), a pedido das empresas de ônibus, que pediram um aumento de R$ 3,23
De acordo com o secretário da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), Thiago França, o valor reajustado seguiu o parâmetro de R$ 2,94, tarifa técnica aprovada no ano passado pelo Conselho, e não o de R$ 2,80, valor atual, que foi decretado após uma auditoria do prefeito Mauro Mendes junto com o Ministério Público Estadual. Na época, o gestor resolveu descontar R$ 0,14 do reajuste que vigorou por alguns meses.
“Foi a primeira vez na historia de Cuiabá que teve uma auditoria do valor tarifário, onde foi identificado um prejuízo de R$ 0,14, e por meio de um decreto ele fez a redução ressarcindo o erário”, explica secretário.
Ou seja, o reajuste equivale a um aumento de 5,4% perante R$ 2,94 e 10,71% se considerar R$ 2,80, este que é maior que a inflação acumulada nos últimos 12 meses, em 6,41%.
Caso o prefeito sancione em R$ 3,10 a tarifa de Cuiabá será a quinta maior do Brasil, sendo a primeira São Paulo, que está em R$ 3,50.

Cálculo
Para chegar a esse cálculo foi levado em consideração a correção do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), com a base no mês de novembro (6,33%) e o reajuste do salário mínimo, que foi de 8,8%. Também perante a redução do preço do diesel em Mato Grosso, considerado o segundo combustível mais caro do país, de R$ 2,60 para R$ 2,30, decretado em 30 de dezembro de 2014, pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB)
Seguindo o manual do Ministério do Trabalho, o parâmetro metodológico para a aferição da tarifa do transporte coletivo é levado em consideração o índice de passageiro transportado, que é divido pela quilometragem rodada.
Agregado a isso, ainda existe alguns custos, como o variável, condicionado à frota operante - como pneus, combustível, lubrificante. E o custo fixo que diz respeito a despesas administrativas, tal como a folha de pagamento, entre outras.
Dentre as 17 instituições do Conselho, apenas a Associação dos Usuários de Transporte Coletivo do Estado de Mato Grosso votou contra o aumento.
“Meu posicionamento foi contra, até porque nós não temos qualidade nenhuma para ter esse preço, além de ele ser alto. Foi o que eu expliquei. Então o usuário, que é quem anda de transporte coletivo não aguenta pagar um preço alto desse jeito”, defende a presidente da associação e representante do Conselho, Marleide de Oliveira Carvalho.
Segundo ela, ficou estabelecido pelo secretário que toda a última quinta-feira de cada mês será convocada uma reunião para traçar o Plano Setorial de Mobilidade Urbana da capital, por meio de uma lei federal (10.785 de 2012), tendo em vista a necessidade de melhoria na qualidade do transporte, quanto ao sucateamento dos ônibus, aumento de frota e demais deficiências.
Também será pensado diante das recentes obras que modificaram a vias de trânsito da cidade e da construção do VLT (Veículo Leve Sobre Trilho).

Concessão
O regime de concessão da empresas de ônibus era para ter sido renovado em meados de 2014, porém há alguns aspectos em trâmite. Primeiro o jurídico, pois existe por parte das concessionárias a questão de uma prorrogação feita na gestão passada, e em torno disso abriu-se um inquérito, onde está sendo realizada uma investigação pelo Ministério Público.
A outra situação é a necessidade de ter o Plano Setorial de Mobilidade Urbana da capital definido para se discutir a possibilidade de uma nova licitação.
Fonte - Blog Meu Transporte  17/01/2015


Usuários pagam mais caro a partir de hoje

Tarifa de ônibus

Reajuste de 9,09% foi anunciado pela Etufor; tarifa passa a ser R$ 2,40. Protesto pediu, ontem, o passe livre - Pela tarifa social, o usuário pagará integralmente o valor de R$ 1,80 e, se tiver a meia estudantil, desembolsará R$ 0,90

DN
foto - José Leomar
A partir de hoje, os usuários do transporte público de Fortaleza pagarão mais caro pela tarifa de ônibus e vans. O reajuste de 9,09% anunciado pela Prefeitura Municipal na última terça-feira (13), por meio da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), deixou o novo valor final da passagem em R$ 2,40 (inteira) e R$ 2,20 (meia).
Durante a hora social, de 9h às 10h e de 15h às 16h, os passageiros pagarão os valores de R$ 2,20, a passagem inteira, e R$ 2,10, a meia. Já pela tarifa social, cobrada todos os domingos e nos dias 31 de dezembro, 1º de janeiro e 13 de abril (aniversário de Fortaleza), o usuário pagará integralmente o valor de R$ 1,80 e, se tiver a meia estudantil, desembolsará R$ 0,90.
De acordo com a Etufor, o único valor não reajustado é o da Linha Central, que continua com as tarifas de R$ 0,40 (inteira) e R$ 0,20 (meia). Segundo ressaltou a Prefeitura, a mudança da tarifa ocorreu com valor abaixo da inflação (baseada no Índice Geral de Preços do Mercado - IGPM - 12,34%), e inferior ao que gostaria o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), de 13,64%.
A justificativa para a revisão do valor foram os dois últimos reajustes dos pisos salariais dos trabalhadores em transporte coletivo de passageiros, de 8,54% em 2013 e 10% em 2014; a ampliação de 54 novos veículos na frota operante e o aumento de 23,97% no preço do óleo diesel.

Manifestação
O primeiro ato em repercussão ao aumento da passagem de ônibus ocorreu na tarde de ontem, no Centro da cidade. Integrantes do Levante Popular da Juventude e do Movimento Organizado dos Trabalhadores e Trabalhadoras Urbanos (Motu) promoveram uma passeata pacífica que teve início na Praça da Bandeira, passando pelas principais ruas do Centro e culminando em um protesto realizado em frente ao Paço Municipal.
Os manifestantes, na sua maioria estudantes, repudiavam o aumento da passagem e pediam o passe livre para estudantes e desempregados.
Oficiais do Batalhão de Choque da Guarda Municipal e uma viatura do Ronda do Quarteirão estiveram no local. O grupo de cerca de 80 pessoas pediu para negociar com o prefeito Roberto Cláudio, mas a informação repassada foi a de que o gestor municipal estava em um evento na sede Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
"Queríamos dialogar e, mais uma vez, o prefeito não quer conversar com os movimentos sociais organizados", disse Miguel Braz, da coordenação do Levante Popular da Juventude. O grupo se dispersou por volta das 16h30. Um novo movimento está marcado para hoje, a partir das 17h, na Igreja da Parangaba.
Fonte - Diário do Nordeste  16/01/2015


Vibrações dão adicional a cobrador de ônibus

Ônibus

Posto de cobrador de ônibus. Justiça dá direito de adicional por insalubridade devido às vibrações às quais os profissionais são expostos. Os casos devem ser analisados individualmente e quanto pior a situação da frota, mais complicada pode ficar a situação da empresa juridicamente.

Adamo Bazani – CBN
Foto: Gazeta do Oeste (meramente ilustrativa)
A 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho – TST condenou a Viação Sidon, de Belo Horizonte, a pagar adicional por insalubridade a um ex-cobrador de ônibus da empresa.
O motivo são as vibrações excessivas dos ônibus às quais os cobradores são submetidos.
De acordo com perícia, as vibrações eram superiores ao limite estipulado pela Organização Internacional para Normalização — ISO, que é de 0,83 metros quadrados por segundo para oito horas trabalhadas.
A justiça trabalhista em Brasília considerou grau médio de insalubridade, determinando à empresa de ônibus pagamento da diferença entre o que o profissional recebeu de salário comum e o adicional.
O cobrador trabalhou na Viação Sidon entre 1994 e 2010.
Cabe recurso desta decisão, mas o TST gerou uma espécie de súmula, decisão que pode servir de base para outros processos.
Para conseguir o resultado, o cobrador teve de enfrentar uma verdadeira maratona judicial.
Inicialmente, a 10ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte acolheu o pedido do cobrador e determinou o pagamento do adicional.
A Viação Sidon então recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região – Minas Gerais e conseguiu anular o benefício ao trabalhador. A empresa alegou que a função de cobrador de ônibus não está na relação oficial do Ministério do Trabalho de profissões consideradas insalubres por causa de vibração mecânica, argumento acolhido pela Justiça. A empresa também afirmou que a perícia foi realizada em apenas um dos ônibus da frota onde o cobrador trabalhou.
A defesa do trabalhador então recorreu ao TST. No recurso, explicitou que o anexo 8 da Norma Regulamentadora 15 do Ministério do Trabalho e Emprego prevê a insalubridade, se forem constatados riscos ao trabalhador, independentemente de local, atividade ou se a profissão está na relação do órgão.
O ministro Wlamir Oliveira da Costa, relator da decisão, decidiu que o adicional é devido a qualquer trabalhador exposto a vibrações acima do limite tolerável.
A decisão da 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho é unânime. O ministro-relator ainda considerou que houve violação do artigo 192 da Consolidação das Leis do Trabalho, a respeito do pagamento de adicional salarial a atividades insalubres, e destacou que o TST, em situações semelhantes, manteve a condenação ao pagamento de adicional.
Vale lembrar que por não estar relacionada na lista do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, a profissão de cobrador só pode gerar adicionais deste tipo por ações individuais. Como os modelos de ônibus e a conservação dos veículos variam, devem ser realizadas perícias para cada caso, preferencialmente.
Assim, quanto mais velho ou mal conservado for o ônibus, pior é a situação jurídica da empresa.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Fonte - Blog Ponto de Ônibus  15/01/2015

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