terça-feira, 16 de maio de 2017

Governos do estado e municipal estudam integração de tarifas de ônibus e metrô em Forteleza e RMF

Transportes sobre trilhos  🚏

Anúncio foi feito pelo governador Camilo Santana (PT) durante inauguração do penúltimo terminal da Linha Sul do Metrô de Fortaleza (Metrofor). Com obras iniciadas em 1999, uma estação do trecho segue com canteiro paralisado.

O Povo
foto - ilustração
Ônibus e metrô devem ganhar integração temporal e tarifária em Fortaleza e Região Metropolitana (RMF). Prefeitura e Governo do Estado estudam parceria para usuário usar mesma passagem nos dois meios. Com data ainda indefinida, objetivo da mudança é reduzir as lotações nos coletivos, facilitar transporte intermunicipal e aumentar a demanda no modal metroviário. Anúncio foi feito pelo governador Camilo Santana (PT) durante inauguração do penúltimo terminal da Linha Sul do Metrô de Fortaleza (Metrofor). Com obras iniciadas em 1999, uma estação do trecho segue com canteiro paralisado.
A estação Juscelino Kubitschek (JK), entregue ontem no bairro Demócrito Rocha, fazia parte de pacote de obras previstas para a Copa do Mundo de 2014. Além dela, a Padre Cícero, no Damas, teve prazo antecipado em virtude do torneio de futebol. O terminal na avenida José Bastos está com 60% das obras concluídas. Contudo, a conclusão depende de novo processo licitatório, já que o contrato inicial foi rescindido, explicou o governador. Após a decisão do leilão, prazo para término da construção varia entre seis e oito meses.
O equipamento inaugurado ontem foi comemorado pela população. Ao longo dos anos de obra, moradores da região reclamam da insegurança e abandono da área. “Além do transporte mais fácil para o Centro, vai ter mais gente passando por aqui. Antes era muito deserto, isso facilitava os assaltos”, comentou o aposentado João Batista, de 60 anos.
A estação JK também deve provocar mudanças no sistema metroviário da Capital. O horário de funcionamento do metrô será estendido por mais uma hora, iniciando às 5h30min e seguindo até as 20 horas. Segundo o chefe do executivo estadual, plano é aumentar, futuramente, atividades até 21 horas. Além disso, o intervalo entre os trens será reduzido. Atualmente, usuários esperam, em média, 20 minutos. Demora será diminuída para 17 minutos. Intenção é de que espera não passe de dez minutos até o fim do ano.
“Estamos discutindo com a Prefeitura, mas já compramos o sistema para integração. Temos 19 mil pessoas usando o metrô, mas a possibilidade desse equipamento é muito maior, portanto, a integração vai permitir um fluxo maior de usuários”, explicou o governador. Conforme O POVO apurou, as negociações para a integração estão mais adiantadas em relação ao transporte público intermunicipal. Numa segunda etapa, previsão é de que será anunciada integração na Capital.
Iniciada em novembro de 2013, as obras da linha Leste, do Metrô seguem sem prazo para retomada. Paralisação ocorreu no início de 2015, após reformulação societária entre os envolvidos no consórcio. Camilo Santana justificou demora afirmando que Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) liberou R$ 1 milhão em financiamento, mas projeto carece da parte firmada pelo Governo Federal. “O apelo que tenho feito é que o Governo Federal cumpra sua obrigação contratual, um compromisso assinado em relação aos recursos ainda no governo Cid”, criticou.

Obras do VLT
Também atrasada desde a Copa do Mundo de 2014, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entrarão em nova etapa neste mês. O governador adiantou nesta segunda que até o fim de maio dará início à operação assistida no trecho Parangaba-Borges de Melo. Nesta fase, o sistema é usado gratuitamente pelos usuários para teste. Previsão é de que até dezembro o VLT circule no trecho Parangaba-Papicu. “O grande problema do VLT é no Lagamar. São mais de 2,5 mil famílias que têm negociado a desapropriação. Nossa meta é no primeiro semestre do ano que vem terminar até o Mucuripe”, projetou o governador.
Camilo Santana criticou novamente a falta de política nacional de segurança pública no País. “Minha crítica não é a este governo, é há décadas que não se construiu uma política de segurança neste País”, afirmou.
Para ele, ausência de ação do Governo Federal permitiu a expansão do crime no Brasil. “Hoje, a polícia prende e a Justiça manda soltar. Tem que ter uma coordenação e quem tem que puxar é o Governo Federal”.
Fonte - Revista Ferroviária  16/05/2017

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