sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Linha 2 do Metrô de Salvador deverá começar a operar em dezembro

Transportes sobre trilhos

A nova linha tem hoje 55% das obras civis concluídas, com trabalho simultâneo em onze das doze estações situadas entre Acesso Norte e Aeroporto.As estações Acesso Norte, Detran e Rodoviária serão as primeiras a entrar em operação. No total, a Linha 2 terá 20 km, 12 estações e deve ser concluída em 2017.

RF
foto - ilustração
A Linha 2 do Metrô de Salvador deve ser inaugurada até dezembro. A informação é da CCR Metrô Bahia, responsável pela obra e pela operação do Metrô de Salvador, que já conta com uma linha em operação, com 12 km e oito estações. A nova linha tem hoje 55% das obras civis concluídas, com trabalho simultâneo em onze das doze estações situadas entre Acesso Norte e Aeroporto. A previsão da empresa é que até dezembro, as estações Acesso Norte, Detran e Rodoviária entrem em operação, permitindo a utilização do metrô para chegar ao atual centro comercial da capital baiana.
Segundo a CCR Metrô Bahia, por estarem inseridas em área de grande movimentação, as estações Detran e Rodoviária exigiram planejamento minucioso de cada etapa, permitindo seu avanço com impactos mínimos à rotina do entorno, mantendo a segurança e a mobilidade dos cidadãos em vias e passarelas de acesso.
Na Estação Rodoviária, cerca de 90% da estrutura está concluída e as obras seguem em várias frentes, com acabamentos no mezanino da estação e nas plataformas de embarque e desembarque, construção da via permanente, entre outros. As obras avançam em direção ao Aeroporto de Salvador. Até o final de agosto, deve acontecer o içamento das vigas do novo elevado do Complexo Viário 2 de Julho que será implantado na região, além da demarcação de área e limpeza do terreno que receberá o canteiro de obra da futura Estação Aeroporto.
A Linha 2 deve ser concluída em 2017, será composta por 12 estações entre Acesso Norte e Aeroporto, trecho com 20 km, que será percorrido em 27 minutos quando a operação for iniciada.
Com informações da Revista Ferroviária  26/08/2016

Cidade de São Paulo registra menor número de mortes no trânsito desde 1979

Transito

No ano passado, houve 992 vítimas fatais em 953 ocorrências. O total de mortes caiu 20,3% em relação a 2014 e 34,1% em um período de dez anos, de acordo com o Relatório Anual de Acidentes da CET.A queda do número de mortes foi um resultado muito significativo,segundo a CET,levando-se em conta que o número de acidentes fatais vinha reduzindo entre 2008 e 2013, mas teve um aumento de 7,3% em 2014.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

arquivo/Ag.Brasil
Em 2015, a cidade de São Paulo teve o menor número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito desde 1979, quando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começou a registrar os números no Instituto Médico-Legal (IML). No ano passado, houve 992 vítimas fatais em 953 ocorrências. O total de mortes caiu 20,3% em relação a 2014 e 34,1% em um período de dez anos, de acordo com o Relatório Anual de Acidentes da CET.
Os pedestres representaram 42% do total de mortos, com 419 óbitos, seguidos pelos motociclistas (com 370 mortes, ou 37,3% do total) e por motoristas e passageiros (172 vítimas, ou 17,3%). “Apesar de a frota de automóveis ser seis vezes maior que a de motos, o número de motociclistas mortos foi o dobro dos motoristas e passageiros”, informou a CET, em nota.
A queda do número de mortes foi um resultado muito significativo,segundo a CET,levando-se em conta que o número de acidentes fatais vinha reduzindo entre 2008 e 2013, mas teve um aumento de 7,3% em 2014.
Nos últimos dez anos, as mortes por tipo de usuário tiveram queda em quase todos os grupos: o recuo foi 44% entre os pedestres; 46,1% entre motoristas e passageiros e 66,7% entre ciclistas. A exceção são os motociclistas, cujo número de óbitos subiu 7,2%.

Total de acidentes
No total, foram registrados 20.260 acidentes de trânsito com vítimas na cidade em 2015, com 24.260 vítimas. Um quarto das ocorrências foram atropelamentos, chegando a 4.904 casos. Os 15.356 restantes foram classificados como acidentes com vítimas nos veículos. Do total das 953 ocorrências fatais, 407 foram atropelamentos, o que significa 42,7%.
O número de acidentes com vítimas teve redução de 14% em 2015, em comparação ao ano anterior. O percentual de redução foi aproximadamente o mesmo tanto para os atropelamentos – de 5.771 para 4.904 casos – quanto para as ocorrências com vítimas nos veículos – de 17.776 para 15.356.
Os mais de 20 mil acidentes registrados no ano passado tiveram a participação de 33.728 veículos, sendo 16.149 automóveis (47,9% do total), 12.412 motocicletas (36,8%), 2.587 ônibus (7,7%), 643 caminhões (1,9%) e 601 bicicletas (1,8%). Na comparação anual dos acidentes, houve queda nas ocorrências com todos os tipos de veículos em relação a 2014.
“A evolução do índice de mortes por 100 mil habitantes mostra que as previsões feitas pela CET de redução gradativa nas ocorrências fatais de 50% em dez anos – meta preconizada pela ONU [Organização das Nações Unidas] – vêm sendo cumpridas com sucesso. As projeções feitas apontavam que o número de mortes para cada 100 mil habitantes, em 2015, seria de 8,4. O valor medido no ano passado, no entanto, foi 8,26”, disse a CET, em nota.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2016

Governo da Bahia certifica 100 pessoas em projeto de matriz africana

Ações Sociais

Considerado o maior do gênero firmado por um ente público no Brasil, o Edital de Matriz Africana da Setre tem um investimento de R$ 9 milhões. Lançada em março de 2014, a iniciativa oferece apoio institucional e técnico-financeiro a projetos apresentados por pessoas jurídicas de direito privado e sem fins lucrativos.

Da Redação
foto - Marcelo Reis/Ascom Setre
Uma exposição com roupas, adereços, ferramentas de orixás e instrumentos sagrados de religião de matriz africana marcou a solenidade de encerramento do Projeto Rede Ardecente, realizada nesta sexta-feira (26), na Casa do Benin, no Pelourinho, em Salvador. Parte do Edital de Apoio a Empreendimentos Econômicos Solidários de Matriz Africana da Secretaria do Trabalho Emprego Renda e Esporte (Setre), o projeto formou 100 pessoas de comunidades do entorno de cinco terreiros de candomblé de Salvador. A Organização Social Filhos de Marujo foi a entidade executora dos cursos.
Moradora do bairro de São Cristóvão, Ana Marlene Torres, 44 anos, é uma das concluintes. Ela fez o curso de acessórios e costura. “Já tinha certa aptidão para esse ramo, o curso só reforçou isso”, conta Ana Marlene, que já confecciona tocas e aventais pra comercialização. “Nosso próximo passo é formar uma associação para confeccionar e produzir roupas, biojóias e acessórios”, planeja.
Presente na solenidade, o secretário do Trabalho e Esporte, Álvaro Gomes, destacou que “o objetivo do edital, além de difundir e preservar as raízes culturais e a religiosidade de matriz africana, contribui com a melhoria de vida, gerando emprego e renda nas localidades beneficiadas”.

foto - Marcelo Reis/Ascom Setre
O curso beneficiou jovens da Associação Religiosa e Cultural Santo Antônio de Pádua do Ilê Axé Ogum Osim Omolé (com oficinas de instrumentos/atabaques), Ilê Axé Iba Lugan (bordados e richilieu), Onzó Kanzuá Monaleuci Umguzo de Um Zambe, (vestimenta), Centro Cabloco Eru da Aldeia de Jequiriçá (ferramentas de orixás), Ilê Axé Opo Onirê (adereço de orixás). Essas instituições estão localizadas nos bairros de São Tomé, São Cristóvão, Paripe, Engenho Velho da Federação e Pau da Lima.
Considerado o maior do gênero firmado por um ente público no Brasil, o Edital de Matriz Africana da Setre tem um investimento de R$ 9 milhões. Lançada em março de 2014, a iniciativa oferece apoio institucional e técnico-financeiro a projetos apresentados por pessoas jurídicas de direito privado e sem fins lucrativos. O edital recebeu 80 propostas e classificou 54 instituições não-governamentais (ONGs), sendo conveniadas 36 entidades. Os recursos são oriundos do Fundo de Combate e Erradicação à Pobreza (Funcep).
Com informações da Secom Ba.  26/08/2016

Canditado a prefeito de Cuiabá afirma que defenderá conclusão do VLT

Transportes sobre trilhos

O candidato do PDT à Prefeitura de Cuiabá,ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva disse que irá cobrar a conclusão da obra sob pena de sujeitar o Estado a punições que o município pode impor no âmbito administrativo,por exemplo,pois todas as obras no perímetro do município são de interesse da Prefeitura”.Julier foi o magistrado responsável por determinar a retomada da obra no ano de 2012.

Midia News
Marcus Mesquita/Midia News
O candidato do PDT à Prefeitura de Cuiabá, ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva, assumiu compromisso de buscar a conclusão do Veículo Leve sobre Trilho (VLT).
Ele afirmou que o município tem o dever de defender o modelo de transporte junto ao governo do Estado.
“Vamos cobrar a conclusão da obra sob pena de sujeitar o Estado a punições que o município pode impor no âmbito administrativo, por exemplo, pois todas as obras no perímetro do município são de interesse da Prefeitura”, afirma Julier, ao ressaltar ainda que já foram gastos cerca de R$ 1,2 bilhão e esse dinheiro não pode ser jogado fora.
Como juiz federal, Julier foi o magistrado responsável por determinar a retomada da obra no ano de 2012.
“O povo cuiabano merece transporte de qualidade e por isso vamos fazer também a defesa política que é de responsabilidade do prefeito”.
Com o VLT, a Prefeitura promoverá a interligação entre os diversos modais.
De acordo com o candidato, caso eleito, ele deseja realizar o processo licitatório para o transporte coletivo, o que promoverá barateamento da tarifa de ônibus e fará com que Cuiabá tenha o menor valor entre as capitais brasileiras.
Cuiabá tem tarifa de R$ 3,60, enquanto em São Paulo e Rio de Janeiro, que possuem itinerários bem maiores, os valores são apenas R$ 0,20 mais caros.
Segundo o candidato, o município também discutirá a regulamentação de transporte por meio de van e licenciará mais vagas para táxi e mototaxi.
Além disso, conforme Julier, o diálogo das propostas com a sociedade será feito previamente por meio do Conselho da Cidade e Câmara Municipal, o que garantirá a inclusão de diversos segmentos na escolha do futuro de Cuiabá.
Fonte - Mídia News 26/08/2016

Prefeitura de São Paulo pode pagar R$ 50 por mês por uso de bicicleta como transporte na cidade

Ciclismo

A matéria já foi encaminhada para sanção do prefeito Fernando Haddad e, caso, seja transformada em lei, permitirá aos ciclistas ou às pessoas que passem a fazer uso da bicicleta receber um resgate em dinheiro ou em crédito para utilização de serviços de uma rede credenciada. O beneficiário terá de comprovar o uso diário da bicicleta, informando o local e a distância percorrida e para isso deverá estar cadastrado ou comprar o bilhete único mensal.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram, em segunda votação, na última quarta-feira (24), o projeto de lei que cria um subsídio aos cidadãos pelo uso da bicicleta como meio de transporte. Trata-se do Programa Bike, que estabelece o pagamento de R$ 50 mensais denominado de Bilhete Mobilidade.
A matéria já foi encaminhada para sanção do prefeito Fernando Haddad e, caso, seja transformada em lei, permitirá aos ciclistas ou às pessoas que passem a fazer uso da bicicleta receber um resgate em dinheiro ou em crédito para utilização de serviços de uma rede credenciada. O beneficiário terá de comprovar o uso diário da bicicleta, informando o local e a distância percorrida e para isso deverá estar cadastrado ou comprar o bilhete único mensal.
A ideia é que o beneficiário acumule créditos para depois receber em espécie ou em crédito. Os créditos poderão ser usados em serviços de manutenção, compra de peças e acessórios ou na troca da bicicleta usada por uma nova e no pagamento de serviços públicos, como conta de água, luz, locação de bicicletas.
O bilhete mobilidade refere-se ao texto substituto ao PL 147/2016, de autoria do vereador José Police Neto (PSD), que negociou a sugestão com a prefeitura antes de levar o tema para debate e submeter à avaliação em plenário. Segundo a assessoria do parlamentar, o texto passou por consulta pública pelo período de três meses, além de duas audiências públicas e três reuniões com cicloativistas e empresários do setor de bicicletas.
Segundo a assessoria do vereador, a prefeitura gasta em torno de R$ 2 bilhões por ano para bancar parte dos custos da tarifa do Bilhete Único e só consegue manter a tarifa a R$ 3,80 porque subsidia R$ 1,91 por viagem de cada usuário do sistema. Pelo raciocínio do vereador, ao estimular o uso de bicicletas para os deslocamentos rumo ao trabalho, à escola e outros locais, o executivo municipal estará reduzindo as despesas públicas.
Para o diretor da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Daniel Guth, ainda é muito prematuro fazer qualquer avaliação a respeito, porque “o projeto é muito complexo”. Ele informou que participou das audiências públicas, mas falta saber como essa ideia será desenvolvida, na prática, caso a matéria venha a ser sancionada pelo prefeito Fernando Haddad.
“Tudo vai depender da regulamentação, porque o PL não detalha nada. Não sabemos como será a capacidade de o executivo fiscalizar sobre o percurso, se haverá recursos financeiros do poder público, se o controle ocorrerá por aplicativos, se dependerá do uso de smartphones. Ainda estamos tateando para entender [a medida]”, disse o diretor.
De acordo com o Guth, mais da metade das pessoas que usam a bicicleta para se deslocar até o local de trabalho têm renda mensal de até dois salários mínimos. Ele informou ainda que está em contato com a prefeitura para discutir a questão e para saber se a medida será frutífera ou não para a cidade de São Paulo.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2016

Falhas graves no metrô de São Paulo mais que dobram sob governo Alckmin

Transportes sobre trilhos

No primeiro semestre deste ano, já foram 44, praticamente uma a cada quatro dias.
Os números obtidos se referem às quatro linhas operadas pelo próprio Metrô (1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 5-lilás), a cargo do governo Geraldo Alckmin (PSDB).Essas falhas graves podem ocorrer tanto nos trens como em equipamentos da rede.


Folha de São Paulo - RF
foto - ilustração/arquivo
O número de falhas graves no metrô de São Paulo mais que dobrou em cinco anos, e a tendência de alta continua em 2016, segundo dados obtidos pela Folha por meio de Lei de Acesso à Informação.
Em 2010, houve 30 ocorrências notáveis —nomenclatura técnica para panes que resultam em paralisação das linhas, ainda que parcial. Em 2015, 76, aumento de 153%.
No primeiro semestre deste ano, já foram 44, praticamente uma a cada quatro dias.
Os números obtidos se referem às quatro linhas operadas pelo próprio Metrô (1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 5-lilás), a cargo do governo Geraldo Alckmin (PSDB).
Essas falhas graves podem ocorrer tanto nos trens como em equipamentos da rede.
Na prática, afetam a vida não só de quem fica preso nos carros dos trens por pelo menos cinco minutos —tempo para caracterizar uma ocorrência notável— como dos demais usuários, já que há um efeito cascata nas linhas do metrô.
Uma falha aumenta os intervalos de viagem, a lotação dos trens e as filas para embarque. Em algumas dessas panes, os trens precisam ser encaminhados para manutenção corretiva, retirando composições de circulação.
Considerando apenas os problemas registrados nos trens, a quantidade passou de 22 para 42 nos últimos cinco anos, alta de 91%.
O Tribunal de Contas do Estado concluiu, com base em dados do Metrô, que cerca de 92 mil viagens de trens deixaram de ser feitas em 2015 em razão de falhas ou problemas de manutenção.
Nos últimos cinco anos, não houve aumento significativo da frota, que passou de 150 para 154 trens, tampouco no volume de quilômetros percorridos pelas composições, que subiu de 18,2 milhões para 18,9 milhões.
Além disso, não houve crescimento expressivo nessa malha metroviária gerenciada pelo Estado, que de 65,3 km chegou a 68,5 km.
O volume de passageiros transportados aumentou 45% no período, mas ainda assim em ritmo mais modesto que as panes graves.
A gestão Alckmin afirma que a alta das panes se deve à adaptação de trens modernizados recentemente.
Funcionários, porém, citam a redução de investimentos na operação, manutenção e modernização de linhas, trens e estações e, como revelou a Folha, a falta de peças e a terceirização no serviço em trens novos e reformados.
Em março, a reportagem mostrou a situação de cinco trens retirados de operação para servir de estoque de peças de reposição para outros. O Metrô tem enfrentado falta de recursos —em 2015, a gestão Alckmin deu calote de R$ 66 milhões na empresa, referente à verba de gratuidades.
O consultor Peter Alouche, especialista em trilhos e que trabalhou décadas no Metrô, ressalta que a rede é pequena para "um dos mais elevados números de passageiros por km de linha no mundo".
Para ele, a alta das falhas pode estar ligada à interferência da implantação nos últimos anos do CTBC —sistema de sinalização de trens mais moderno, que promete reduzir os intervalos entre trens.
"Enquanto não estiver em operação adequada, isso interfere no sistema convencional e causa incidentes", afirma. O sistema só foi implantado integralmente na linha 2. O cronograma de entrega hoje se estende até 2021.

Outro lado
Segundo o Metrô, o aumento de 153% nas panes graves em um período de cinco anos se deve ao retorno de trens do processo de modernização.
De 2010 a 2016, a companhia colocou em operação 80 trens modernizados. O contrato prevê a entrega de outros 18, o que resultará em 98 composições renovadas.
Em nota, a empresa ligada à gestão Alckmin (PSDB) diz que "quanto mais novo for um trem, maior será o número de ocorrências apresentadas justamente porque equipamentos novos passam por fase controlada de estabilização de desempenho até alcançarem sua máxima eficiência".
Segundo a companhia, "a avaliação da variação das ocorrências notáveis não pode ser feita de forma isolada e simplista". "O total de falhas do período analisado está praticamente constante porque enquanto alguns trens novos entram em operação, outros já estão estabilizados", prossegue.
A empresa destaca que todo trem novo ou modernizado requer acompanhamento técnico em seu período inicial de operação.
Por fim, o Metrô afirma que os trens modernizados, "entre outras melhorias, recebem novos freios, tração, sistema de ar-condicionado, câmeras de vigilância, sensores para detecção de fumaça, sistema de informação audiovisual (monitores e displays), trazendo maior conforto e segurança aos usuários".
Com informações da Revista Ferroviária  26/08/2016

Justiça mantém bloqueio de bens de Eduardo Cunha e Cláudia Cruz

Política

A indisponibilidade dos ativos fora concedida em caráter liminar a pedido do Ministério Público Federal (MPF), dentro de uma ação de improbidade administrativa na qual o ex-presidente da Câmara é acusado de receber propina na compra de um campo de petróleo no Benin, pela Petrobras, em 2011.

Felipe Pontes Teixeira
Repórter da Agência Brasil

Divulgação/Marcos Oliveira/Agência Senado
A Justiça Federal em Curitiba decidiu manter o bloqueio dos bens do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e de sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz. A indisponibilidade dos ativos fora concedida em caráter liminar a pedido do Ministério Público Federal (MPF), dentro de uma ação de improbidade administrativa na qual o ex-presidente da Câmara é acusado de receber propina na compra de um campo de petróleo no Benin, pela Petrobras, em 2011.
A liminar para o bloqueio foi concedida em 14 de junho, e a defesa de Cunha entrou com recurso para suspender a medida. Os advogados questionaram a competência da 6ª Vara Federal de Curitiba para julgar o caso, alegando entre outras coisas a prerrogativa de foro privilegiado do deputado federal. Eles afirmaram também não haver provas que atestem o recebimento de propina e o enriquecimento ilícito, em prejuízo à Petrobras.
Relator da ação de improbidade administrativa na Justiça Federal, que corre em paralelo ao inquérito penal contra o deputado que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), o desembargador Ricardo Teixeira do Valle Pereira negou todos os argumentos da defesa.
“Agentes políticos são agentes públicos para fins de improbidade, e a imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição Federal diz respeito apenas aos atos inerentes ao exercício do mandato”, escreveu o desembargador a respeito da prerrogativa de foro alegada por Cunha.
O magistrado citou também “fortes indícios do recebimento de vantagens indevidas decorrentes de contratações realizadas no âmbito da Diretoria Internacional da Petrobras” como argumento para manter o bloqueio dos bens.
Segundo as investigações, dos US$ 34 milhões pagos pela Petrobras pela participação de 50% em um campo de Petróleo no Benin, US$ 10 milhões foram depositados na conta de uma empresa offshore para serem posteriormente distribuídos a título de propina. Pelos registros das movimentações financeiras, apurados pela força-tarefa da Lava Jato, a suspeita é de que a maior parte do dinheiro tenha ido parar em contas e trustes de Eduardo Cunha.
Com a decisão, ficam indisponíveis “quaisquer bens ou valores titularizados pelos investigados sob guarda de instituições financeiras, tais como ações, participações em fundos de ações, letras hipotecárias ou quaisquer outros fundos de investimento”, bem como imóveis e até mesmo carros em nome de Eduardo Cunha e Cláudia Cruz.
A medida se estende às empresas de Cunha, a C3 Produções Artísticas e Jornalística e a C3 Atividades de Internet, que chamou atenção por ter usado, no passado, o nome fantasia “Jesus.com”.
Pela decisão, também permanecerão bloqueados os bens de Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da Diretoria Internacional da Petrobras, de João Augusto Rezende Henriques, apontado como operador do esquema, e de Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, dono da empresa que vendeu a participação no campo de petróleo no Benin para a Petrobras.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2016

Novo trem de passageiros,Vitória/Minas (EFVM) oferece wi-fi e entretenimento para usuários

Transportes sobre trilhos

Filmes e shows estão entre as novidades oferecidas no Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas.Cada passageiro tem a liberdade de acessar o conteúdo que quiser, direto do seu aparelho.Isso o possibilita de retroceder ou avançar uma mídia, sem interferir na programação dos demais.

Vale
Vale
​A partir desta sexta-feira, dia 26 de agosto, quem viajar no Novo Trem de Passageiros da Ferrovia Vitória a Minas, único do Brasil que opera longas distâncias diariamente, vai ter à disposição internet wi-fi e conteúdo de entretenimento off-line gratuitos. Ao abrir o ambiente virtual, o usuário acessa um espaço personalizado e amigável, com filmes e shows de sua preferência, sem a necessidade de conexão, nem de instalação de softwares adicionais ou aplicativos.
Cada passageiro tem a liberdade de acessar o conteúdo que quiser, direto do seu aparelho. Isso o possibilita de retroceder ou avançar uma mídia, sem interferir na programação dos demais. O servidor instalado tem compatibilidade com os principais sistemas operacionais como IOS, Android e Windows, encontrados em diferentes dispositivos como celulares, tablets e notebooks.
O sistema inclui um modem de alta sensibilidade e alcance,com antena externa e filtro para falsos sinais. Como o veículo geralmente está em movimento, a troca de torres é constante, mas isso é feito de forma rápida e imperceptível, garantindo internet com qualidade de cobertura 3G e 4G ao longo do trecho. Em alguns pontos da ferrovia, no entanto, a regularidade do serviço dependerá da disponibilidade de sinal das operadoras de telefonia móvel.
Em dois anos de história, o "Novo Trem", como é carinhosamente conhecido, já transportou 2 milhões de passageiros, volume que representa uma média de 82 mil passageiros por mês. Em seu trajeto diário entre o Espírito Santo e Minas Gerais, o trem passa por 51 localidades. A viagem dura, em média, 13 horas.

Mais conforto e segurança para o usuário
Fruto de um investimento de U$ 80,2 milhões, o Novo Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas conta com 56 novos carros, sendo 10 executivos e 30 econômicos, além de carros restaurante, lanchonete, gerador e cadeirante (destinado a pessoas com dificuldade de locomoção). Cada carro executivo tem capacidade para transportar 57 passageiros. Já os econômicos acomodam 75 pessoas. Em ambas as classes os carros são climatizados e contam com tomadas elétricas individuais nas poltronas para possibilitar o carregamento de equipamentos eletrônicos, como notebooks e telefones celulares.
Mais modernos, os banheiros receberam novo layout e tecnologias voltadas a priorizar o uso sustentável dos recursos naturais, como a substituição do papel toalha por ar quente para a secagem das mãos. O sistema de descarga é a vácuo, semelhante ao utilizado na indústria da aviação, o que reduz o consumo de água. Além disso, toda a composição conta com detector de fumaça, aumentando a segurança dos usuários.
Os carros da classe executiva contam com sistema de som e iluminação individualizados para dar maior conforto e comodidade aos viajantes. Outro diferencial são as poltronas, mais largas. Já o carro-restaurante conta agora com 72 lugares, o que representa um acréscimo de 56% em relação às antigas composições.
O equipamento também recebeu um novo sistema de abertura e fechamento das portas externas, bem como as localizadas entre um carro e outro, que é automático. A travessia entre os carros também mereceu melhorias e ficou ainda mais segura e confortável. Isso porque a conexão entre os vagões passou a ser vedada por um sistema de plástico emborrachado.
Os novos carros de passageiros apresentam ainda displays externos e internos, que exibem informações gerais sobre a viagem. Dados como destino e trajeto do trem, número dos carros, estações e paradas de embarque e de desembarque, entre outros, são algumas das orientações voltadas a facilitar ainda mais a viagem.

Estrada de Ferro Vitória a Minas em números
664 km é o percurso completo do Trem de Passageiros -30 pontos de embarque e desembarque - 42 municípios atendidos
1 milhão de passageiros transportados por ano (média histórica)

Preço da passagem (percurso completo):
Executiva - R$ 95 - Econômica - R$ 62
Com informações da Vale 25/08/2016

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Robô-táxis circulam pelas ruas de Cingapura

Tecnologia

Os veículos da start-up nuTonomy (automóveis elétricos Renault Zoe e Mitsubishi i-MiEV) trafegaram em uma zona de quatro quilômetros quadrados, com lugares estabelecidos para o embarque e desembarque de passageiros.​A meta é colocar 100 unidades nas ruas até 2018

Carlos Cordeiro
Agência CNT de Notícias
foto - Divulgação
Seis táxis sem motoristas circularam pelas ruas de Cingapura nesta quinta-feira (25). Mesmo que de forma experimental, o evento foi um marco na evolução da produção de veículos totalmente autônomos. Os veículos da start-up nuTonomy (automóveis elétricos Renault Zoe e Mitsubishi i-MiEV) trafegaram em uma zona de quatro quilômetros quadrados, com lugares estabelecidos para o embarque e desembarque de passageiros.
Um aplicativo de smartphone gerou o trecho percorrido pelo veículo. "Este é verdadeiramente um momento na história que vai mudar como as cidades são construídas, como olhamos ao nosso redor", reportou à Reuters o executivo Doug Parker, da nuTonomy. A empresa já vem realizando testes com o sistema desde abril de 2016 e tem prevista a fabricação de pelo menos 100 robô-táxis que devem operar em Cingapura até 2018. Apesar do percurso ser todo feito sem o auxílio de um motorista, um engenheiro da nuTonomy ficou a bordo em cada trajeto, com o objetivo de analisar o funcionamento do veículo e interferir caso aconteça algum problema.
A corrida das montadoras para largar na frente da fabricação do primeiro veículo totalmente autônomo está a cada dia mais acirrada. O grupo Alphabet, matriz do Google, divulgou em maio ter efetivado uma associação com a Fiat Chrysler para desenvolver sua frota de carros autônomos, que espera colocar em serviço até o fim do ano. Recentemente o Uber anunciou sociedade com a Volvo para testar veículos sem motoristas nos Estados Unidos, mas com a supervisão de pilotos dentro. A montadora americana Ford planeja produzir seu modelo sem volante e pedais até 2021.
Fonte - Agência CNT de Notícias  25/08/2016

Brasil fechou mais de 94 mil postos de trabalho em julho

Economia

Em julho, foram registrados 1.168.011 admissões e 1.262.735 desligamentos de trabalhadores.Nos últimos 12 meses (agosto de 2015 a julho 2016), o total de demissões superou o de contratações em 1.706.459, representando uma variação de negativa de 4,18%.

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Agência Brasil
Pelo 16º mês consecutivo, o número de demissões superou o total de contratações com carteira assinada, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (25) pelo Ministério do Trabalho. Em julho, o saldo entre demissões e contratações foi de menos 94.724 empregos formais. Ao todo foram registradas 1.168.011 admissões e 1.262.735 desligamentos.
No acumulado do ano, segundo o Caged, 623.520 postos de trabalho formal foram fechados, com variação negativa de 1,57% em relação ao mesmo período de 2015. Nos últimos 12 meses (agosto de 2015 a julho 2016), o total de demissões superou o de contratações em 1.706.459, representando uma variação de negativa de 4,18%.
Os setores que registraram as maiores perdas de emprego foram o de serviços (-40.1470 postos), da construção civil (- 27.718 postos), do comércio (-16.286 postos) e da indústria de transformação (-13.298 ). Por outro lado, os setores agrícola (+4.253 postos) e administração pública (+237) tiveram mais contratações do que demissões em julho.
Segundo o Caged, o desempenho positivo da agricultura está relacionado a fatores sazonais, como cultivo de lavoura temporária em São Paulo; o cultivo de soja, em Mato Grosso; e o cultivo de uva em Pernambuco.
Todas as regiões registraram queda no nível de emprego formal em julho, sendo que a Região Sudeste foi a que teve a maior perda de postos de trabalho, com 661.757 demissões ante 616.119 contratações, com saldo de 45.638 postos a menos. A Região Sul teve saldo negativo de 23.603 postos, Nordeste -19.558 postos, Centro-Oeste -2.219 postos e Norte -3.706 postos de trabalho formal.
O estado de Minas Gerais teve a maior perda de empregos (- 15.345 postos), seguido de São Paulo (-13.795 postos) e Rio Grande do Sul (-12.166). Influenciado pela agricultura, Mato Grosso teve saldo positivo de 2.016 postos de trabalho.
Fonte - Agência Brasil  25/08/2016

Para CUT, objetivo principal do impeachment é desmontar o Estado brasileiro

Política

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Goiás, Mauro Rubem, o primeiro dia de sessão foi a continuidade de um processo marcado por irregularidades desde o início. Segundo ele, o objetivo do impeachment não é afastar definitivamente a presidente Dilma e, sim, “desmontar o Estado brasileiro

Sputinik
foto - ilustração/arquivo
O primeiro dia do julgamento final do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário do Senado foi marcado por vários bate-bocas entre senadores do PT e do DEM, o que fez o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que preside os trabalhos, interromper a sessão e pedir moderação aos parlamentares. Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Goiás, Mauro Rubem, o primeiro dia de sessão foi a continuidade de um processo marcado por irregularidades desde o início. Segundo ele, o objetivo do impeachment não é afastar definitivamente a presidente Dilma e, sim, “desmontar o Estado brasileiro, com a ajuda de boa parte da mídia e da lógica do governo interino, que é financerista e parasitária. “Apesar disso, ainda acredito em uma virada no final, porque esse jogo de cartas marcadas é tão flagrante que os senadores que ainda estão indecisos quanto ao voto poderão mudar o veredito final”, disse Rubem, informando que no próximo dia 29 uma grande caravana de filiados da CUT partirá de Goiás rumo à Brasília para pressionar os senadores.
Fonte - Sputnik  25/08/2016

Juros no cheque especial sobem para 318,4% ao ano, novo recorde da série do BC

Economia

Neste ano, a taxa do cheque especial já subiu 31,4 pontos percentuais em relação a dezembro de 2015, quando estava em 287% ao ano.e a taxa do cheque especial já subiu 31,4 pontos percentuais em relação a dezembro de 2015, quando estava em 287% ao ano.Mas a taxa de 470,7% ao ano é a mais alta entre as pesquisadas pelo BC.

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A taxa de juros do cheque especial continuou a subir em julho. De acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (25), a taxa do cheque especial subiu 2,7 pontos percentuais, de junho para julho, quando chegou a 318,4% ao ano, chegando a novo recorde na série histórica do BC, iniciada em julho de 1994.
Neste ano, a taxa do cheque especial já subiu 31,4 pontos percentuais em relação a dezembro de 2015, quando estava em 287% ao ano.
Outra taxa de juros alta é a do rotativo do cartão de crédito. Em julho, na comparação com o mês anterior, houve uma pequena redução na taxa de 0,2 ponto percentual. Mas a taxa de 470,7% ao ano é a mais alta entre as pesquisadas pelo BC. Neste ano, essa taxa já subiu 39,3 pontos percentuais. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, sugeriu cautela aos consumidores no uso do rotativo do cartão de crédito ou do cheque especial devido ao custo alto. “Crédito rotativo deve ser utilizado com bastante cautela, por período de tempo bastante curto”.
A taxa média das compras parceladas com juros, do parcelamento da fatura do cartão de crédito e dos saques parcelados subiu 2,3 pontos percentuais e ficou em 151,8% ao ano.
A taxa do crédito pessoal subiu 3,9 pontos percentuais para 132,2% ao ano. Já a taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) caiu 0,2 ponto percentual para 29,2% ao ano.
A taxa média de juros cobrada das famílias subiu 0,5 ponto percentual, de junho para julho, quando ficou em 71,9% ao ano.
A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas ficou estável em 6,2%.
Para Maciel, a inadimplência está “bem-comportada”, por influência de critérios mais rigorosos dos bancos na concessão de crédito.
A taxa de inadimplência das empresas subiu 0,1 ponto percentual e ficou em 5,2%. A taxa média de juros cobrada das pessoas jurídicas ficou em 30,4% ao ano, alta de 0,1 ponto percentual em relação a junho.
Esses dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.
No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa de juros para as pessoas físicas subiu 0,1 ponto percentual para 10,6% ao ano. A taxa cobrada das empresas subiu 1 ponto percentual para 12,7% ao ano. A inadimplência das famílias ficou em 1,8%, com alta de 0,1 ponto percentual em relação a junho. A taxa de inadimplência das empresas ficou estável em 1,1%.
O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos caiu 0,4%, em julho e 3,2%, no ano. No mês passado, o saldo ficou em R$ 3,115 trilhões. Esse valor correspondeu a 51,4% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB), ante o percentual de 52,9% registrado em junho deste ano.
Segundo Maciel, em meses de julho não costuma haver queda no crédito. “Efetivamente o mercado de crédito evolui de uma maneria bastante contida ao longo deste ano, refletindo principalmente um nível de atividade em patamar baixo”, disse. Maciel também destacou que o baixo nível de confiança na economia e os juros mais caros também afetam o saldo do crédito. Maciel disse ainda que, no próximo mês, o BC deve revisar para baixo a previsão de crescimento do crédito, este ano. De acordo com a estimativa divulgada em junho, o crédito deve crescer 1%. O BC divulga as projeções trimestralmente.
Fonte - Agência Brasil  25/08/2016

Secretário Carlos Martins (Sedur-Ba) visita obras do sistema viário Águas Claras/Cajazeiras

Infraestrutura Urbana

O sistema viário integra a futura Avenida 29 de Março, via responsável pela ligação entre a Avenida Orlando Gomes, já duplicada pelo Governo, e a BR-324. Essas intervenções urbanas fazem parte da Linha Vermelha, corredor que vai ligar os bairros de Piatã e Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador.

Da redação
foto - Daniele rodrigues/Ascom-Sedur
Em breve, Salvador vai ganhar um novo sistema viário na região de Águas Claras/Cajazeiras. A obra, em reta final de conclusão, foi visitada nesta quinta-feira (25), pelo secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Carlos Martins. Acompanhado do presidente da Conder, José Lúcio Machado, e do diretor de Obras Estruturantes da Conder, Sérgio Silva, o titular da Sedur percorreu todo o sistema viário Águas Claras/Cajazeiras e acompanhou de perto os ajustes finais para a conclusão da obra, com serviços de urbanização e infraestrutura.
“Podemos notar que a obra se encontra na fase dos últimos ajustes. E que é uma obra que vai mudar para melhor essa região, desafogando o trânsito, trazendo mais comodidade para os moradores de Águas Claras e Cajazeiras, e também para quem segue no sentido BR-324”. As obras incluem novos acessos e trechos, que vão influenciar diretamente também no acesso à Via Regional e à BA-528 (Estrada do Derba).
O sistema viário integra a futura Avenida 29 de Março, via responsável pela ligação entre a Avenida Orlando Gomes, já duplicada pelo Governo, e a BR-324. Essas intervenções urbanas fazem parte da Linha Vermelha, corredor que vai ligar os bairros de Piatã e Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador.

foto - Daniele Rodrigues/Ascom-Sedur
Na visita, os gestores chegaram até as proximidades do local que abrigará futuramente a estação de metrô de Águas Claras, que fará parte do Tramo 3 do metrô, com a ampliação da Linha 1 (cujo edital foi lançado no último dia 13). Futuramente, a região ainda receberá a nova Rodoviária de Salvador, que será vizinha da estação de metrô.
Com investimento de R$ 50 milhões, oriundos do Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, e contrapartida estadual, o novo sistema viário é formado por uma via marginal à BR-324, com extensão de 1,9 quilômetro incluindo um viaduto sobre a Rua Célia Nogueira, e um conjunto de vias totalizando 4,2 quilômetros, dispondo de alças de acesso à BR-324 e um acesso ao sistema de transporte (BRT), além de ciclovia, passeios com piso tátil, escadas, passagem para pedestres, sinalização e paisagismo.
Com informações da Sedur  25/08/2015

Furto de cabos interrompe circulação de trens em trechos do Grande Rio

Transportes sobre trilhos

As estações Saracuruna, Campos Elíseos e Jardim Primavera, em Saracuruna, e aquelas nas extensões Vila Inhomirim e Guapimirim ficaram fechadas por quatro horas para embarque e desembarque. O ramal, que normalmente começa a funcionar por volta das 4h, só abriu às 8h40.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Um furto de cabos de energia nas proximidades da estação Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, provocou a interrupção da circulação de trens em alguns trechos do Grande Rio. Houve prejuízos ao tráfego no ramal Saracuruna (entre Gramacho e Saracuruna) e nas extensões Vila Inhomirim e Guapimirim.
As estações Saracuruna, Campos Elíseos e Jardim Primavera, em Saracuruna, e aquelas nas extensões Vila Inhomirim e Guapimirim ficaram fechadas por quatro horas para embarque e desembarque. O ramal, que normalmente começa a funcionar por volta das 4h, só abriu às 8h40.
A concessionária Supervia informou, por meio de nota, que “repudia ações como essa, que danificam o patrimônio público e causam transtorno a milhares de pessoas". A concessionária vai registrar boletim de ocorrência na delegacia.
Fonte - Agência Brasil  25/08/2016

A uberização das relações de trabalho no Brasil

Ponto de Vista

Desde a transição da sociedade agrária para a urbana e industrial, iniciada na década de 1930, aos dias de hoje, o Brasil conheceu quatro distintas recessões econômicas, com impactos decisivos sobre os direitos sociais e trabalhistas.Na atual recessão, os direitos sociais e trabalhistas voltaram a ser ameaçados,exigindo resposta firme e consistente do conjunto dos trabalhadores.

Marcio Pochmann* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
A cantilena da redução dos direitos voltou a ser entoada, sob o coro dos patrões.
A terceirização e a “simplificação” trabalhista apontam para a uberização das relações de trabalho no Brasil.
Desde a transição da sociedade agrária para a urbana e industrial, iniciada na década de 1930, aos dias de hoje, o Brasil conheceu quatro distintas recessões econômicas, com impactos decisivos sobre os direitos sociais e trabalhistas.
De todas, constata-se que em duas delas houve o sentido geral de reação organizada da sociedade que permitiu a ampliação dos direitos da classe trabalhadora, enquanto em apenas uma percebeu-se o retrocesso.
Na atual recessão, os direitos sociais e trabalhistas voltaram a ser ameaçados, exigindo resposta firme e consistente do conjunto dos trabalhadores.
Na grande recessão do início da década de 1930, por exemplo, o envolvimento dos trabalhadores se mostrou fundamental para a difusão de uma diversificada e heterogênea legislação social e trabalhista.
Com isso, somente no ano de 1943, com a implementação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os trabalhadores urbanos passaram a deter inéditos direitos sociais e trabalhistas.
Na sequência, a grave recessão do início dos anos de 1980 descortinou uma nova etapa de lutas dos trabalhadores voltada para a proteção das ocupações, bem como a redução da jornada de trabalho, entre outras reivindicações.
O resultado disso foi a aprovação pela Constituição Federal de 1988 do novo patamar dos direitos sociais e trabalhistas.
Dois anos depois, contudo, a recessão do início da década de 1990 implicou retrocesso aos direitos da classe trabalhadora. Com a adoção do receituário neoliberal, o objetivo de enfraquecer o mundo do trabalho foi alcançado, mostrando-se fundamental para evitar a reação organizada da sociedade ao rebaixamento das condições e relações de trabalho.
Desde o ano de 2015 que o Brasil convive com a quarta recessão econômica, cujos efeitos têm sido a ampliação do sofrimento humano, sobretudo dos trabalhadores que passaram a ter rendimento menor e ocupações a menos. O desemprego generalizado e a pobreza crescente apontam para direção inversa à verificada nos anos 2000.
Tal como nos governos neoliberais durante os anos de 1990, a velha cantilena da redução dos direitos sociais e trabalhistas voltou a ser entoada pelo governo sob o coro dos patrões. Não apenas a nova lei da terceirização, como a simplificação trabalhista propostas apontam para a uberização das relações de trabalho no Brasil.
O propósito atual de enxugar os direitos sociais e trabalhistas assenta-se na ideia de que quanto menor o custo de contratação do trabalho pelo empregador, maior a possibilidade de elevar a competitividade da empresa, permitindo, na sequência, elevar o nível de emprego. Mas ao mesmo tempo em que o emprego da mão de obra é custo para o patrão, também é o rendimento para os ocupados.
Com menor rendimento e maior flexibilidade contratual, os trabalhadores consomem menos ainda, fazendo contrair, em consequência, o consumo. E, por sua vez, a provocação da queda da demanda na economia como um todo, fazendo aumentar o desemprego da força de trabalho. Retrocesso em cima de retrocessos.
*Marcio Pochmann, economista, ex-presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). Artigo publicado originalmente na Rede Brasil Atual em 13/08/2016
Fonte - Portogente - 25/08/2016