quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Bahiatursa fortalece vinda de voos charters para Bahia

Turismo

Para apresentar e fortalecer a imagem do estado, técnicos da Superintendência de Fomento ao Turismo (Bahiatursa) estiveram em Portugal, no último mês de outubro, participando dos roadshows das operadoras e apresentando os atrativos da Bahia.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Três operadoras portuguesas, a Soltrópico, Solférias e Exóticoonline, trarão mais de mil turistas para conhecer os encantos baianos em três voos charters que chegam em dezembro. Para apresentar e fortalecer a imagem do estado, técnicos da Superintendência de Fomento ao Turismo (Bahiatursa) estiveram em Portugal, no último mês de outubro, participando dos roadshows das operadoras e apresentando os atrativos da Bahia. Os visitantes querem conhecer Salvador, o Litoral Norte e as diversas opções de sol e praia que o estado oferece.
No evento da Soltrópico, que aconteceu no Funchal, na Ilha da Madeira, participaram cerca de 150 agências de viagens de Portugal, assim como entidades oficiais, hotéis e a companhia aérea TAP. A Soltrópico terá uma operação charter, um voo para o fim de ano em Salvador, com partida de Lisboa em 26 de dezembro de 2017 e regresso em 2 de janeiro de 2018. “Neste evento, fortalecemos a imagem da Bahia como destino turístico rico em atrativos e novos produtos, junto aos agentes de viagens, dando um incremento nas vendas de pacotes para a Bahia”, disse a diretora de Promoções da Bahiatursa, Regina Ahmed.
No roadshow Sol & Férias Num Brasil Exótico participaram 850 agências de viagens de Portugal e também entidades oficiais, hotéis e a companhia aérea TAP. Foram cinco eventos realizados nas cidades de Funchal, Coimbra, Porto, Lisboa e Vilamoura. Este ano, as operadoras terão dois voos charters para a Bahia, também com partida em 26 de dezembro de 2017 e regresso em 2 de janeiro de 2018, vindo do Porto e de Lisboa, com primeira classe e classes executiva e econômica, algo inédito, apostando no turismo de alto padrão.
A Solférias e a Exóticoonline são duas operadoras que há oito anos assumem diversos fretamentos para a Bahia, tanto no Réveillon como na Páscoa. Foram pioneiras ao lançar os voos diretos Porto/Salvador. Em 2018, já pensam em ter três no Réveillon e fechar algo para a Páscoa.
“Nos eventos, nos preocupamos em apresentar a Bahia como um todo. Mostrar as nossas 13 zonas turísticas e as novidades do destino. Foram boas oportunidades para a Bahiatursa divulgar a Bahia para um público específico e selecionado, por meio de encontros realizados por operadoras muito bem conceituadas no mercado”, destaca o superintendente da Bahiatursa, Diogo Medrado.
Além dos charters para o fim de ano, existem seis frequências de voos operados pela companhia aérea TAP, que proporcionam ao turista português uma boa conectividade no trecho Lisboa/Salvador, além das duas frequências da Air Europa que voam de Madri. A Bahiatursa participou ainda, naquele país, da Expo Abreu, uma das mais importantes feiras de turismo de Portugal, que registrou a presença de mais de 40 mil visitantes.
Com informações da Secom Ba.  22/11/2017

Coppe/UFRJ promove workshop sobre Maglev Cobra

Transportes sobre trilhos  🚅

O evento reunirá especialistas de várias áreas para discutir as perspectivas de desenvolvimento do projeto do trem de levitação magnética, desenvolvido na Coppe, um caso de sucesso de pesquisa e tecnologia da universidade pública brasileira.

Abifer
Maglev Cobra
A Coppe/UFRJ promove no próximo dia 29 de novembro o “Workshop MagLev-Cobra: Investimento, Interdisciplinaridade, Pesquisa & Desenvolvimento”. O evento reunirá especialistas de várias áreas para discutir as perspectivas de desenvolvimento do projeto do trem de levitação magnética, desenvolvido na Coppe, um caso de sucesso de pesquisa e tecnologia da universidade pública brasileira.
Na abertura do evento, o professor Richard Stephan fará uma apresentação do projeto desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Aplicação de Supercondutores (Lasup) da Coppe, sob a sua coordenação.
Também serão discutidas as perspectivas financeiras para a implementação do Maglev-Cobra, o interesse da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e a possibilidade de parcerias com investidores chineses.
Aberto ao público, o workshop será realizado, das 10 às 13 horas, no Auditório André Rebouças, bloco D, sala 220, Centro de Tecnologia, Cidade Universitária.
Fonte - ANPTrilhos  21/11/2017

Novo projeto do VLT de Cuiabá exclui trincheira e "enxuga" terminais em Cuiabá e Várzea Grande

Transportes sobre trilhos  🚄 

As modificações foram anunciadas pelo secretário de Estado de Cidades (Secid), Wilson Santos, que reafirmou a intenção do governo do Estado em realizar nova licitação para finalizar o modal. Contudo, segundo Santos, o Estado ainda não tem o valor definido para a realização desta nova concorrência pública.

FolhaMax - RF
foto - ilustração/arquivo
Caso seja retomado, o projeto inacabado do veículo leve sobre trilhos (VLT), entre Cuiabá e Várzea Grande, será alterado como forma de enxugar os gastos com a obra, que já custou aos cofres públicos mais de um R$ 1 bilhão. Para isso, o governo do Estado decidiu excluir a trincheira Luiz Felipe, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, mais conhecida como avenida do CPA, na capital, e instalar estações mais simples.
As modificações foram anunciadas pelo secretário de Estado de Cidades (Secid), Wilson Santos, que reafirmou a intenção do governo do Estado em realizar nova licitação para finalizar o modal. Contudo, segundo Santos, o Estado ainda não tem o valor definido para a realização desta nova concorrência pública. “Esse número não temos. A Secretaria de Estado de Cidades está trabalhando e a ordem do governador Pedro Taques é de que a gente possa dar uma enxugada no projeto”, disse. “Na Avenida do CPA, próximo a Havan, havia um projeto de trincheira, mas essa vai ser excluída”, completou.
Em 2013, o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, que vinha tocando os trabalhos, chegou a dar início à obra de construção da trincheira, o que causou a interdição parcial da pista e transtornos aos comerciantes e moradores da região. Até então, a trincheira projetada para ter 300 metros vinha sendo considerada como essencial para a implantação da via permanente do VLT na Avenida do CPA.
Mas, as mudanças não param por aí. Segundo Santos, também estão previstas mudanças nos terminais. “As estações serão mais simples e vamos diminuir os gastos com as estações. Estamos dando uma desidratada no projeto para baratear esse preço final. Quanto vai custar nós não sabemos ainda por que não temos esse orçamento fechado”, informou.
Conforme Santos, para a operação do sistema a ideia é firmar parceria pública privada, a chamada PPP. “Então, será um misto. Será feito licitação para contratação de uma empresa ou de um consórcio para concluir o VLT, sendo que faltam 45%, e uma parceria pública privada para a operação do modal e algumas ações de desenvolvimento urbano”, informou.
Escolhida a empresa, serão necessários mais 24 meses para conclusão dos trabalhos, ou seja, somente em 2020, após as comemorações dos 300 anos de Cuiabá, é que a população cuiabana e a várzea-grandense poderá se beneficiar no novo modal, previsto incialmente para a Copa do Mundo de 2014.
A intenção do Estado é lançar a licitação já no início de 2018. Porém, ainda existe a possibilidade do Consórcio VLT tentar judicializar o processo. Em agosto deste ano, o governo rompeu definitivamente as negociações com o consórcio.
A medida foi tomada após a Operação Descarrilho, deflagrada pela da Polícia Federal, apontando fraudes na licitação, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes que teriam ocorridos durante a escolha do VLT. Antes, o Estado havia acordado o valor R$ 992 milhões para que a obra fosse concluída.
Mesmo com o rompimento, o Consórcio VLT ainda tem um crédito de mais de R$ 300 milhões, montante reconhecido pelo Estado e referente a três medições (setembro, outubro e novembro de 2014). “Essas três medições somadas a 28 reajustes que nunca foram pagos e atualização financeira chegaram em valores de maio de 2017 a R$ 313 milhões”, frisou.
Pelo projeto inicial, o modal terá dois eixos, Aeroporto-CPA e Centro-Coxipó, e será implantado no canteiro central das avenidas João Ponce de Arruda e FEB, em Várzea Grande; XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), CPA, Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, totalizando 22 quilômetros de extensão.
Fonte - Revista Ferroviária  21/11/2017

A engenharia e o futuro do mundo

Sustentabilidade  🏭

A posição foi reforçada em entrevista especial ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (21/11), em que ele diz que “o futuro do mundo depende dos engenheiros”.Para o professor, no caminho do desenvolvimento sustentável, o mundo também precisa de cinco grandes transformações e é só com o auxílio de universidades e de centros de pesquisa que elas poderão se tornar realidade.

Assessoria de Comunicação - Porto Gente
Economista norte-americano destaca papel dos engenheiros
e a importância das universidades e centros de pesquisa
na busca pelo desenvolvimento sustentável.
roto -  Felipe Maeda/Agência Fapesp
“Precisamos de engenheiros trabalhando em questões referentes ao desenvolvimento sustentável, pois são problemas sistêmicos que precisam de um novo desenho para serem superados”, disse o economista norte-americano Jeffrey Sachs, em palestra realizada no dia 17 de novembro, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A posição foi reforçada em entrevista especial ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (21/11), em que ele diz que “o futuro do mundo depende dos engenheiros”.
Para o professor, no caminho do desenvolvimento sustentável, o mundo também precisa de cinco grandes transformações e é só com o auxílio de universidades e de centros de pesquisa que elas poderão se tornar realidade. São elas, conforme Sachs: a descarbonização da energia; o uso sustentável do solo; o desenvolvimento de cidades sustentáveis; a instituição de serviços públicos de qualidade (saúde e educação); e a criação de institutos de pesquisa que auxiliem nessa transformação geral da sociedade. Ele vaticina: “Sem a ciência, não saberíamos o que está acontecendo conosco. Mas é preciso fazer uma distinção entre ciência básica e ciência aplicada. Por isso, precisamos de engenheiros. São eles que desenvolvem coisas, sejam tecnologias, ferramentas, softwares, hardwares, ideias ou máquinas. Parte do que precisamos agora são engenheiros que possam desenhar um novo sistema de baixo carbono, de energia, de água.”
Sachs está à frente de discussões sobre liderança em desenvolvimento sustentável há décadas, sendo considerado, inclusive, uma das forças motrizes por trás da criação dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, plano que antecedeu os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (SDGs). “Tínhamos cerca de 300 objetivos que concentramos em 17”, disse.
Para ele, dos três pilares que sustentam o desenvolvimento sustentável –econômico, social e ambiental – o ambiental é o mais difícil de ser resolvido. “Porque ele é irreversível e não temos como atingir os outros dois pilares sem ele”, disse.
Sachs, que está à frente dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) – uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em setembro de 2015, composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030 –, defende que esses profissionais, além de serem contratados para desenvolver coisas que dão lucro, também o sejam para fazer coisas para o bem comum. Nessa perspectiva, ele ensina: “É por isso que precisamos olhar para o desafio do desenvolvimento sustentável não apenas como um problema de mercado, orientado pelo mercado, mas também como uma atividade orientada para o bem social e o interesse público, financiada por governos, filantropos, e impostos sobre empresas e pessoas mais ricas.”
Em entrevista recente ao Jornal do Engenheiro, do SEESP, a engenheira Karin Marins, professora do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), também observou que “todas as modalidades da engenharia estão, de certa forma, tocando o tema da sustentabilidade”. Sobre os 17 ODSs da agenda da ONU, ela acredita que a engenharia, por sua ampla inserção econômica e social, permeia a resolução de importantes desafios para consecução dos referidos objetivos. “Entretanto, entendo que alguns desafios podem ter uma atuação mais decisória da engenharia, instrumentalizando ações de forma mais direta, como a educação abrangente e inclusiva, a construção de infraestruturas e cidades resilientes e inclusivas, e promoção de padrões de produção e consumo mais sustentáveis.”
>> Leia aqui a íntegra da entrevista “Futuro do mundo depende dos engenheiros, diz economista Jeffrey Sachs"
Fonte - Portogente   22/11/2017

terça-feira, 21 de novembro de 2017

OIT diz que há mais de 70 milhões de jovens desempregados no mundo

Internacional  👷

O documento divulgado ontem (20) mostra que, em 2016, a taxa global de desemprego juvenil ficou em 13%. Para 2017, deve ficar um pouco acima, em 13,1%. Apesar do pequeno aumento, o indicador representa melhora significativa se comparado ao auge da crise, em 2009, quando foram registrados 76,7 milhões de jovens desempregados no mundo.

Marieta Cazarré - Agência Brasil
foto - ilustração
O relatório “Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2017", lançado pela Organização Mundial do Trabalho (OIT) alerta para o desemprego juvenil, que atinge 70,9 milhões de jovens no mundo. Para 2018, a estimativa é de que o desemprego entre a população jovem aumente ainda mais, chegando a 71,1 milhões de pessoas.
O documento divulgado ontem (20) mostra que, em 2016, a taxa global de desemprego juvenil ficou em 13%. Para 2017, deve ficar um pouco acima, em 13,1%. Apesar do pequeno aumento, o indicador representa melhora significativa se comparado ao auge da crise, em 2009, quando foram registrados 76,7 milhões de jovens desempregados no mundo.
Se considerarmos apenas a América Latina e o Caribe, a taxa de desemprego juvenil ficou em 19,6% em 2017, o que representa 10,7 milhões de pessoas. Os piores indicadores são observados nos Estados árabes (30%) e no norte da África (28,8%).
De acordo com o relatório, cerca de um quinto dos jovens em todo o mundo não estão empregados, estudando ou em treinamento. Apesar da recuperação econômica, o desemprego permanece alto, e os jovens são mais propensos a estar desempregados do que os adultos ao redor do mundo.
O documento revela que, entre os jovens, os baixos níveis de produtividade e uma grande informalidade continuam a ser desafio. Na medida em que as populações envelhecem, a força de trabalho jovem terá que cada vez mais apoiar as pessoas idosas. Essas condições globais exigem esforços concertados para garantir que jovens, tanto mulheres quanto homens, tenham acesso a empregos decentes.
De acordo com o estudo, a diferença nas taxas de desemprego entre jovens e adultos quase não mudou na última década, ilustrando as enormes desvantagens que a juventude enfrenta no mercado de trabalho.
Atualmente, dois em cada cinco jovens na força de trabalho estão desempregados ou estão trabalhando enquanto continuam na pobreza, uma realidade que afeta sociedades do mundo todo.
Em 2017, 39% dos 160,8 milhões de jovens trabalhadores no mundo emergente e em desenvolvimento vivem em pobreza moderada ou extrema, ou seja, com menos de U$ 3,10 por dia. No entanto, há uma leve tendência de que este indicador melhore em 2018, com 158,5 milhões de jovens no mundo trabalhando e vivendo na pobreza (38,5%).

Mulheres
Em 2017, a taxa global de participação delas na força de trabalho é 16,6 pontos percentuais menor que a dos homens, sendo a participação masculina na força de trabalho equivalente a 53,7% e a feminina, 37,1%. Na América Latina, a diferença chega a 19,2 pontos percentuais, sendo os homens responsáveis por 59,3% da força de trabalho e as mulheres, por 40,1%.
As taxas de desemprego das mulheres jovens também são significativamente maiores do que as dos homens jovens.
Além disso, a diferença de gênero na taxa de jovens que não estão trabalhando nem estudando ou recebendo treinamento é ainda maior: 34,4% das mulheres jovens, comparado a 9,8% dos homens jovens. Globalmente, somando homens e mulheres jovens, são 21,8% que não estudam nem trabalham.

Informalidade
Para muitos deles, presente e futuro estão na economia informal. No mundo todo, três em cada quatro jovens mulheres e homens empregados estão no emprego informal (76,7%). A informalidade é comparativamente menor entre os adultos empregados, embora a taxa seja também alta (57,9%). Nos países em desenvolvimento, essa proporção chega a 19 em cada 20 jovens mulheres e homens (96,8%).
Em todos os países emergentes, os jovens em emprego informal representam 83% dos que estão empregados, quase 20 pontos percentuais maior do que entre os adultos. A informalidade é menor, mas ainda relevante, nos países desenvolvidos, onde atinge pouco menos de 20% dos jovens que trabalham.

Outros resultados
O relatório também revela que os setores com algumas das maiores taxas de crescimento de emprego juvenil na última década incluem finanças, comércio e saúde.
No Brasil, 70% dos jovens empregados na saúde são do sexo feminino. O setor de comércio, hotéis e restaurantes representou o maior crescimento de empregos entre os jovens quando comparado aos adultos. De acordo com o documento, este aumento pode estar ligado à transição de uma cultura agrícola para uma de serviços.

Novo mundo de trabalho
De acordo com o relatório, os jovens trabalhadores estão embarcando em um novo mundo, muitas vezes em empregos que não existiam no passado. Em média, os jovens trabalhadores agora são mais educados do que as gerações anteriores. Além disso, crescendo em um ambiente mais aberto à tecnologia, eles estão mais bem preparados do que os adultos para colher oportunidades decorrentes da atual onda de tecnologia e podem se adaptar mais facilmente a novos empregos.
Os jovens trabalhadores também têm mais vantagens no uso do computador do que os trabalhadores mais velhos. Uma análise de dados da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) sugere que os trabalhadores jovens são melhores equipados para resolver problemas em ambientes ricos em tecnologia do que os trabalhadores mais velhos.
As habilidades demandadas também estão mudando. Houve um declínio na busca por capacidades de nível médio, enquanto a procura por trabalhadores altamente qualificados e menos qualificados está crescendo, contribuindo para uma maior polarização no mercado de trabalho.
A demanda por jovens altamente qualificados cresceu fortemente em países de renda alta, enquanto nos países em desenvolvimento e emergentes houve um aumento no trabalho de baixa habilidade.
Fonte - Agência Brasil  21/11/2017

Mesmo com decisão do TRT/10, metrô amanhece fechado no 13º dia de greve

Transportes sobre trilhos  🚇

Assim como na segunda-feira (20/11), nenhuma das 24 estações do Metrô/DF abriu. As portas fechadas contrariam a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT/10), que determinou o funcionamento de, ao menos, 90% do serviço.

Correio Braziliense - RF
foto - ilustração/arquivo
O embate entre sindicato e governo continua a causar transtornos ao brasiliense. A greve dos metroviários chegou, nesta terça-feira (21/11), ao 13º dia. Assim como na segunda-feira (20/11), nenhuma das 24 estações do Metrô/DF abriu. As portas fechadas contrariam a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT/10), que determinou o funcionamento de, ao menos, 90% do serviço.
Na noite de segunda-feira, o Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô) pediu ao TRT/10 para enviar ao trabalho menos servidores do que o estipulado pelo tribunal. No entanto, o desembargador Pedro Luís Vincentin Foltran manteve o mínimo de 90% no funcionamento.
Mesmo com a população obrigada a desembolsar mais dinheiro para não ter de cancelar compromissos, o jogo de empurra entre o Sindmetrô e a estatal parece longe do fim. O Metrô/DF alega que apenas 19 dos 110 funcionários escalados para hoje apareceram para trabalhar, o que é insuficiente para colocar os trens em circulação.
A categoria, no entanto, acusa "falta de diálogo" por parte da empresa, que teria "se recusado a negociar escala de trabalho e operação de greve".
Dos 13 dias de greve, este é o quinto em que nenhuma estação funciona, o quarto consecutivo. Somente em 12 de novembro, data da aplicação da segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio, o metrô abriu normalmente.

Trânsito amanhece complicado

Com o transporte público em pane, vias importantes que cortam o Distrito Federal registram engarrafamento nas primeiras horas desta manhã. O trânsito ficou quase parado na DF-079 (Park Way) e na BR-070 (Taguatinga, altura do Cemitério).
Houve lentidão na BR-040, na DF-001 e na EPTG e na Via Estrutural. No Setor Policial Sul, um acidente sem gravidade também complicou o trânsito na pista que une o final da Asa Sul às rodovias de ligação à parte Oeste do DF.
Para aliviar o prejuízo causado pela greve, tanto o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF) quanto o Departamento de Trânsito do DF (Detran/DF) liberaram as faixas exclusivas para os ônibus nas cidades. A medida vale até as 23h59 desta terça-feira. A única exceção é a faixa do BRT, que, sob hipótese alguma, pode ter tráfego de carros.
Fonte - Revista Ferroviária  21/11/2017

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Metrô de Salvador comemora com exposição fotográfica e oficina de turbantes o dia da Consciência Negra

Consciência Negra  👍

CCR Metrô Bahia celebra Dia da Consciência Negra com exposição fotográfica e oficina de turbantes.A ação conta com a Exposição de Fotos Candaces – Espelho Contemporâneo, Rainhas Ancestrais, da historiadora e ativista social Elza Elisa Pereira, que apresenta o empoderamento da mulher negra através de fotografias de mulheres comuns

CCR
divulgação/CCR
Para marcar a passagem do Dia da Consciência Negra, lembrado no próximo dia 20, a CCR Metrô Bahia vai promover atividades para os usuários, entre os dias 20 e 24 de novembro, na Estação Acesso Norte. A ação conta com a Exposição de Fotos Candaces – Espelho Contemporâneo, Rainhas Ancestrais, da historiadora e ativista social Elza Elisa Pereira, que apresenta o empoderamento da mulher negra através de fotografias de mulheres comuns. A mostra que fica em cartaz entre os dias 20 e 24 de novembro, faz uma analogia com as candaces - mulheres fortes, mães e rainhas -, representadas, atualmente, por donas de casa, trabalhadoras e mulheres guerreiras.
Na segunda-feira (20), das 14h às 19h, a Estação Acesso Norte também vai receber uma oficina de turbantes, comandada pela turbantista e fundadora da Oro Mi Maió Artes, Dani Santana. A facilitadora da oficina é uma das modelos da exposição Candaces e vai ensinar técnicas para amarrações de turbantes, acessórios marcantes da moda africana. As ações que fazem parte do projeto Vem pra Cá – calendário de eventos que acontecem nas Estações de Metrô -, são gratuitas e abertas ao público.

Dia da Consciência Negra no Metrô de Salvador
Local Estação Acesso Norte
De 20 a 24 de novembro
Oficina e visitação gratuitas
Com informações da CCR Metrô Bahia  20/11/2017

Os riscos da tecnologia

Tecnologia

Invasão da privacidade é uma ameaça real da Internet das coisas (IoT). No caso dos relógios de rastreamento GPS para crianças, eles podem expô-las ao perigo de bandidos em busca de recompensa; ao contrário do que pensam os pais que acham esse dispositivo controlador da localização dos filhos um fator de total segurança.

Portogente
foto - ilustração
A tecnologia tem sido objeto de muita preocupação com relação aos seus riscos. Por isso, medidas são tomadas para evitar danos, muitas vezes irreparáveis. Nesse sentido, um regulamento alemão proibiu a venda de smartwatches para uso de crianças. Eles foram considerados dispositivos de espionagem.
A Agência Federal de Network, que regula esse assunto, já tinha banido o uso de uma boneca conectada à internet, chamada My Friend Cayla, por motivos semelhantes. No caso dos relógios, a agência aconselhou aos pais destruí-los.
Invasão da privacidade é uma ameaça real da Internet das coisas (IoT). No caso dos relógios de rastreamento GPS para crianças, eles podem expô-las ao perigo de bandidos em busca de recompensa; ao contrário do que pensam os pais que acham esse dispositivo controlador da localização dos filhos um fator de total segurança.
Será difícil controlar a fabricação desses relógios e eles continuarão a ser ameaça aos filhos de pais incautos, apesar da regulação. Somente a campanha contínua sobre os perigos atrelados à invasão da privacidade poderá evitar o seu uso por crianças.
Recentemente, o Conselho Norueguês do Consumidor (NCC) alertou que muitos desses relógios apresentavam falhas como transmissão e armazenamento de dados sem criptografia. Isso significa que estranhos, usando técnicas básicas de hacking podem rastrear os movimentos das crianças. Aí mora o perigo.
Fonte - Porotgente  20/11/2017

domingo, 19 de novembro de 2017

Tesla anuncia primeiro projeto de armazenamento de energia solar e eólica do mundo

Tecnologia  💡

O projeto usará doze turbinas Vestas V136, 3.6MW em uma altura de hub de 132 metros; as maiores turbinas eólicas ainda não foram implantadas na Austrália.O armazenamento em bateria de lítio será fornecido pela Tesla. O projeto será construído sob um contrato de construção conjunta gerenciado pela Vestas e Quanta.

Ambiente Energia-Revista Amazônia

No mês passado, foi anunciado que a Tesla está trabalhando com o maior fabricante de turbinas eólicas do mundo, a Vestas, para implantar baterias em seus parques eólicos.
Agora, a Tesla ganhou seu primeiro contrato com a empresa e, como resultado, não é apenas para um parque eólico, mas na verdade o primeiro projeto de armazenamento solar + eólica + energia no mundo.
O Windlab da Austrália está gerenciando o projeto de US $ 160 milhões de energia renovável híbrida do Kennedy Energy Park em North Queensland.
O projeto obteve financiamento da Clean Energy Finance Corporation e da Australian Renewable Energy Agency. As empresas selecionaram a Vestas, Tesla e Quanta para o projeto.

As condições do contrato são as seguuntes:
“O Parque Kennedy consistirá em 43,2MW de energia eólica, 15MW de corrente alternada, de controle solar de eixo único e 4MWh de armazenamento de bateria de lítio.
O projeto usará doze turbinas Vestas V136, 3.6MW em uma altura de hub de 132 metros; as maiores turbinas eólicas ainda não foram implantadas na Austrália.
O armazenamento em bateria de lítio será fornecido pela Tesla. O projeto será construído sob um contrato de construção conjunta gerenciado pela Vestas e Quanta.
O projeto levará um pouco mais de 12 meses para construir e deverá ser totalmente operacional antes do final de 2018. O projeto criará mais de 100 empregos locais durante a construção”.
Eles acreditam que este sistema fornecerá energia para mais de 35 mil casas australianas e servirá como uma demonstração de combinação de armazenamento de energia, energia eólica e energia solar a nível local.

Roger Price, presidente executivo e CEO da Windlab, comentou:
“Nós acreditamos que o Kennedy Energy Park irá demonstrar de que maneira o vento, a energia solar e o armazenamento podem ser combinados para fornecer energia de baixo custo, confiável e limpa para o futuro da Austrália. A adoção mais ampla de projetos como Kennedy pode abordar as recomendações da revisão de Finkel e garantir que a Austrália possa mais do que cumprir seus compromissos em Paris, ao mesmo tempo em que exerce pressão sobre os preços da energia “.
4 MWh de baterias são, na verdade, um projeto relativamente pequeno para a Tesla, especialmente quando se considera o novo e maciço sistema de Powerpack de 100 MW / 129 MWh que eles estão atualmente instalando na Austrália.
Mas a combinação de energia solar e de vento é a parte interessante aqui. Se bem sucedido, eles podem acabar escalando a capacidade de armazenamento de energia com a capacidade de energia eólica e solar, o que deverá ser bastante significativo neste local.
Queensland tem ventos fortes, mas a geração de vento na região é tendenciosa para o final da tarde, e é por isso que faz sentido adicionar armazenamento e energia solar à mistura.
Fonte - Revista Amazônia  19/11/2017

sábado, 18 de novembro de 2017

Políticas ambientais viram moeda de troca

Meio ambiente  🌵

“O fato de um país se candidatar a sediar uma conferência climática da ONU não significa que ele tenha boas práticas de política ambiental.” A análise é de Pedro Telles, especialista em mudanças climáticas do Greenpeace, ao comentar a proposta apresentada pelo Brasil, no encerramento da COP 23, na Alemanha, de ser sede da COP 25 em 2019."O que se vê hoje no Brasil é que políticas ambientais se tornaram uma moeda de troca no Congresso de uma maioria ruralista, com objetivos muito claros, um governo frágil, que está negociando tudo que pode para se manter no poder", diz o especialista. 

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
Falando com exclusividade à Sputnik Brasil, o representante do Greenpeace exemplifica a análise com o caso da Polônia que, em 2018, vai sediar outra conferência sobre o clima, apesar de o país ser ainda hoje um dos maiores produtores de carvão mineral, combustível considerado como o mais nocivo em termos de gases que provocam o aquecimento global. Com relação ao Brasil, Telles diz que o país ainda tem uma longa agenda de compromissos a ser cumprida em relação à proteção ambiental, apesar de alguns avanços pontuais registrado nos últimos meses, como a redução do desmatamento.
Na Alemanha, o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, justificou a pretensão brasileira pela longa tradição que o país tem em debates globais sobre questões ambientais, desde a realização da Rio 92 e outros grandes eventos sobre o tema. Segundo o ministro, o Brasil reduziu o desmatamento em 28%, sendo a maior parte na Região Amazônica desde o início do ano.
"O que se vê hoje no Brasil é que políticas ambientais se tornaram uma moeda de troca no Congresso de uma maioria ruralista, com objetivos muito claros, um governo frágil, que está negociando tudo que pode para se manter no poder", diz o especialista.
Telles admite que, nos últimos meses, aconteceu uma queda no nível de desmatamento, mas de uma forma muito mais conjuntural do que estrutural, isso porque há uma tendência de aumento nos últimos quatro, cinco anos. Segundo ele, o Brasil reduziu muito o desmatamento entre 2002 e 2012, mas de lá para cá a tendência foi de estabilização e depois de novo aumento, e nada indica que vá voltar a cair no longo prazo.
Com relação à China, que vem sendo apontada por especialistas como sendo um dos países que deram uma grande guinada, partindo para busca de fontes alternativas de energia, Telles diz que são muito poucas as semelhanças entre o Brasil e o país asiático.
"A China tinha uma participação enorme do carvão em sua matriz. No Brasil, a participação de carvão não é muito grande em termos de geração de energia, não chega nem a 10%, mas é muito desproporcional em termos de geração de poluentes. Na verdade, o investimento em carvão hoje é muito irracional, mas tem uma força política considerável, principalmente no Sul do país. Está no hora de o Brasil acabar com o carvão. O BNDES, já no ano passado, anunciou que parou de financiar carvão no país. Está na hora de o governo falar que, nos próximos leilões de energia, carvão não será opção", afirma o especialista do Greenpeace.
Com relação aos subsídios de R$ 1 trilhão que o governo brasileiro pretende oferecer às empresas petrolíferas, nos próximos 25 anos, como incentivo à produção no pré-sal, Telles diz que essa política é incompatível com os compromissos ambientais assumidos pelo Brasil junto à comunidade internacional.
"O Acordo de Paris apontou claramente para o fim dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás). Os investimentos em combustíveis fósseis na prática já se mostram muito menos inteligentes do que se prometia, com retorno menor em muitos casos. É claro que a gente não vai, de um ano para o outro, acabar com o petróleo. Ele é uma parte elementar da sociedade e da economia brasileira, mas suas coisas são necessárias."
A primeira mudança, na visão do especialista do Greenpeace, é que novas fronteiras de petróleo não são mais aceitáveis.
"Temos acesso a bem mais petróleo do que poderíamos explorar, se quisermos nos manter abaixo de 1,5 grau Celsius de aquecimento. A segunda é que o governo tem que ter um plano claro de como vai descontinuar essa fonte. O investimento em petróleo no Brasil nos próximos anos representa 70% do total em energia e isso tem que mudar", finaliza Telles.
Fonte - Sputnik  17/11/2017

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Poderes e saberes da finança

Ponto de Vista  🔍

Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro”.

Luiz Gonzaga Belluzzo - Portogente
Luiz Gonzaga Belluzzo
No Congresso do Partido Democrata, em 1936, o então presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, discursou sobre as ameaças da oligarquia financeira para a sociedade: “Era natural e talvez humano que os príncipes privilegiados dessa nova dinastia econômica, sedentos por poder, tentassem alcançar o controle do próprio governo. Eles criaram um novo despotismo e o embrulharam nos vestidos de sanções legais. Em seu serviço, novos mercenários procuraram regimentar o povo, seu trabalho e sua propriedade”.
O professor Mauricio Abdalla, da Universidade Federal do Espírito Santo, fez circular um artigo certeiro a respeito de quem manda e de quem obedece.

Escreve o professor:
“O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais. Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.
“O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.
Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de ‘imprensa’, ou seja, instituições autônomas cujo objeto é a notícia e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.
Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro”.
Os dizeres e poderes dos senhores e fâmulos da finança não são, portanto, proclamados e exercidos tão somente nos gabinetes almofadados de Wall Street ou – orgulho nacional!!! – nas salas do Itaim Paulista. Os preceitos e as recomendações dos financistas invadiram as redações, surrupiaram a academia e capturaram o espírito protestante das religiões utilitaristas. A ética do enriquecimento pelo trabalho celebrada por Max Weber sucumbiu aos confortos do dinheiro que produz dinheiro.
Em estudo recente, o Instituto Roosevelt afirma que esse fenômeno caracteriza a economia global desde o início dos anos 1980. O trabalho aponta que os lucros no setor financeiro, que representavam menos de 10% do total dos lucros corporativos em 1950, cresceram para, aproximadamente, 30% em 2013. Em 1970, os cinco maiores bancos detinham 17% dos ativos bancários agregados, mas em 2010 passaram a deter 52% (Dallas Fed).
Nas últimas décadas, as ondas de fusões e aquisições elevaram o grau de centralização: os 25 maiores bancos do mundo tinham 28% dos ativos dos mil (1.000) maiores bancos em 1997; em 2009, mais de 45%. Dos 4 trilhões de dólares em transações diárias com moedas, 52% delas são realizadas pelos cinco maiores bancos.
No que tange aos bancos de investimento, os dez maiores concentram 53% das receitas. Baseados principalmente em seus clientes mais ricos, já que os 10% mais ricos geram 80% de suas receitas, os bancos se conglomeraram e se tornaram verdadeiros supermercados financeiros, capazes de oferecer todo tipo de serviço financeiro a pessoas físicas e jurídicas.
Em seu livro Tempo Comprado: A crise adiada do capitalismo democrático, o sociólogo e economista alemão Wolfgang Streeck expõe as dificuldades impostas nos dias de hoje aos governos democraticamente eleitos, escandalosamente submetidos aos ditames dos mercados financeiros e da mídia-empresa. Esse aprisionamento enseja a divulgação das banalidades negativas sobre o Estado de Bem-Estar Social: o cobrador de impostos, competidor com o setor privado nos mercados de dívida.
Ao comentar a crise financeira de 2008, o sociólogo e economista italiano Luciano Gallino aponta a impiedade dos mercados em condenar as vítimas:
“Por muito tempo, vocês viveram acima de seus meios, referindo-se à medicina gratuita, às pensões públicas excessivamente generosas, ensino gratuito ou financiado com taxas mínimas de inscrição”.
Essas tecnologias de governabilidade financista buscam criar nas pessoas um profundo sentimento de culpa, ao difundir a crença do ataque vampiresco dos menos favorecidos sobre o Orçamento do Estado.
*Luiz Gonzaga Belluzzo é economista, professor, consultor editorial da revista Carta Capital
Fonte - Portogente  17/11/2017

56,1% da extensão de rodovias avaliadas em Pernambuco apresentam problemas

Infraestrutura/Rodovias  🚗

Segundo a 21ª Pesquisa CNT de Rodovias, 56,1% (1.782 km) da extensão avaliada em Pernambuco é considerada regular, ruim ou péssima. Os pesquisadores da Confederação percorreram 3.183 km no Estado. Foram considerados ótimos ou bons 43,9% (1.401 km) dos trechos analisados.Os dados da  Pesquisa  mostram acréscimo de 20,4% no custo operacional do transporte no Estado

CNT
foto - CNT
Segundo a 21ª Pesquisa CNT de Rodovias, 56,1% (1.782 km) da extensão avaliada em Pernambuco é considerada regular, ruim ou péssima. Os pesquisadores da Confederação percorreram 3.183 km no Estado. Foram considerados ótimos ou bons 43,9% (1.401 km) dos trechos analisados.
Conforme a CNT, rodovias com deficiência reduzem a segurança, além de aumentarem o custo de manutenção dos veículos e o consumo de combustível. No caso de Pernambuco, as vias problemáticas elevam o custo operacional do transporte rodoviário em pelo menos 20,4%.
O estudo considera as condições do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A CNT estima que, só para ações emergenciais de reconstrução e restauração das vias e manutenção de trechos desgastados no Estado, são necessários investimentos em torno de R$ 1 bilhão.

Detalhamento das Condições 

Pavimento
A pesquisa classificou o pavimento como regular, ruim ou péssimo em 39,3% da extensão avaliada em Pernambuco. Já 60,7% dos trechos tiveram pavimento considerado ótimo ou bom e 48,3% da extensão pesquisada apresentou a superfície do pavimento desgastada.

Sinalização
Nessa variável, são observadas a presença, a visibilidade e a legibilidade de placas ao longo das rodovias, além da situação das faixas centrais e laterais. O estudo apontou que há problemas de sinalização em 64,8% da extensão avaliada (classificação regular, ruim ou péssimo). Em 35,2%, o estado é ótimo ou bom. Ao analisar os trechos onde foi possível a identificação visual de placas, 26,8% apresentaram placas desgastadas ou totalmente ilegíveis.

Geometria da via
O tipo de rodovia (pista simples ou dupla) e a presença de faixa adicional de subida (3ª faixa), de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e de acostamento estão incluídos na variável geometria da via. A pesquisa constatou que 88,4% da extensão pesquisada não tem condições satisfatórias de geometria; 11,6% tiveram classificação ótimo ou bom. Pernambuco tem 83,3% da extensão das rodovias avaliadas de pista simples de mão dupla.

Pontos críticos

A pesquisa identificou, ainda, três trechos com erosões na pista, dois com quedas de barreira e dois com buracos grandes. São situações que colocam em risco o condutor e os passageiros, ao trafegarem pelas rodovias dessa Unidade da Federação.

Investimentos
Entre 2004 e 2016, 73,8% dos recursos autorizados pela União para o Estado de Pernambuco foram desembolsados. No primeiro semestre de 2017, a relação total entre pago e autorizado foi de 53,6%. Em Pernambuco, os gastos com adequações de trechos superaram as manutenções no período de 2004 a 2017. A BR-101 foi o principal destino dos desembolsos com adequação, seguida das BRs-408/104.
A qualidade das rodovias públicas federais no Estado melhorou no período, ao considerar que 38,3% da extensão foi classificada como regular, ruim ou péssimo em 2017. Em 2004, o percentual foi de 78,9%. A melhora do pavimento fez com que o aumento do custo operacional diminuísse de 30,0% para 20,4% no período.

Acidentes
Em 2016, foram registrados 3.623 acidentes, cujo custo foi estimado em R$ 500,63 milhões.
Fonte - CNT  17/11/2017

CNT
CNT


Negros ou pardos são 63,7% dos desocupados no país

Economia  👐

Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados hoje (17) e equivalem a 8,3 milhões de negros ou pardos sem ocupação. A taxa de desocupação dessa parcela da população ficou em 14,6%, enquanto a de trabalhadores brancos totalizou 9,9%.

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil
Entre os 13 milhões de desocupados no país no terceiro trimestre, 63,7% eram negros ou pardos. Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados hoje (17) e equivalem a 8,3 milhões de negros ou pardos sem ocupação. A taxa de desocupação dessa parcela da população ficou em 14,6%, enquanto a de trabalhadores brancos totalizou 9,9%.
Comportamento semelhante foi registrado na taxa de subutilização, indicador que agrega a taxa de desocupação, de subocupação por insuficiência de horas (menos de 40 horas semanais) e a força de trabalho potencial.
Para o total de trabalhadores brasileiros, o índice fechou o terceiro trimestre em 23,9%. Entre a população de negros ou pardos, a taxa saltou para 28,3%, enquanto entre os brancos ela ficou em 18,5%. Do total de 26,8 milhões de subutilizados, 65,8%, eram pessoas negras ou pardas.

Trabalhadores ocupados e carteira assinada

No terceiro trimestre de 2017, as pessoas negras ou pardas representavam 54,9% do total da população brasileira de 14 anos ou mais e eram 53% dos trabalhadores ocupados. No recorte racial, 52,3% dos negros ou pardos estavam ocupados, enquanto 56,5% dos brancos se encontravam na mesma situação. O rendimento dos trabalhadores brancos foi de R$2.757 no período e o de trabalhadores pretos e pardos, de R$1.531.
Em relação ao percentual de empregados do setor privado com carteira assinada, no fechamento do terceiro trimestre do ano o dado de negros ou pardos chegava a 71,3%, mais baixo do que o observado para o total do setor (75,3%). Dos 23,2 milhões de empregados negros ou pardos do setor privado, somente 16,6 milhões tinham carteira de trabalho assinada.

Trabalho doméstico e informal
Na distribuição da população ocupada por grupo de atividades, a participação dos negros e pardos era superior à dos brancos na agropecuária, na construção, em alojamento e alimentação e, principalmente, nos serviços domésticos, categoria em que eles representam 66% do contingente total.
A Pnad Contínua mostrou, ainda, que, no Brasil, somente 33% dos empregadores eram negros ou pardos. Já entre os trabalhadores por conta própria, essa população representava 55,1% do total. Mais de um milhão de trabalhadores negros ou pardos atuavam como ambulantes, totalizando 66,7% dos trabalhadores deste tipo de ocupação. O percentual de ambulantes negros foi de 2,5%.

Análise
Na avaliação do coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, indicadores como esses revelam o tamanho da desigual do mercado de trabalho no país. “Entre os diversos fatores [que determinam esta desigualdade] estão a falta de experiência, de escolarização e de formação de grande parte da população de cor negra ou parda”.
Para ele, esses números são resultados de um processo histórico, que vem desde a época da colonização. “Claro que se avançou muito, mais ainda tem que se avançar bastante, no sentido de dar a população de cor negra ou parda igualdade em relação ao que temos hoje na população de cor branca”, destaca.
Nota do editor - Nessa postagem substituímos a palavra "preto(a) usada na matéria original pela palavra negro(a).
Fonte - Agência Brasil  17/11/2017

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Oslo (Noruega) aprova a construção da Sexta linha de metrô

Transportes sobre trilhos  🚇

Planejado para entrar em operação a partir de 2024, a linha de 8,2 km de extensão e com seis estações e deverá cumprir o tempo de viagem de ponta a ponta em 12 min

Metro Report
foto - ilustração/Metrô Oslo
O conselho da cidade de Oslo na Noroega, aprovou em 13 de novembro os planos para a construção da sexta linha de metrô da cidade.
Planejado para entrar em operação a partir de 2024, a linha de 8,2 km de extensão e com seis estações,funcionará de Majorstuen,na rede existente,para Fornebusenter ao oeste do centro da cidade, onde o depósito de trens seria construído. Cerca de 40% da linha passaria pelo município de Bærum, que aprovou o projeto em junho de 2015.
A construção deverá custar cerca de NKr12bn.A linha 6 deverá cumprir o tempo de viagem de ponta a ponta em 12 min e duplicara a capacidade oferecida pelos ônibus na rota para 6 000 passageiros/h.
Fonte - Metro Report  16/11/2017

Ilê Aiyê é atração do Concha Negra sábado(18) e Quabales no Domingo(19) no TCA

Arte & Cultura  🎼

Neste sábado (18), às 18h, o bloco Ilê Aiyê comanda a festa do projeto Concha Negra, do Governo do Estado, que tem como propósito a promoção e apoio a entidades que representam as tradições artísticas e culturais da Bahia.O coletivo percussivo e vocal Quabales será atração de novembro do projeto Domingo no TCA. Oriundo do bairro do Nordeste de Amaralina, nascido das mãos de Marivaldo dos Santos.

Da Redação
foto - Elói Corrêa/GOVBA
Depois dos Filhos de Ghandy e do Muzenza, é a vez de o ‘mais belo dos belos’ encantar a Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, o novo espaço para expressão da música afro baiana. Neste sábado (18), às 18h, o bloco Ilê Aiyê comanda a festa do projeto Concha Negra, do Governo do Estado, que tem como propósito a promoção e apoio a entidades que representam as tradições artísticas e culturais da Bahia. Daniela Mercury e Criolo são convidados especiais da noite.
O primeiro bloco afro da Bahia promete levar toda magia e a beleza para celebrar o Dia da Consciência Negra (20 de Novembro). “Esse projeto é maravilhoso e uma ferramenta importante de valorização da cultura baiana e da tradição dos blocos afro. Vamos fazer um espetáculo muito bonito no sábado, apresentando, sem dúvida, nossas músicas em homenagem ao dia da Consciência Negra e a Zumbi. O Bando de Teatro Olodum fará a abertura do espetáculo. Vamos lá curtir, vibrar e fortalecer esse projeto”, afirma o presidente do Ilê Aiyê, João Carlos ‘Vovô’.
Além da visibilidade, também é garantida uma maneira de levantar fundos para as entidades culturais. Os blocos afro vão receber cachê fixo e terão direito ao valor arrecadado com a venda de ingressos, a preços de R$ 30 inteira e R$ 15 (meia entrada). “O Concha Negra é bastante inovador à medida que conclama atores sociais distintos para cumprir essa missão de visibilizar a cultura negra. O Estado fornece a estrutura, o palco para as apresentações. Os artistas e o bloco afro, chegam com todo o conteúdo, e a sociedade civil, por meio da compra do ingressos, participa e aprecia. Um envolvimento de toda a sociedade em prol da preservação de nossa cultura”, explica a diretora geral da Fundação Cultural do Estado (Funceb), Renata Dias.
A primeira temporada do Concha Negra vai até fevereiro de 2018, um domingo por mês, sempre a partir das 18h. Já se Apresentaram os Filhos de Ghandy e Muzenza. Os próximos shows ficam por conta do Cortejo Afro (17 de dezembro), Olodum (7 de janeiro) e Malê Debalê (4). Além das apresentações principais, cada espetáculo terá a participação de, pelo menos, um convidado especial e também uma abertura com o Janela Baiana – ação continuada da Secretaria de Cultura do Estado (Secult) que dá espaço para artistas ou grupos emergentes da Bahia nos eventos da Concha.

Quabales faz show no Domingo no TCA
Depois de ter se destacado nos palcos do Rock in Rio no último mês de setembro, com um show próprio ao lado da cantora Margareth Menezes e ainda numa participação especial na apresentação do cantor norte-americano CeeLo Green, o coletivo percussivo e vocal Quabales será atração de novembro do projeto Domingo no TCA. Oriundo do bairro do Nordeste de Amaralina, nascido das mãos de Marivaldo dos Santos – integrante do show percussivo Stomp, sucesso na Broadway, em Nova Iorque, há mais de 20 anos –, o grupo mistura música, performance, percussão baiana, hip hop, canto, som eletrônico e percussão corporal com influências de música contemporânea. Com participação especial de integrantes do próprio Stomp, o espetáculo acontecerá na Sala Principal do Teatro Castro Alves, no dia 19 de novembro, às 11h. Os ingressos custam R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia), e são vendidos apenas no dia do evento, a partir das 9h, com acesso imediato ao teatro.
O Quabales é um projeto sociocultural que tem como objetivo a inclusão de adolescentes e jovens, usando a música e a arte como ferramentas para o combate às drogas e à violência. O nome teve como inspiração um instrumento de mesmo nome criado por Marivaldo dos Santos: “Qua”, por ter quatro bocas, e “bales”, por ter o formato de um timbales. Multi-instrumentista, compositor, produtor e performer, Marivaldo, sem desviar o olhar de suas origens, quis compartilhar suas experiências de vida com a juventude do seu bairro. Sua trajetória inclui trabalhos e parcerias com artistas como Sting, Lauryn Hill, Paul Simon, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Carlinhos Brown, entre outros.
No repertório, estão músicas originais e releituras de clássicos da música popular brasileira, de autores como João Gilberto, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Olodum, Gerônimo, Maria Gadú, Vanessa da Mata e O Rappa.
Com informações da Secom Ba.  16/11/2017